<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337</id><updated>2012-02-16T07:11:17.444-02:00</updated><title type='text'>Casos Tatuianos</title><subtitle type='html'>Na realidade são "causos de Tatuí", contados como sendo reais, o que nem sempre corresponde à verdade!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>93</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-8922751646647602448</id><published>2011-03-14T11:35:00.002-03:00</published><updated>2011-03-14T11:40:15.631-03:00</updated><title type='text'>92) A jardineira versus o anão e o padre</title><content type='html'>Havia em Tatuí, mais de meio século atrás, um anão conhecido como Dominguinho. Ele, era um anão “de tamanho médio”, nem muito pequeno e nem grande. Muito educado e trabalhador incansável, fazia faxinas em residências da cidade. Era um homem forte, apesar da pequena estatura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-ZyveROkVTh8/TX4oni1fR_I/AAAAAAAACRo/vGyqzoaP4MY/s1600/anoes-trabalhando-14CE34.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZyveROkVTh8/TX4oni1fR_I/AAAAAAAACRo/vGyqzoaP4MY/s200/anoes-trabalhando-14CE34.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583945247817156594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não importa o tamanho, anão ou gigante, todos precisam trabalhar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, em uma época em que não havia Cascolac ou coisa semelhante, os assoalhos de madeira precisavam ser raspados, encerados e escovados para aparecer algum brilho. Não havia também pisos vitrificados ou coisa semelhante. Os ladrilhos, feitos de cimento, formavam desenhos bonitos, mas precisavam ser encerados para brilhar. Era necessário cobrir os poros do ladrilho até aparecer brilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cera era preparada em casa. Uma perigosa mistura de parafina, corante e gasolina que provocou muitos incêndios. Imaginem que a mistura tinha que acontecer com a gasolina fervendo em uma lata sobre o fogão!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois Dominguinho passava escovão com palha de aço nos assoalhos e ladrilhos das senhoras da cidade, para em seguida encerar com a tal mistura. Depois era passar novamente o escovão com flanela até surgir o brilho. Nada fácil!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe, quando se casou, contratou o pequeno homem para encerar sua casa. Serviço duro. O assoalho de tábuas de soalho precisou de muita força. A casa, enorme, parte assoalhada e parte ladrilhada, deu um trabalhão para ficar pronta! Mas ficou um serviço tão bem feito que até hoje ela se lembra disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para atender sua freguesia, Dominguinho comprou uma bicicleta, agilizando sua movimentação pela cidade, nessa época bem pequena. Foi nessa mesma ocasião que começou o serviço de ônibus circular em Tatuí. Na ocasião, ônibus era chamado de jardineira. O primeiro dono de circular em Tatuí foi um português chamado Silva. Homem trabalhador, mas um tanto bruto. Pudera, lidar com aqueles veículos, que quebravam o tempo todo não era coisa para qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, Dominguinho passava pela Rua do Cruzeiro com sua bicicleta. Seu pensamento estava fixo no próximo serviço que faria e estava desatento. De repente, o português e sua jardineira entraram na rua, atropelando o anão e sua bicicleta. Alertado pelos gritos de todos os passantes, Silva parou o veículo, pouco antes de passar por cima de Dominguinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correram todos acudir o anão. Por sorte não aconteceu nada mais grave que entortar a bicicleta. Dominguinho, ágil, deu um salto e escapou da roda da circular. O português, contrariado pelo fato do ciclista não ter desviado, escapulido, nem se importou com o anão. Queria sair logo dali, continuar a viagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominguinho, homem educado, não ia dizer algum impropério ao português, mas deu uma indireta, perguntando ao motorista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu Silva, o senhor não se machucou? Não! Ótimo, o senhor teve muita sorte! – completou, dando um tapa com luvas de pelica no bruto português. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu ainda outro impasse com o Silva, desta vez com o padre Murari. Antigamente, o tempo todo havia procissões em Tatuí. Cidade era mais alegre e muito religiosa, quase todos eram católicos. Com exceção da Igreja Protestante da Rua Onze de Agosto, não havia outra igreja na cidade. As procissões cortavam a cidade em todos os sentidos, conforme o santo do dia. Quilométricas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estavam construindo a Casa São Pio X, para incentivar doações, aumentaram ainda mais as procissões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui cabe um aparte. A construção do “São Pio X” fazia parte de um plano maior do catolicismo tatuiano. No final do século XIX, a cidade crescia rapidamente, industrializando-se e espalhando o progresso. Daí construiu-se a Igreja Matriz com porte de catedral, pois havia a suposição de que, com o rápido crescimento, logo Tatuí seria sede de bispado. O “São Pio X”, por sua vez, deveria ser o “palácio do bispo”. Mas o progresso da cidade emperrou. Apenas nestes últimos anos é que tem-se a impressão de que Tatuí voltou aos trilhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante lembrar que as pessoas, quando liam que estava sendo construído “o Pio Décimo”, com o numeral em algarismo romano, entendiam como Pióx. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui vai ser construído o Pióx! - O que é Pióx? - com o tempo essa dúvida desapareceu e as pessoas passaram a chamar pelo nome correto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, com a necessidade de doações para a construção, Padre Murari e padre Ernesto revezavam-se para dar conta da demanda das procissões. Certo dia, quando saía da igreja mais uma procissão, com o padre Ernesto carregando o Cálice de Corpus Christi, a procissão empacou. Bem em frente da igreja, o Silva, curioso, parou a circular para xeretar, impedindo de as pessoas prosseguirem. Ah, por que!!! Padre Murari não tinha paciência. Saiu fuzilando e gritando para o Silva:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei! Toca a jardineira! Toca a jardineira! – exclamava aos berros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na frente da igreja estava a banda que acompanharia a procissão. Ao ouvirem a ordem do padre, não pensaram duas vezes e, deixando de lado as músicas sacras, tocaram a marchinha carnavalesca: “Ó jardineira porque estás tão triste / mas o que foi que te aconteceu? / Foi a camélia que caiu do galho / Deu dois suspiros e depois morreu...”!!! Pó-pó-pó-pó-pó-pó...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-8922751646647602448?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/8922751646647602448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=8922751646647602448&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/8922751646647602448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/8922751646647602448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2011/03/92-jardineira-versus-o-anao-e-o-padre.html' title='92) A jardineira versus o anão e o padre'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZyveROkVTh8/TX4oni1fR_I/AAAAAAAACRo/vGyqzoaP4MY/s72-c/anoes-trabalhando-14CE34.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-725461775189936243</id><published>2011-03-14T11:31:00.004-03:00</published><updated>2011-03-14T11:33:59.487-03:00</updated><title type='text'>91) Pastéis do Bar XV</title><content type='html'>O Bar XV foi ponto de reunião da sociedade tatuiana durante muitos anos. Sua inauguração foi comentada até em outras cidades. Bar e Restaurante XV. Passou por alguns donos até ser fechado. Não conheci todos eles, mas me recordo do Orlando Paulino da Cruz que, juntamente com sua esposa, dona Terezinha, dirigiu o bar e o restaurante durante alguns anos. Eu costumava almoçar lá com meus pais, durante esse período. Algum tempo depois, o restaurante deu lugar às mesas de snooker. Orlando Cruz ganhou muito dinheiro nesse bar, adquiriu o antigo Bar do Batista, derrubou o prédio velho e construiu outro, onde instalou o Bar Itamaraty. Um luxo na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro proprietário também se chamava Orlando (Orlando Soares). Por coincidência, os dois Orlandos eram homens bravos. Trabalhadores, honestos, mas com uma paciência curtíssima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, as coisas modificaram-se e atualmente não mais existe o Bar XV. Ou melhor, parece que o tempo dos bares e restaurantes na Praça da Matriz já passou. Hoje é um centro comercial e bancário, com pessoas apenas passando por lá, sem muitas reuniões como costumava acontecer antigamente. É lógico que restam por lá alguns dinossauros: o pessoal do Senadinho, que insistem nos bate papos sob a sombra de alguma arvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos do Bar XV, o proprietário foi um português chamado Manoel. Não é falta de imaginação. O nome dele era mesmo Manoel. Nessa época, ainda havia algum movimento de pessoas na Praça, mesmo tarde da noite. O bar era um dos locais mais frequentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os negócios do bar já estavam fracassando e o Manoel, buscando obter alguma renda, tentava incentivar seu negócio, preparando alguns jantares extras, principalmente visando convidar o Zé Turco e seus amigos, que não se importavam com os gastos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite eu também fui. Estávamos conversando na praça, quando o português apareceu avisando que “estava pronta a janta”, como ele falou. Não pensei em ir, no primeiro momento, mas o Zé Turco disse que o português estava apertado financeiramente e achava melhor ir comer. Fomos lá, eu, Zé Turco, Elói Machado, Sérginho Corretor, Carminho Giudicci, Mauricio Camargo e mais alguns. Éramos em oito pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fomos jantar, o português sentou-se junto conosco. Não parava de falar, entrava em todas as conversas, tomava batidinhas, vodka, cerveja... e comia como um leão. Zé Turco e Elói estavam bem alegres. Nem se importavam com o danado português. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora de pagar, o homem apresentou a conta com esta descrição: 9 jantas: tantos &lt;br /&gt;Cruzeiros (nesse tempo a moeda nacional era o Cruzeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas estamos em oito pessoas! – eu reclamei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espertalhão do português, protestou, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E eu? E eu? – somando-se ao grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o danado fez a comida, comeu junto sem ser convidado, bebeu e incluiu essa despesa na conta. Além disso, reclamou comigo que o Zé Turco sempre pagava sem achar ruim... na verdade, o Zé não havia percebido essa malandragem do Manoel. Ah, mas o castigo veio a cavalo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o português era “espertinho”, logo as pessoas perceberam e os clientes sumiram. Mas antes disso, o Zinho Rosa resolveu passar um trote no Manoel, pois não havia sido devidamente atendido nesse bar. Do seu escritório, Zinho ligou ao Bar XV, modificando sua voz e apresentando-se como sendo o Jonas da Casa dos Presentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô! É o Manoel? Boa tarde! Aqui é o Jonas da Casa dos Presentes! – disse o Zinho, fingindo ser o Jonas. E continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-CMwDdbq72Sg/TX4nBeXen2I/AAAAAAAACRg/LKrJm-F1rO4/s1600/pastel.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-CMwDdbq72Sg/TX4nBeXen2I/AAAAAAAACRg/LKrJm-F1rO4/s200/pastel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583943494270885730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os pastéis do Bar XV ainda existem, agora na lanchonete Soares&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estamos fazendo uma confraternização aqui na loja e quero que você faça alguns pastéis. Pode ser? – indagou o “Jonas”, como supunha o Manoel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, claro que sim! – afirmou o português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então traga 20 pastéis de carne, 20 de queijo e 20 de palmito! – disse o “Jonas”. – E traga 5 Cocas litro, bem geladas. E traga já abertas, porque não tenho abridor aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia hora depois, aparecem na Casa dos Presentes o Manoel e um funcionário carregando uma cesta com 60 pastéis e os 5 litros de Coca-cola abertos. Dirigiu-se ao Jonas e logo foi constatado que se tratava de um trote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jonas penalizou-se com o caso e ficou com parte daquela encomenda, que serviu aos seus funcionários. Pagou apenas o preço de custo, mas o português não teve maiores perdas. Algum tempo depois, porém, o português atendeu ao telefone do bar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô! Manoel? Aqui é o Jonas da Casa dos Presentes! Desta vez não é trote! – explicou a voz ao telefone. - Se você puder, mande 20 pastéis de carne e 20 de queijo, junto com 3 cocas litro, bem geladas! Resolvi dar uma festinha aos funcionários e você também está convidado! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Manoel não pensou duas vezes. Meia hora depois levou a encomenda ao Jonas. Mas era mais um trote do Zinho Rosa, que bisava o caso dos pastéis. O português era muito espertinho, mas acabou caindo duas vezes. Desta vez, porém, o Jonas não teve dó e dispensou o homem com seus pastéis... kkk&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-725461775189936243?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/725461775189936243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=725461775189936243&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/725461775189936243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/725461775189936243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2011/03/91-pasteis-do-bar-xv.html' title='91) Pastéis do Bar XV'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CMwDdbq72Sg/TX4nBeXen2I/AAAAAAAACRg/LKrJm-F1rO4/s72-c/pastel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-104849268849241973</id><published>2011-03-14T11:27:00.003-03:00</published><updated>2011-03-14T11:30:14.568-03:00</updated><title type='text'>90) Pai ou filho?</title><content type='html'>A Tipografia Machado foi fundada por Tomazinho Machado, meu tio avô. Quem deu continuidade a essa empresa foi seu filho Cícero e continuada pelo seu neto, também chamado Cícero.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-5xvL6s8ROKc/TX4mJtvvs-I/AAAAAAAACRY/luE1Ounoy84/s1600/tipografia_6_copy.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 127px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-5xvL6s8ROKc/TX4mJtvvs-I/AAAAAAAACRY/luE1Ounoy84/s200/tipografia_6_copy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583942536326525922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Durante muitos anos, todos os serviços de impressão em Tatuí foram realizados por tipografias. Lembro-me da Tipografia Tacitinho, bem ao lado do Armazém do Lalau e da Tipografia Unidos, na Rua Cel. Aureliano de Camargo, cujo imóvel fazia fundos com minha casa da Travessa dos Pracinhas. Só uma pequena parte desse imóvel coincidia com o quintal de casa, mas o barulho das máquinas entrava até na cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje os sistemas de impressão não são mais por meio de tipos e os textos são, em sua maioria, gerados em computadores. Tudo tem se modificado com intensidade nos últimos anos, deixando de lado equipamentos até pouco tempo atrás considerados como modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando à Tipografia Machado, Cícero Machado trabalhou ali durante algumas décadas, até falecer. Cícero era um homem muito ativo, prestativo e que se envolvia em todas as atividades da cidade, inclusive políticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os negócios da tipografia nem sempre caminhavam como ele esperava e, por isso, teve alguns problemas com o fisco, que ele mesmo superou, estudando a legislação tributária e, desta forma, encontrando as alternativas para solucionar todas as questões, a ponto de se transformar no maior rábula tributarista que já viveu em Tatuí. Ele entendia da legislação tributária como nenhum advogado tatuiano de sua época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em função de sua profissão, tinha uma ótima redação e, assim, redigia todos os requerimentos e as manifestações de algumas ações tributárias que enfrentou, sempre tendo que encontrar um amigo advogado para assinar. Mas quem redigia era ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone na tipografia estava sempre ocupado. Ou eram clientes solicitando serviços tipográficos e orçamentos, ou eram algumas moças que ligavam para o seu filho Cicinho, paquerando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena costumeira era assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triimmm! Trimmm!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô! – Cicero atendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quero falar com Cícero! – dizia a voz do outro lado da linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como havia dois Cíceros, todas as vezes Cícero Machado perguntava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você quer falar com o Cícero pai ou Cícero filho? – indagava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era uma voz masculina, invariavelmente a chamada era para o Cícero pai e, quando a voz era feminina, a chamada era para o Cícero filho, sempre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cicinho, venha que tem uma moça querendo falar com você! – Cícero chamava seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim passava-se o tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô! Quer falar com o Cícero pai ou Cícero filho? – o Cícero “pai” acostumou-se com aquela rotina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, porém, quando Cicero atendeu ao telefone, uma voz feminina muito suave e simpática disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô! É da Tipografia Machado? Quero falar com o Cícero! – disse a tal voz suavemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cicero pai ou Cicero filho? – indagou o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, Cicero pai! – respondeu educadamente aquela voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cicero Machado ficou até empolgado, pois havia muito tempo que uma voz feminina tão simpática não o chamava ao telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É ele mesmo! Quem está falando? – respondeu entusiasmado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Aqui é Isolina Donati, do Cartório de Protestos! Tem um título em seu nome que está aqui para ser protestado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desilusão foi imediata. A única vez que uma voz feminina queria falar com ele foi essa... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Isolina Donati completou uns dias destes 100 anos, com bastante saúde. Foi uma pioneira, sendo chefe de um estabelecimento oficial, como se diz hoje, uma executiva. Em sua época as mulheres apenas faziam trabalhos secundários ou serviços domésticos. Chefia, nunca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-104849268849241973?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/104849268849241973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=104849268849241973&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/104849268849241973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/104849268849241973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2011/03/pai-ou-filho.html' title='90) Pai ou filho?'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5xvL6s8ROKc/TX4mJtvvs-I/AAAAAAAACRY/luE1Ounoy84/s72-c/tipografia_6_copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-2988151274794629584</id><published>2010-08-13T14:48:00.001-03:00</published><updated>2010-08-13T14:48:49.427-03:00</updated><title type='text'>89) No tempo da Botica</title><content type='html'>Em Tatuí pouca coisa é tão velha quanto a Pharmácia Nova. Mais de cem anos. Os Villa Nova têm acompanhado o desenvolvimento da cidade desde o início do século passado, quando Ignácio Villa Nova estabeleceu-se com uma botica. Muita coisa mudou nesses cento e poucos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os costumes mudaram com o passar do tempo. Lembro-me, certa vez, que um freguês (nessa época, clientes ainda eram fregueses) chegou perto do Ary Villa Nova, muito reservadamente, pegando na gola de sua camisa, pedindo, através de sinais discretos, preservativos. Imagine se alguém teria coragem de pedir em voz alta uma caixa de camisinhas!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para comprar absorventes então? Nem toda mulher tinha coragem e ousadia para tanto. Preferiam as toalhinhas laváveis. Na farmácia, as caixas de Modess ficavam previamente embrulhadas e a compra, quando acontecia, era algo silencioso. A freguesa (ou seu marido, na maioria das vezes) pedia uma aspirina e simplesmente pegava um pacote devidamente embrulhado, pedindo para cobrar aquilo junto com a aspirina...  Hoje ninguém se preocupa com isso. Pedem em voz alta qualquer um desses produtos. - O tempora! O mores! - diria um latinista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o caso que vou relatar é bem mais antigo que isso. Coisas do tempo do velho Ignácio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do século XX a maioria da população não sabia ler nem escrever. Pudera, quase todo mundo vivia na área rural e para lidar com uma enxada a leitura era de pouca valia. As coisas que interessavam eram passadas oralmente de geração em geração. Como plantar, como cuidar da plantação ou como realizar a colheita... A vida, de modo geral, era também muito mais simples. Entretanto, sem instrução havia um nível maior de ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, certo dia apareceu na botica do seu Ignácio um caboclo reclamando de dores em seu ventre e de dificuldades para defecar. Era costume na época consultar-se com o farmacêutico. Seu Ignácio receitou um purgante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tome este remédio que vai resolver o problema! – explicou, contando o modo de tomar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, o mesmo freguês apareceu de novo. Seu Ignácio perguntou então:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Evacuou? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem respondeu que não. Que as coisas não estavam nada bem. Ignácio Villa Nova pegou então um pouco de pinhão paraguaio e preparou um remédio mais forte. Entregou ao homem, explicando como tomar aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no outro dia lá estava o freguês novamente na botica. Com uma fisionomia deplorável. Ao bater os olhos no homem, seu Ignácio percebeu que a coisa não estava bem e perguntou novamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não evacuou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! – respondeu desoladamente o pobre caboclo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então espera aí. O farmacêutico foi ao laboratório e preparou um novo remédio a base de tártaro emético, um medicamento utilizado para resolver prisão de ventre em equinos. Preparou uma dose cavalar, explicou o modo de tomar e entregou ao homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, trêmulo e pálido, veio novamente o freguês. Villa Nova, preocupadíssimo com a situação, perguntou ao homem novamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Evacuou desta vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! – foi a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Ignácio então teve o pressentimento que o homem não estava entendendo a coisa e foi mais claro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cagou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, nhô Ignácio... Ihhh, se caguei! Tô cagando tanto que o “pessoár” do bairro num sabe se mudam a fossa ou o “paiór”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que o assunto é escatológico, em outra ocasião um freguês da farmácia precisava fazer exame de fezes. Nessa época o material colhido era enviado de trem a São Paulo. O velho Villa Nova explicou que era preciso colocar o material em uma lata devidamente fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor recolhe as fezes, coloca na lata e traz aqui que eu envio para o laboratório, lá em São Paulo! – explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem foi embora e sumiu. Demorou mais de um mês para retornar. Quando seu Ignácio atendeu o homem foi logo reclamando da demora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que demorou tanto tempo? – disse o farmacêutico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caipira abriu o saco que carregava e pegou uma lata de Toddy, daquelas antigas de cinco quilos, explicando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que demorou todo esse tempo para encher a lata!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arre! Que horror!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-2988151274794629584?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/2988151274794629584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=2988151274794629584&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/2988151274794629584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/2988151274794629584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2010/08/89-no-tempo-da-botica.html' title='89) No tempo da Botica'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-1086381996035921811</id><published>2010-08-13T14:47:00.001-03:00</published><updated>2010-08-13T14:47:30.803-03:00</updated><title type='text'>88) A família dos Mé</title><content type='html'>A privatização modificou o cenário econômico brasileiro. Hoje há inúmeras companhias privadas atuando em mercados que eram dominados por empresas estatais ou mistas. A telefonia e a distribuição de energia elétrica são alguns exemplos. Existem diversas empresas atuando no mercado de comunicação ou de distribuição de eletricidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este caso aconteceu há alguns anos, quando a concessionária de energia elétrica que operava em Tatuí era a CESP (Centrais Elétricas de São Paulo S/A), empresa de economia mista. Na filial de Tatuí, trabalhou lá, durante muitos anos, o Luiz Del Bem Jr., hoje advogado atuante nesta Comarca e excelente contador de causos. Pois foi exatamente ele quem me contou o caso aqui registrado, afirmando ser pura verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritório da CESP em Tatuí funcionava como uma sub-regional, sendo que daqui saíam as coordenadas para os municípios circunvizinhos que eram atendidos por essa concessionária. Havia a necessidade de realizar um cadastramento dos consumidores de energia elétrica da cidade de Tietê e, pelos motivos já explicados, foi o escritório de Tatuí que efetuou tal ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Del Bem coordenava essas atividades em Tatuí e viajava quase todos os dias a Tietê, para acertar o tal cadastro. Destacou um funcionário, conhecido como Corruíra, para digitar os dados dos consumidores tieteenses no cadastro da CESP. Uma tarde, passando perto do Corruíra, ouviu-o comentando com colegas que a família Mé era a maior de Tietê:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Puxa, parece que todo mundo de Tietê é da família dos Mé! – comentou surpreso com um colega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Del Bem achou que ele havia se enganado e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está falando da família Melaré? – questionou a mesmo tempo sugerindo uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! É família Mé mesmo! – explicou o Corruíra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto não prosseguiu naquele dia, pois cada um dos personagens tinha tarefas específicas a cumprir e foi o que fizeram. Os dados exigidos para cada consumidor ser cadastrado eram muitos e, por isso, o trabalho do Corruíra prosseguiu mais uns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana seguinte, Del Bem lembrou-se da questão das famílias tieteenses e perguntou novamente ao Corruíra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não será a família dos Mello que é grande na cidade? – mais uma vez questionou sugerindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! – assegurou o Corruíra. – É tudo gente dos Mé! – reafirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrigado com o caso, o Del Bem foi conferir a papelada do cadastro dos consumidores de Tietê. Logo encontrou a resposta às dúvidas que teve. Como a cidade vizinha sempre se destacou pelas pequenas confecções e outras microempresas, um grande número de pessoas estabelecia-se em sua própria casa com uma confecção, uma oficina de costura ou outro estabelecimento congênere. Para conseguirem financiamentos de máquinas ou equipamentos, além de outros empréstimos, não ficavam na clandestinidade e logo abriam uma microempresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, havia no cadastro que o Corruíra digitava, uma infinidade de microempresas, como “José Beltrano ME”, “Maria de Tal ME”, “Fulano de Tal ME”, “Cicrano Beltrano ME”, etc. que ele lia e entendia como “Mé”, imaginando que fosse uma enorme família dessa cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, por sorte o tieteense Cornélio Pires já se foi há muito tempo, pois ele não deixaria de fazer um comentário enquadrando a inteligência do Corruíra ou qualificando o Del Bem como um novo Joaquim Bentinho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-1086381996035921811?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/1086381996035921811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=1086381996035921811&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/1086381996035921811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/1086381996035921811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2010/08/88-familia-dos-me.html' title='88) A família dos Mé'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-3815002368563559745</id><published>2010-08-13T14:46:00.001-03:00</published><updated>2010-08-13T14:46:39.414-03:00</updated><title type='text'>87) Casamento Cigano</title><content type='html'>Se há uma coisa que ciganos fazem muito bem é festa, principalmente em casamentos. O casamento, para o povo cigano, constitui em uma das tradições mais bem conservadas, pois representa a continuidade de um grupo. Pessoas desinformadas podem ter ideias erradas a respeito dos costumes típicos, mas ciganos são excessivamente rigorosos quanto ao casamento. Há, inclusive, impedimentos para casamentos entre ciganos e não-ciganos. As exceções dependem de alguns fatores que não dizem respeito a este caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um mote que descreve a vida desse povo: “O Céu é meu teto, a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião”. São essencialmente nômades, porém, em Tatuí alguns grupos radicaram-se na cidade há décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, alguns anos atrás, aconteceu um casamento cigano em Tatuí e, como não poderia deixar de ser, festejado por muitos convidados em uma festa memorável. Após a cerimônia religiosa - também indispensável conforme a tradição desse povo -, começaram os festejos, em uma tenda improvisada em um terreno com um grande quintal. Tudo estava enfeitado com ornamentos que lembravam suas tradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens e mulheres vestidos com roupas típicas, com muitos brilhos de ouro, prata e pedras preciosas. Um monte de gente bonita. A festa foi um espetáculo inesquecível para quem assistiu, além do banquete, com comida e bebida abundantemente servidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos rituais costumeiros, a festa prosseguiu sob o som de um grupo de músicos muito conhecidos na cidade nessa ocasião. O instrumento que liderava o arrasta-pé era a sanfona, tocada pelo Dito Cigano. O instrumento que nunca faltava por lá era o baixo-tuba, tocado com muita categoria por outro cigano, o Mé. Os demais músicos eram Martinho Medeiros, na caixa; Mário Chulé, no bumbo; e Zé Largo, no contra-surdo. Devido à possibilidade de chover, a banda ficou em um palco improvisado dentro da tenda, mas estrategicamente colocada de maneira tal que mesmo quem estivesse fora pudesse ouvir. O grupo tocou inúmeras melodias durante horas, com pequenos intervalos para comer e beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa avançou pela madrugada. No dia seguinte, de acordo com a tradição cigana, ainda haveria mais festas. Mesmo assim, o grupo de músicos parecia incansável. A sanfona puxava as melodias. Muitos dançavam há horas. A alegria era visível por todos os lados. Os noivos, sentados à mesa principal, conversavam e eram cumprimentados por todos os convidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O baixo-tuba (sousafone) da banda foi o instrumento mais presente em todas as festividades que aconteceram em Tatuí durante muitos anos, pois o Mé adorava tocar. Não perdia uma oportunidade de mostrar seus dotes musicais, mesmo porque era para ele um grande prazer. Tocava em festas, igrejas, procissões, bailes ou mesmo na Vila do Céu. O negócio dele era soprar aquele enorme instrumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessa festa, depois de algumas horas tocando e tomando uns tragos, ficou meio descuidado e, sem prestar muita atenção, empolgando-se com uma determinada música, acabou esbarrando a borda da campânula da tuba em uma chave de fusíveis, daquelas do tipo “faca”, sem proteção contra choques, que ligava a energia na tenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas que horror! No contato com a eletricidade a tuba “grudou” na chave e, como aquele instrumento envolve grande parte do corpo, a corrente de 220 volts fez o Mé gritar e chacoalhar-se, tentando livrar-se daquilo, mas não conseguiu, pois a eletricidade provocava fibrilações intensas. Desmaiou e caiu e, com isto, interrompeu a passagem da corrente elétrica pelo seu corpo. Todos correram acudir, mas o pobre músico não voltava a si. Foi necessário levá-lo à Santa Casa onde, algum tempo depois e com atendimento médico, acordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a festa acabou. Todos ficaram preocupados com o Mé e não mais havia clima para isso. Logo que chegou a notícia de que o músico recobrou a consciência e estava bem, todos se alegraram e confirmaram o prosseguimento da festança no dia seguinte. Com muita música e com o Mé tocando sua tuba, claro. Pópópópópó!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-3815002368563559745?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/3815002368563559745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=3815002368563559745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3815002368563559745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3815002368563559745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2010/08/87-casamento-cigano.html' title='87) Casamento Cigano'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-9195100705204502182</id><published>2010-08-13T14:45:00.001-03:00</published><updated>2010-08-13T14:45:40.454-03:00</updated><title type='text'>86) A Praça do Amor</title><content type='html'>Como muitos ainda se lembram, a Praça da Matriz foi o ponto de encontro dos tatuianos durante muitas décadas. Lá os finais de semana eram movimentadíssimos, tanto pelos clubes, bares, restaurantes ou cinemas, quanto pela própria praça. As pessoas não ficavam em casa, sendo que lá era o ponto de encontro principal. Uma vez na praça, decidiam aonde iriam curtir seus momentos de lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o anoitecer, aos sábados e domingos, o movimento era grande. Iniciava com a missa na igreja matriz e, do outro lado da praça, perto de onde há um monumento à bíblia, formava-se uma roda de crentes, que, animados pelo som de uma sanfona e de palmas, atraíam ouvintes às palavras do Evangelho. Ao mesmo tempo, como se fosse um maestro com sua batuta, de colher de pau na mão, o pipoqueiro Justo fazia a primeira panelada de pipocas, dando o toque mágico para a praça começar a animar, com pessoas vindas de todos os cantos da cidade, em um desfile alegre e ordeiro pelas ruas que conduziam ao centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relembrando a geografia das redondezas, havia o Cine S. Martinho, Clube Recreativo XI de Agosto, Hotel Del Fiol (com um enorme banco de frente para a praça), Bar e Restaurante 80, Bar Central, Bar XV, Bar do Batista, Bar do Pio, Bar do Sartorato (lembro-me das batidinhas que ele preparava, como a “serenade”). Outros locais, nas redondezas, também eram pontos de encontro, cada qual com sua especialidade: uns iam para comer, outros para beber ou para jogar “snooker”, cartas ou, ainda, dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem no centro de tudo, a fonte luminosa, que logo após a pregação dos pescadores de almas, era ligada, juntamente com sua sonorização. E as músicas da fonte se transformavam em trilhas sonoras de muitos casos de amor. Raramente aconteciam brigas, pois todos que ali estavam buscavam encontrar a sua cara metade ou, no mínimo, distrair-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo era magicamente preparado para mais uma noite de busca pela felicidade. Além dos bares, clubes e cinemas – lembrei-me mais destas -, em algumas ocasiões aconteciam quermesses e outros eventos, como quando aparecia o Paulo Dragão com suas barraquinhas de rifas e coelhos da sorte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tentando recordar os eventos que aconteciam na Praça da Matriz, as nuvens do tempo escondem fatos e coisas e, assim, sei que muita coisa foi esquecida, mas deixo aos leitores que conheceram o local em diversas épocas, o exercício de rememorar tudo que havia ali nos anos 60, 70 e 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esforçando um pouco a memória, veio-me à mente como as pessoas passavam seus momentos ali na praça, fazendo o “trottoir”, uma alegre caminhada sem fim, em que homens e mulheres davam incontáveis voltas na praça – homens de um lado e mulheres de outro, de modo que todos se encontravam duas vezes a cada volta -, permitindo que olhares fossem trocados e o amor pudesse surgir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa era certa: Cupido, deus do amor, lançava suas flechas aqui e ali, por toda a praça, e cada par de flechas lançadas resultava em um novo casal na cidade. Apesar das possibilidades de encontrar a cara metade, nem todos eram atingidos pelas flechas de Cupido e ficavam lá simplesmente passeando e conversando. Muitas pessoas seguiam a moda da época, que incluía, certamente, copiar alguma coisa dos ídolos da música, da TV e do cinema, tal como acontece hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os casos mais comuns, na ocasião, era imitar ídolos da Jovem Guarda e, por isso, alguns rapazes andavam arrastando uma perna, fingindo mancar como Roberto Carlos – às vezes, dando voltas pela praça, era possível imaginar que um grande desastre havia ocorrido, tantos eram os que arrastavam a perna por lá, tentando chamar a atenção dos brotos, como costumavam falar na época -, além de imitadores de personagens de filmes de Hollywood, com uma multidão de Macistes, Hércules e Sansões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto Carlos era, dentre os cantores, o mais imitado, mas outros davam pinta de Ronnie Von, de Erasmo Carlos, além dos cortes de cabelos igual aos Beatles ou Rolling Stones, enquanto que as moças imitavam Wanderléa, Martinha e cantoras ou atrizes internacionais, com legiões de penteados iguais à Brigite Bardot ou Sofia Loren.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zuuuuuuuuummmmmmmm! Epa! Que aconteceu? A banda tocou os últimos acordes da valsa do Bimbo e a praça fechou! Tudo ficou escuro. Não tem clubes. Não tem rinque de patinação. Não tem cinemas. Não tem restaurantes. Não tem bares que amanheciam abertos. Não tem aquela multidão pessoas buscando o amor em intermináveis passeios em torno do centro da praça. Nem os crentes se arriscam pescar almas por lá. Agora a praça é triste! Estão todos em casa, com os olhos fixos na telinha da TV, acompanhando novelas que falam de casos de amor, iguais àqueles que, todos os finais de semana, aconteciam na Praça do Amor de Tatuí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-9195100705204502182?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/9195100705204502182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=9195100705204502182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/9195100705204502182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/9195100705204502182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2010/08/86-praca-do-amor.html' title='86) A Praça do Amor'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-3121247667476193297</id><published>2010-04-07T16:27:00.006-03:00</published><updated>2010-04-07T16:39:31.929-03:00</updated><title type='text'>85) Jovens de Outrora</title><content type='html'>A Internet revolucionou o mundo não apenas em termos de comunicação. No mundo sem fronteiras da Internet, há um constante tráfego de informações eletrônicas de todos os tipos, incluindo textos, figuras, sons e imagens. Tudo isto a alcance de um simples clique. Desde 1995, a rede mundial está disponível aos brasileiros. Agora, todo mundo que acessa a Internet encontra amigos virtuais, utilizando MSN, ICQ ou salas de Chat (bate-papo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da Internet havia o serviço de vídeo-texto da Telesp, com equipamentos e computadores conectados através da linha telefônica, com alguma semelhança aos serviços da Internet, tais como fóruns de discussão, chat, notícias, e também serviços públicos como consulta à Serasa e ao Detran. Além disso, havia as BBS (Bulletin Board System), um sistema de computador que permitia conexões para trocar arquivos e informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, com o vídeo texto tornou-se comum a formação de grupos de usuários que acabavam se tornando amigos. A troca de mensagens pelo vídeo texto possibilitava e incentivava as pessoas a se conhecerem pessoalmente, inclusive promovendo reuniões em bares, restaurantes e pizzarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comecei a utilizar o vídeo texto com o meu computador XP, em uma época em que não havia o Windows e nem Internet. Ah, noites e mais noites ligado em bate-papos intermináveis. Em pouco tempo, passei a conhecer inúmeras pessoas que também utilizavam esse equipamento. Algum tempo depois, apresentei a coisa ao meu amigo Jaime Fonseca, que aderiu imediatamente. Em 1996, eu e o Jaime conhecemos algumas pessoas nesses bate-papos. Todo mundo se conhecia por pseudônimos. O meu era PETERPAN e o Jaime se apresentava como VICENTE. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S7zeeft3fdI/AAAAAAAACOs/QHkWZzATFhY/s1600/phoca_thumb_l_tunicella-pontremoli-2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 193px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S7zeeft3fdI/AAAAAAAACOs/QHkWZzATFhY/s320/phoca_thumb_l_tunicella-pontremoli-2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457481463957519826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fomos recebidos por uma mulher que parecia um padre todo paramentado!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As salas de bate-papo eram separadas por idades ou por interesses. Eu tinha nessa época pouco mais de 40 anos e o Jaime se aproximava dos 50. Então, conversávamos com pessoas dessa faixa etária na mesma sala.  Com isto, conhecemos diversas pessoas de todo o Brasil. Certo dia, resolveram marcar uma festa em São Paulo, com o nome de “Jovens de Outrora”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acertamos nosso ingresso e fomos lá. Eu, a Janete (minha esposa) e o Jaime. O buffet escolhido para a festa era bastante sofisticado. A decoração do local incluiu um Chevrolet De Luxe e um Simca Esplanada. Claro, era um ambiente para os jovens de outrora!!! Quando fomos entrando, já ao longe dava para ouvir a música do ambiente: Twist! Isso mesmo, a “trilha sonora” do evento foi na base do twist, rock and roll, iê-iê-iê, bossa nova e músicas da Jovem Guarda. Havia whisky, cuba-libre, hi-fi e cerveja à vontade! E, claro, Coca-Cola e Guaraná Antarctica. Para comer, hot-dog. As coisas da época. Muitas pessoas estavam à caráter, vestidas com roupas da época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrada, ODETE, a hostess, nos esperava de braços abertos. Foi o primeiro susto! Não tinha idéia de que a tal outrora era tão antigamente!!! A mulher, já de idade avançada, com os braços abertos, mais parecia um padre todo paramentado, pois a pelanca que pendia de seus braços, de longe, dava a impressão de ser como os paramentos que o padre usa nas missas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S7zeFP4AKqI/AAAAAAAACOk/mVqFfUGMMaE/s1600/jovensdeoutrora1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S7zeFP4AKqI/AAAAAAAACOk/mVqFfUGMMaE/s320/jovensdeoutrora1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457481030208334498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não imaginei que a coisa era assim, "tão outrora"!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que havia de mulher careca na festa não foi brincadeira! A vida reserva maus pedaços para algumas pessoas e os tratamentos através de quimioterapia tinha “pelado” muitas daquelas mulheres. Com o vídeo-texto não dava pra saber, claro. Não havia a possibilidade de ver o interlocutor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notei que a DEL!CADA, com bastante facilidade, seria capaz de descarregar um caminhão cheio de vigas de madeira. Um cara que conheci, o CONDOR, mostrou que fazia jus ao nome. Só que deveria se chamar “Com Dores”, pois estava bem judiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jaime, solteiro nessa ocasião, trocava mensagens com uma mulher que dizia ter 45 anos e se apresentava como ELLA. Quando o Jaime avisou que iria ao evento, a mulher (ELLA), disse que tinha 54 anos. Mesmo assim ele topou. Mas era mentira. Ao encontrar a anciã, deduzimos que tinha, pelo menos, uns 65 aninhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei perto de um grupo e escutei um comentário: “- Olha o ‘tamanhinho’ do PETERPAN!”. Eheheh! A VANDERLEIA, uma carioca, usava uma roupa que lembrava a artista, mas o rostinho... ah, tadinha!&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S7ze3gQlHfI/AAAAAAAACO0/B8fo7gmU3tQ/s1600/elvis.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 147px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S7ze3gQlHfI/AAAAAAAACO0/B8fo7gmU3tQ/s200/elvis.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457481893599845874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Janete e eu conversamos bastante, com muitas pessoas, enquanto que o Jaime, requisitadíssimo pela mulherada, não parava de dançar. A expressão dele era um reflexo do sucesso que fez na festa. Seu bigode ficava esticado horizontalmente no rosto. O twist e o rock and roll não cessavam. Elvis Presley parecia estar vivo, cantando it’s now or never... pois amanhã será muito tarde!!!. Os Beatles gritavam nas caixas de som: She loves you, yeah, yeah, yeah!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do susto inicial, a festa foi ótima. Ou melhor, foi uma “Festa de Arromba”, pois esse hit da Jovem Guarda tocou sem parar: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vejam só que Festa de Arromba!&lt;br /&gt;No outro dia, eu fui parar...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Hey! Hey! (Hey! Hey!)&lt;br /&gt;Que onda!&lt;br /&gt;Que festa de arromba!...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-3121247667476193297?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/3121247667476193297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=3121247667476193297&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3121247667476193297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3121247667476193297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2010/04/85-jovens-de-outrora.html' title='85) Jovens de Outrora'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S7zeeft3fdI/AAAAAAAACOs/QHkWZzATFhY/s72-c/phoca_thumb_l_tunicella-pontremoli-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-7012110519834606437</id><published>2010-03-01T22:08:00.010-03:00</published><updated>2010-03-12T14:01:24.729-03:00</updated><title type='text'>84) Em busca do Pote de Ouro</title><content type='html'>Há, pelo menos, dois mundos em que se vive. Um deles, ideal, está presente em nossos sonhos. O outro, real, é onde se vive. A chave liga/desliga entre um e outro é o despertar/adormecer. O mundo real é trabalhoso, para se dizer o mínimo. Já no mundo dos sonhos há arco-íris com potes de ouro. Algumas pessoas são sonhadoras e buscam potes de ouro também no mundo real. &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S4xpUJacDjI/AAAAAAAACJg/j3tGZbtANGE/s1600-h/fimdoarcoiris.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 132px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S4xpUJacDjI/AAAAAAAACJg/j3tGZbtANGE/s200/fimdoarcoiris.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443841844429196850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É com a imaginação que são criadas as soluções para todos os entraves que possam impedir o progresso da humanidade. Einstein percebeu a importância da imaginação, quando disse que ela seria mais importante que o conhecimento, pois o conhecimento é limitado e a imaginação envolve o mundo. Só que, se sonhar é permitido, não significa que todos os sonhos serão transformados em realidade. Mas não custa tentar, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço uns amigos que estão sempre tentando: certo dia de dezembro, alguns anos atrás, o Luis Carlos Azevedo, o Pelé, procurou seu amigo Alcides Camilo (Véia) com um “negócio da China”,  e foi dizendo:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S4xovpDKDxI/AAAAAAAACJQ/V9IhfG56wOo/s1600-h/porquinhos1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S4xovpDKDxI/AAAAAAAACJQ/V9IhfG56wOo/s200/porquinhos1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443841217266323218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Véia, eu estava em Piracicaba e descobri que lá não tem mais leitoas para o Natal e final de ano! – disse, meio afobado. – Sei de um homem em Cesário Lange que criou leitoas e não conseguiu vender tudo! E ele dá um prazo pra pagar! – rematou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversaram um pouco e concluíram que o negócio era “batata”. Compra aqui e vende ali. Na mesma hora surgiu na frente dos dois a imagem de um pote de ouro e resolveram ir à Cesário Lange comprar leitões. Lucro na certa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia apenas um pequeno problema: onde guardar os leitões até o abate. A casa do Pelé não tinha quintal e a do Camilo tinha, mas era pequeno. Assim mesmo resolveram guardar lá os porquinhos. Era só por um ou dois dias. Compraram 50 leitões. Quando o caminhão do criador entregou os animais, perceberam que a cerca do quintal estava muito ruim e todos os porcos escapariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos então prender os bichos dentro de casa! – resolveram, pois no dia seguinte já iam abatê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas que horror!  Desde que chegaram à casa do Véia foi só Oinc, Oinc, Oinc... e Quiiiimmm, Quiiiimmm, Quiiiimmm! O barulho daquela vara de leitões foi incessante, além do cheiro terrível! Para piorar, os porquinhos fuçaram pela casa toda e comeram os pés dos armários, guarda-roupas, mesas e cadeiras, alguns tapetes e tudo que encontraram pela frente! Isso sem contar a quantidade de cocô que produziram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma noitada emporcalhada, Pelé apareceu com dois tambores e um ex-açougueiro para abater os animais. Que judiação! Foi uma verdadeira carnificina! Os grunhidos desesperados dos porquinhos no momento do abate foi uma coisa indescritível! E, para dar conta do abate de meia centena de leitões, nem bem estava morto um bicho, já iam “pelando” na água fervente. O sangue, as tripas, a sujeira espalhava-se pelo quintal. Foram necessários dois horríveis dias para matar e limpar os animais, pois em um dia, só deu para lidar com uns 30 leitões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S4xoBE149yI/AAAAAAAACJI/gjGdeuYM-bs/s1600-h/dodge2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S4xoBE149yI/AAAAAAAACJI/gjGdeuYM-bs/s200/dodge2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443840417273018146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a coisa ia dar muito lucro, Pelé comprou um Dodge Charger para levar os leitões limpos à Piracicaba. Ia pagar com o lucro da venda dos porquinhos. Alegou que esse carro tinha um porta-malas espaçoso. Por falar em espaço, isso não existia mais na casa do Véia. Estava lotada de leitões e leitoas, limpos e devidamente preparados para serem vendidos.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S4xluEjbJ7I/AAAAAAAACJA/fRQD-gDG7Qo/s1600-h/traseiro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S4xluEjbJ7I/AAAAAAAACJA/fRQD-gDG7Qo/s200/traseiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443837891754796978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo dia do abate, enquanto prosseguia a mortandade na casa do Véia, Pelé lotou o porta-malas do Dodge e foi vender em Piracicaba. E não é que vendia fácil mesmo? Em todos os locais em que ofereceu, vendeu. Só que as pessoas queriam comprar apenas “traseiros” dos leitões, mas não os “dianteiros”. Daí que metade da carga voltou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Pelé voltou à casa do Véia, não havia mais espaço nem para um toucinho, quanto mais para um porta-malas lotado de “dianteiros” de leitões. A coisa ficou complicada, mas o pote de ouro ainda brilhava no final do arco-íris, pois no dia seguinte tudo seria diferente, imaginaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma viagem de Charger à Piracicaba e os traseiros foram vendidos. Sobraram quase todos os “dianteiros”. Não cabiam na geladeira e não dava para deixar fora. Alguns já haviam sido abatidos há dois dias! Parecia que estavam meio esverdeados. Tinham que lavar com sabão e bucha. Com muito esforço e descontos, alguns dianteiros acabaram sendo vendidos e os restantes serviram de presentes para quem quisesse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foram muitas viagens de Dodge, a despesa com a gasolina acabou com a possibilidade de lucro. A coisa deu errada e não sobrou nem para pagar o fornecedor dos leitões. Foi um perereco para acertar com o criador dos porcos, que aparecia o tempo todo na casa dos dois amigos. O pote de ouro, por sua vez, claro, não apareceu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-7012110519834606437?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/7012110519834606437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=7012110519834606437&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/7012110519834606437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/7012110519834606437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2010/03/84-em-busca-do-pote-de-ouro.html' title='84) Em busca do Pote de Ouro'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S4xpUJacDjI/AAAAAAAACJg/j3tGZbtANGE/s72-c/fimdoarcoiris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-7206836870432550099</id><published>2010-02-08T12:56:00.005-02:00</published><updated>2010-02-08T13:06:51.258-02:00</updated><title type='text'>83) Tudo com a maior higiene</title><content type='html'>Certa vez, Edgar Vieira e Elias Sallum foram pescar no rio Paranapanema com seus filhos João Augusto e Eliazinho. Na hora do almoço foram numa espécie de bar e restaurante que ficava na beira do rio. O cozinheiro que limpava os peixes para fritar tinha uma pequena ferida no rosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgar viu que o homem coçava ao redor da ferida com a ponta da mesma faca que cortava os peixes e avisou Elias. Quando se levantavam para sair, notaram que os meninos estavam com fome. Levaram em consideração que havia uma bela salada para eles comerem. As verduras, lavadas, estavam em uma bacia e tinham ótima aparência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai dar para tapear o estômago! – comentou com Elias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S3Am73s8opI/AAAAAAAACIo/Gj-m0cp4ot0/s1600-h/rainha-cutucando-nariz.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 276px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S3Am73s8opI/AAAAAAAACIo/Gj-m0cp4ot0/s400/rainha-cutucando-nariz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435887560242799250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Até a rainha da Inglaterra cotuca o nariz, de vez em quando!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso entrou a mulher do cozinheiro que, caminhando, se assoou ruidosamente com as mãos: Prrrrr! Parecia uma buzina. Com um movimento rápido de mão e dedos, lançou ao chão a meleca que saiu do nariz. Quando a danada mulher aproximou-se da bacia com as verduras, foi logo enfiando as mãos sujas na bacia e, remexendo os vegetais, disse, com uma pronúncia esquisita devido à coriza que ainda escorria do nariz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que “selada” coisa mais linda! Que beleza de “selada”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso não deu mais para ficar. Arrumaram uma desculpa qualquer e foram embora sem comer. Na estrada, o ruído dos estômagos do João Augusto e do Eliazinho encobria o ronco do DKW do Elias Sallum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é que esse comportamento anti-higiênico não é incomum: Quando vendia o loteamento Colina Verde, Zé Turco estabeleceu seu escritório no antigo posto de gasolina do seu Chiquinho Del Fiol, ali na esquina da Praça da Matriz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o dia todo, ele atendia no escritório do posto e, no final da tarde, costumava curtir a “happy hour” no bar que existia no local onde hoje estão as lojas “Toda Mulher” e a “Ótica Visão” O correto deveria ser “many happy hours”, pois os aperitivos, as comidinhas e os bate-papos começavam antes do final do expediente e estendiam-se até bem tarde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, como eram alegres essas horas felizes!! Sentados em frente à Praça da Matriz, os encontros diários do Zé Turco com seus amigos eram um misto de riso e cerveja, salgadinhos e cerveja, porções de queijo e cerveja, mortadela e cerveja, salame e cerveja, conversa e cerveja, azeitonas e cerveja, cerveja e cerveja... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barman chamava-se Acácio e estava sempre preparado para atender esse pessoal. Costumava deixar bem afiada uma faca grande com a qual cortava os queijos e os frios exatamente do jeito que o Zé Turco apreciava. Pudera, sempre que fechava um negócio ele caprichava nas gorjetas. Resta lembrar que não se fechava um negócio na cidade sem que tivesse uma participação desse grande corretor e, por isso, as gorjetas eram consideráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tarde, depois de concretizar uma venda, a “happy hour” começou mais cedo. Desde 3 da tarde. Cervejas, queijos, salames, salgadinhos... O barman esforçava-se ao máximo para dar conta dos pedidos e, quando tinha uns momentos de folga, encostado do lado de dentro do balcão, inclinava-se um pouco. Erguia-se apenas para cortar mais porções aos insaciáveis e alegres amigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, tomar cerveja tem um efeito colateral: é preciso descarregar o excesso de líquido de vez em quando. Quando retornava de uma das inúmeras “viagens” que fez ao sanitário, Zé Turco deu uma olhadela do outro lado do balcão, intrigado com as abaixadas do barman. Aiaiai, antes não tivesse visto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma hora saiu fora do bar, vomitando. Olhou para os amigos, mas não conseguiu falar nada, pois lançava fora tudo que havia ingerido. Em seguida, saiu rapidamente, quase correndo, e foi embora para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele seu comportamento deixou todos preocupados. Rampim, na mesma hora, correu até a casa do amigo, pensando que teria de chamar uma ambulância para levá-lo ao hospital. Serginho Nhô Bau ficou tão nervoso que quase teve um treco. Até Euchário Holtz, que não tinha muita mobilidade, saiu rapidamente para tentar acudir ao Zé Turco... Em minutos o alcançaram, já refeito do mal estar. &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S3Ang6Pe60I/AAAAAAAACIw/XYFwJX676Gs/s1600-h/42-15323638.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S3Ang6Pe60I/AAAAAAAACIw/XYFwJX676Gs/s400/42-15323638.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435888196579683138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Que aconteceu? – perguntou, alarmado, Rampim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É... que aconteceu? Quer ir ao médico? – completou Euchário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda um pouco pálido, Zé Turco, olhando por cima dos óculos, disse aos amigos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Imaginem só o que o Acácio fazia quando se abaixava dentro do balcão! – falou com uma entonação grave e uma cara de nojo. - O lazarento estava raspando o “queijo” do pé com a mesma faca que cortava os frios que servia pra nós! – explicou, furioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Acácio substituiu as ferramentas de pedicure pela faca de cortar frios!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Éca! Ptu! Éca! Ptu! Mardição! Éca! O cospe-cospe dos amigos foi terrível. Claro que nunca mais voltaram àquele bar. Éca!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-7206836870432550099?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/7206836870432550099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=7206836870432550099&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/7206836870432550099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/7206836870432550099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2010/02/83-tudo-com-maior-higiene.html' title='83) Tudo com a maior higiene'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S3Am73s8opI/AAAAAAAACIo/Gj-m0cp4ot0/s72-c/rainha-cutucando-nariz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-877693140239712205</id><published>2010-01-08T10:23:00.006-02:00</published><updated>2010-01-08T10:42:57.908-02:00</updated><title type='text'>82) O incrível caso da Necroteca</title><content type='html'>O Bar Paulista, do Chico Mariano, ficava na Rua Onze de Agosto. Foi um local de encontro de amigos durante muitos anos. Um ambiente agradabilíssimo, tanto em função dos proprietários quanto pelos frequentadores. Todos conheciam todos. Muita gente passava eventualmente por lá, mas alguns costumavam ir religiosamente todos os dias. Conversar, comer, tomar aperitivos, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os assíduos frequentadores, na década de 1970, estavam o Zé Turco, Gonzaga, Rampim, Geraldo Barbeiro, Manso, Zinho Rosa, Cabreira, Jujuba, Guarugi e muitos outros mais. A cidade era muito menor e as alternativas de lazer também eram restritas a uns poucos locais. Muita conversa fluía por ali.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S0ck8TCOpKI/AAAAAAAACG0/R_3q-cCfW44/s1600-h/rua11.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S0ck8TCOpKI/AAAAAAAACG0/R_3q-cCfW44/s400/rua11.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424344894511424674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Rua Onze de Agosto, atualmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos assuntos de todos os dias, Zé Turco sempre buscava uma inspiração para um número mágico que lhe assegurasse ganhar na loteria ou no jogo do bicho. Ficava reparando em tudo por lá. Via um gordo e jogava no urso. Um cachorro latia, pronto, já tinha um bicho para jogar. Uma mulher com olhar bravo era palpite para jogar na cobra. Buscava em tudo um sinal para um palpite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S0cljERwGBI/AAAAAAAACG8/9jxIsgApWrQ/s1600-h/boteco.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 343px; height: 222px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S0cljERwGBI/AAAAAAAACG8/9jxIsgApWrQ/s400/boteco.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424345560564897810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O local era um boteco animado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de um novo ano, teve uma ideia um tanto macabra: fazer um tipo diferente de loteria e apostar nas pessoas que iriam morrer nesse ano. Cada qual marcava em um papel 20 nomes de pessoas que supunha morrer nesse ano e quem acertasse o maior número de falecimentos ganhava a bolada toda. Nascia assim a Necroteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá mesmo no Bar Paulista, Zé Turco começou a pensar em quem iria apostar na Necroteca. Tinha de encontrar 20 nomes que lhe garantisse o prêmio no final daquele ano. Estava ele na difícil tarefa de adivinhar quem ia morrer naquele ano, quando passou um velho andando vagarosamente. Ah, na mesma hora todos colocaram o nome do coitado. Aquilo não era suficiente para o Zé, pois tinha de encontrar nomes que os demais não apostassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S0cmMPf9zXI/AAAAAAAACHE/tsJnvB7ai1c/s1600-h/velhinhos.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 292px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S0cmMPf9zXI/AAAAAAAACHE/tsJnvB7ai1c/s400/velhinhos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424346267951943026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"-Não passe em frente ao Bar Paulista que o Zé Turco aposta seu nome na Necroteca!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, no outro lado da rua, Didi Ferreira estacionou seu automóvel e dona Biúca, sua esposa, desceu e entrou em casa. Sua casa ficava onde hoje é a loja Cybelar. Inspirado, Zé Turco anotou o nome dela em sua lista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu, no entanto, que o Marcelo Ferreira estava no bar e ficou sabendo da aposta. Na mesma hora atravessou a rua, entrou em casa e contou da aposta à mãe. Dona Biúca, ao saber da menção de seu nome na Necroteca, irritadíssima, fez o Marcelo voltar ao bar e avisar o Zé Turco que, se ele fizesse um ponto às custas dela, daria um jeito para sua alma retornar e atrapalhar todas as corretagens dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé Turco ponderou o caso por uns instantes, retirou do bolso o papel de apostas e pôs-se a rabiscar, dizendo ao Marcelo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha aqui. Estou riscando o nome da sua mãe. Pode avisar que ela está fora das apostas! – afirmou. E fez um pequeno comentário: - É melhor não arriscar, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando e, certa noite, alguém avisou que havia falecido o Expedito, um conhecido pintor da cidade. Aquela informação movimentou o pessoal, pois o nome do falecido constava de algumas das apostas. Zé Turco já chamou alguns dos frequentadores que ali estavam. Era preciso confirmar esse tipo de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos ao velório! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lotaram o Fiat 147 do Cabreira, que ficou apertadíssimo. Dirigiram-se para a Vila Dr. Laurindo, onde residia o Expedito. Esse bairro, nessa época, tinha poucas casas e as ruas não tinham calçamento. Seguiram pela Rua 7 de Setembro até uma casa que estava com as luzes acesas e com pessoas rezando. Havia um caixão no centro da sala e muitas pessoas em volta. Ainda era costume velar o morto na própria casa. Algumas mulheres choravam copiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S0coD6f1WPI/AAAAAAAACHM/RpwYGDdtg_M/s1600-h/velorio250.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 277px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S0coD6f1WPI/AAAAAAAACHM/RpwYGDdtg_M/s400/velorio250.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424348323898546418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os velórios também costumam ser animados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entraram e logo estavam rezando o terço. Na verdade, foi um rosário inteiro. Ficaram longe do caixão, pois havia muita gente ao lado. Depois de quase uma hora de reza, foi possível chegar um pouco mais perto do defunto. De repente, Zé Turco olhou por cima de seus óculos de lentes grossas e exclamou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ué! O Expedito não era preto? Esse defunto é branco!! – alertou aos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois aconteceu assim, eles erraram de velório e de defunto. A casa do Expedito ficava um pouco mais adiante. Saíram de fininha e foram até o endereço correto, rezaram ao amigo falecido e voltaram. Zé Turco expressava consternação com muita dificuldade e tinha um olhar de satisfação, pois havia apostado no Expedito. Já tinha um ponto garantido na Necroteca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-877693140239712205?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/877693140239712205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=877693140239712205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/877693140239712205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/877693140239712205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2010/01/82-o-incrivel-caso-da-necroteca.html' title='82) O incrível caso da Necroteca'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/S0ck8TCOpKI/AAAAAAAACG0/R_3q-cCfW44/s72-c/rua11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-3677540695558152319</id><published>2009-12-20T01:11:00.005-02:00</published><updated>2009-12-20T01:20:32.695-02:00</updated><title type='text'>81) Rua Augusta, Zero Hora!</title><content type='html'>A década de 1960 foi muito importante para a humanidade toda, devido aos acontecimentos que mudaram o comportamento da sociedade ocidental. Foi quando surgiram os Beatles e os Rolling Stones e o mundo nunca mais foi o mesmo de antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil não ficou fora desse processo de transformação, tendo como centro a música e outras artes, surge um programa na TV Record denominado "Jovem Guarda", com Roberto e Erasmo Carlos, e inúmeros artistas do cenário artístico nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sy2WbHxpAHI/AAAAAAAAB-0/4I3beMEFcuE/s1600-h/erasmoroberto.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sy2WbHxpAHI/AAAAAAAAB-0/4I3beMEFcuE/s320/erasmoroberto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417151319484465266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O visual do Roberto e do Erasmo, nos padrões atuais, é horrível. Mas foi moda!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência do movimento da Jovem Guarda, seguindo as tendências provenientes dos cantores estrangeiros, contribuiu para mudar o modo de vestir e o comportamento de uma geração inteira. Todos queriam assumir algo que tivesse ligação com seus ídolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A televisão ainda era uma novidade e o papel dessa mídia no comportamento das pessoas ainda não era totalmente conhecido. O país era ainda conduzido pelo rádio. Os jovens passaram a deixar crescer seus cabelos, imitando os Beatles. As moças encurtaram as saias, usando a invenção de Mary Quant: a minissaia. Logo surgiram os hippies com a ideologia de paz e amor. E muitas modas vieram e passaram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Tatuí a coisa não foi diferente. Apesar de ser uma cidade do interior, os comportamentos começaram a mudar. Por exemplo: quem tinha um Volkswagen não tinha sossego, pois sempre havia alguém disposto a arrancar seu lavador de para-brisas para fazer um anel igual ao do Erasmo Carlos: um anel chamado "brucutu". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sy2Xl8px49I/AAAAAAAAB_E/nF6FxfUwjtM/s1600-h/JG41.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 306px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sy2Xl8px49I/AAAAAAAAB_E/nF6FxfUwjtM/s400/JG41.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417152604988892114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cena do programa Jovem Guarda, da TV Record.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma verdadeira febre para aprender tocar violão. Todos desejavam tocar e cantar as músicas da Jovem Guarda. Cada qual ajeitava as coisas para ficar em sintonia com seu ídolo. O maior deles foi, claro, Roberto Carlos. Um deixava crescer o cabelo para ficar igual ao Roberto. Outro aprendia a tocar violão para cantar igual ao Roberto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um rapaz que tentava imitar alguma coisa desse artista, mas seu cabelo, rebelde, não permitia pentear igual ao Roberto. Sua voz, desafinada, não permitia cantar e como não tinha ouvido musical, também não aprendeu a tocar violão. Mas deu um jeito: no footing da Praça da Matriz, andava arrastando uma perna, mancando, para com isso imitar seu ídolo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não foi nada. Em meados da década de 60, o Tita Bastos entrou em um consórcio para adquirir um Volkswagen Sedan (ainda não se chamava Fusca), que era o sonho de consumo de todos nessa ocasião. Quando foi contemplado, recebeu seu automóvel zero quilômetro. Lindo! Fez um tremendo sucesso na cidade. Há que destacar que havia poucos carros na cidade e quem tinha um garantia seu sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, passeando à toa, Tita confessou ao Cabreira, seu amigo, que tinha ainda outro sonho a realizar: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero andar a 120 por hora na Rua Augusta! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sy2W2ayl04I/AAAAAAAAB-8/ONsOSpfbxtI/s1600-h/RuaAugusta.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 165px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sy2W2ayl04I/AAAAAAAAB-8/ONsOSpfbxtI/s400/RuaAugusta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417151788445193090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Rua Augusta, toda em paralelepípedo. Não era muito fácil andar a 120 por hora aí!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tita Bastos queria fazer como dizia a letra de uma música que fazia grande sucesso na Jovem Guarda, gravada pelo Ronnie Cord em 1964: "Entrei na Rua Augusta a 120 por hora / Botei a turma toda do passeio pra fora / Fiz curva em duas rodas sem usar a buzina / Parei a quatro dedos da vitrina..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas então vamos à São Paulo! - incentivou o Cabreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse final de semana foram à São Paulo. Cabreira considerou que era melhor esperar a madrugada, pois em outro horário isso seria impossível. Foram tomar uns drinques no Largo do Arouche. Ficaram lá até meia-noite, quando então foram à Rua Augusta. Ainda tinha movimento, mas estava diminuindo. Naquela noite chovia um pouco e as pessoas foram embora logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que diminuiu o movimento, Tita Bastos acelerou seu carro, olhando para o velocímetro. 80, 90, 100, 110... 120 quilômetros por hora. O carrinho parecia voar. Cabreira, fingindo coragem, ao perceber que atingiram os 120 por hora gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dê pelo menos 125 por hora, porque 120 até o Roberto Carlos já andou!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hay, hay, Johnny / Hay, hay, Alfredo / Quem é da nossa gang não tem medo / Hay, hay, Tita / Hay, hay, Cabreira / Quem é da nossa gang não tem medo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois ainda dizem que os jovens de hoje não tem o juízo no lugar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-3677540695558152319?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/3677540695558152319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=3677540695558152319&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3677540695558152319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3677540695558152319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2009/12/81-rua-augusta-zero-hora.html' title='81) Rua Augusta, Zero Hora!'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sy2WbHxpAHI/AAAAAAAAB-0/4I3beMEFcuE/s72-c/erasmoroberto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-1836344976147628213</id><published>2009-11-12T09:57:00.007-02:00</published><updated>2009-11-13T15:35:24.840-02:00</updated><title type='text'>80) Riscando e rabiscando</title><content type='html'>Hoje as tatuagens estão na moda. Tatuagem e piercing. Primeiramente o culto ao corpo começou a sobrepujar a cultura da mente, tanto para mulheres quanto para homens. Depois o corpo deixou de ser um templo e começou a ser aviltado: rabiscado e perfurado. Há outras formas de prejudicar o corpo, com o excesso de álcool, com as drogas e também com a utilização de suplementos alimentares de uso veterinário, quando se deseja, quase que milagrosamente, um corpo musculoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente, perfurar o rosto era coisa de índio botocudo. Coisa de selvagens. As tatuagens também eram coisas de selvagens. Coisa de aborígene ou de presidiário. Agora isso tudo é moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Svv5r3NZAqI/AAAAAAAAB-Q/6wAIqKVa-6c/s1600-h/rugendas_indiobotocudo43.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 113px; height: 145px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Svv5r3NZAqI/AAAAAAAAB-Q/6wAIqKVa-6c/s400/rugendas_indiobotocudo43.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403186709910848162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Índio botocudo retratado por Rugendas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico imaginando que a próxima geração de idosos deve ser a mais feia que já existiu na Terra, pois esses rabiscos e furos, feitos em corpos jovens com pele lisa, com o processo natural de envelhecimento vai ficar um horror. Com as rugas e as pelancas, os velhos do futuro vão assustar criancinhas! Tenho ideia disso a partir da observação de alguns casos de pessoas que ainda são jovens, mas que a pele já sofreu alterações. Alguns desses merecem ser contados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Svv4_RqrkoI/AAAAAAAAB-I/AXy1FAwVsBw/s1600-h/velhafeia.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 205px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Svv4_RqrkoI/AAAAAAAAB-I/AXy1FAwVsBw/s320/velhafeia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403185943918908034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Velha tatuada. Pode ter sido engraçadinha quando era jovem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia destes vi uma garota vestida daquele jeito que papai não gosta: “menina bonita de perna grossa, vestido curto, papai não gosta”. Ela havia feito duas tatuagens na parte de trás de suas coxas. Eram duas coloridas máscaras astecas. Quem faz tatuagens quer mostrá-las e, por isso, seu vestido era mais curto que o normal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que há outro processo bastante natural que as pessoas se esquecem: a possibilidade de engordar. Pois é, a menina em questão havia engordado alguns quilos e, logicamente, a tatuagem acompanhou as mudanças da pele. Enquanto a garota andava, a cada passo que dava as máscaras astecas piscavam os olhos.  Um de cada vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Didi Sobral, dentista tatuiano há mais de vinte anos residindo em Portugal, quando vivia aqui no Brasil teve uma namorada “avançadinha”. Ela havia tatuado uma bela iguana, pouco abaixo do umbigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, Didi esteve por aqui a passeio e visitou todos os amigos que o tempo de sua estada permitiu. Quando passou pela cidade da ex-namorada, foi visitá-la. Ah, antes não tivesse ido. Guardaria lembrança de outros tempos. A mulher engordou e aquela bela iguana transformou-se em um horrível crocodilo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Svv92sZyuhI/AAAAAAAAB-o/HC_yVmkXIBc/s1600-h/crocodilo4.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 164px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Svv92sZyuhI/AAAAAAAAB-o/HC_yVmkXIBc/s200/crocodilo4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403191294035147282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A bela iguana cresceu junto com a barriga da moça, transformando-se em um horrível crocodilo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há coisas ainda piores. As pessoas apaixonam-se e logo vão rabiscando o corpo com o nome da amada ou do amado. Mas paixão é passageira. Amores vêm e vão. Mas o rabisco tatuado permanece. Para remediar a coisa é complicada. Há a possibilidade, em alguns casos, de apagar a tatuagem com o emprego de um aparelho de raio laser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na maior parte das situações, isso não é possível, tanto devido ao excesso de desenhos e cores, quanto pelo custo desse procedimento. Além de ser extremamente doloroso. Porém, uma das saídas é rabiscar mais uma tatuagem sobre aquela que não se quer mais, “borrando” o texto indesejado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui mesmo em Tatuí tem um exemplo desse tipo de tatuagem arrependida: Quem se lembra do Augusto Cornoló, vendedor de bilhetes? Homem com um bom humor incomparável. Pois bem, ele, apaixonado, tatuou em seu braço os seguintes dizeres: “Deus, eu e Cacilda”, para louvar seu amor. &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Svv70MMgzXI/AAAAAAAAB-g/ykRJ-QpPDXE/s1600-h/moringa.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Svv70MMgzXI/AAAAAAAAB-g/ykRJ-QpPDXE/s200/moringa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403189052006518130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas o amor da Cacilda pelo Cornoló acabou e romperam. Pouco tempo depois, ela estava envolvida sentimentalmente com um homem chamado Walter. A tatuagem, no entanto, permanecia. Não dava para apagar. Com seu bom humor, Cornoló resolveu a questão. Mandou tatuar um adendo naqueles dizeres, que ficou assim: “Deus, eu, Cacilda e Walter”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eis a citada moringa (ou mucura) do Cornoló!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Augusto Cornoló é mais um que faz falta no cotidiano da cidade, com seu bordão: “não esquente a moringa”, que ele mesmo “traduziu” para o castelhano como “non caliente la mucura”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-1836344976147628213?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/1836344976147628213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=1836344976147628213&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/1836344976147628213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/1836344976147628213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2009/11/80-riscando-e-rabiscando.html' title='80) Riscando e rabiscando'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Svv5r3NZAqI/AAAAAAAAB-Q/6wAIqKVa-6c/s72-c/rugendas_indiobotocudo43.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-7752488312767875917</id><published>2009-10-11T23:07:00.005-03:00</published><updated>2009-10-11T23:17:19.874-03:00</updated><title type='text'>79) Ouro de enterro</title><content type='html'>Há muitas histórias a respeito de tesouro enterrado por todo o mundo. Em Tatuí a coisa não poderia ser diferente. Aqui e ali contam casos de fortunas enterradas, geralmente próximas de alguma árvore, que serve para marcar o lugar. O ponto em comum desses casos é a existência de um guardião sinistro: uma alma do outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/StKPy0ebUfI/AAAAAAAAB8I/46SA54zg1hk/s1600-h/0006.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/StKPy0ebUfI/AAAAAAAAB8I/46SA54zg1hk/s400/0006.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391529807158399474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Histórias sobre tesouros guardados por fantasmas são comuns&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guardião é o fantasma do proprietário do tesouro enterrado. Geralmente uma pessoa avarenta e ambiciosa em vida, que passou inúmeras privações só para acumular fortuna. Em sua vida, viu e desejou comida e objetos, mas deixou de tê-los para não gastar e, assim, guardar seu rico dinheirinho. Como não gastou durante sua vida, foi acumulando, acumulando até que, um dia, surgiram temores de ser assaltado e que toda sua fortuna desaparecesse. Que fazer? Esconder, claro! Eis a explicação para esses “enterros”. O Ivan Camargo, em seu livro sobre as assombrações caipiras, fala desse assunto. Eu, particularmente, conheço alguns “caçadores de ouro de enterro” e como o assunto está em voga, conto aqui alguns acontecimentos relativamente recentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses caçadores é o Silvio Soldado, policial aposentado que garante ter encontrado fortunas enterradas. Meu amigo Inocencinho, um bravo e valente pedreiro, é outro famoso caçador de enterros. Tem um braço atrofiado de nascença, mas que nunca impediu de trabalhar pesado ou de enfrentar qualquer homem em uma briga. Hoje, mesmo estando bem idoso, não desistiu de encontrar um enterro que lhe assegure alguma fortuna. Durantes anos procurou em diversos lugares. Sempre que teve notícia de um local que alguém diz ser “mal assombrado”, Inocêncio já tentava encontrar uma maneira de ir lá e esburacar os arredores... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que no sítio do Hélio “Anacleto” Camargo Barros havia uma paineira com fama de ser mal assombrada, Inocêncio me procurou para que eu intercedesse junto ao proprietário, também meu amigo, para obter autorização para ele buscar o ouro que, garantiu, estava enterrado lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu comprei um parêio que acha quarquér metár&lt;/span&gt;! – disse-me o Inocêncio, explicando que tinha um equipamento apropriado para identificar metais enterrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;E de ‘sombração num tenho medo! Num tenho medo nem de morto e nem de vivo!&lt;/span&gt; – valente como é, fez questão de afirmar. Ele queria ir caçar o tesouro enterrado no sítio dos Camargo Barros junto com o Santo Galvão, seu vizinho. Mas se o Inocêncio não temia nem vivos e nem mortos, não era o mesmo caso do Santo. Quando indaguei se ele também ia procurar o enterro, ouvi como resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Iiih, “capaiz”!&lt;/span&gt; – disse o Santo. – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu é que num vô mexê cum árma d’otro mundo!&lt;/span&gt; – completou. E com isto, não foram mesmo. Nem o Inocêncio e nem o Santo. Um por falta de companhia e o outro por medo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o boato do ouro de enterro naquele local já tinha chegado a outros ouvidos. Muita gente procurava o Anacleto para tentar uma autorização visando encontrar o ouro enterrado. Um belo dia, enjoado de tanta gente abordá-lo com o mesmo assunto, Anacleto resolveu permitir a busca do tal tesouro em sua propriedade. Permitiu que o Francis Pássaro e seu amigo Clovinho Lima desenterrassem o tal tesouro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/StKQUbGAgaI/AAAAAAAAB8Q/nH9xP6l1TmU/s1600-h/cavando.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 318px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/StKQUbGAgaI/AAAAAAAAB8Q/nH9xP6l1TmU/s320/cavando.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391530384460644770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Faltou pouco para chegarem na China!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, que ânimo desses caçadores de tesouro! Se todos tivessem a mesma disposição dessa dupla para cavar, o mundo já teria túneis que chegariam até a China! Os dois passaram uma semana em atividade ao redor da tal paineira. Nesses poucos dias fizeram um buraco enorme, circundando a árvore. Movimentaram centenas de metros cúbicos de terra, contando só com pás, picaretas, enxadões e enxadas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O buraco que cavaram media uns 25 metros de diâmetro por 3 metros de profundidade, o que representa um horror de metros cúbicos de terra remexida, o que dá para encher mais de algumas dezenas caminhões basculantes!!! A terra removida, amontoada na borda do buraco, além da profundidade da escavação, permitiu que trabalhassem a maior parte do tempo na sombra quase que o dia todo. Só por volta do meio dia o sol iluminava o buraco sem fazer sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/StKQpwLPALI/AAAAAAAAB8Y/wba3qscf-gk/s1600-h/0005.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/StKQpwLPALI/AAAAAAAAB8Y/wba3qscf-gk/s400/0005.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391530750896963762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os dois caçadores tinham a impressão que iam encontrar muito ouro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, apesar da persistência da dupla, não encontraram nem um tostão furado. Nada de ouro, prata, pedras preciosas ou qualquer metal. Tinha sim muita terra, que úmida do suor despendido na trabalhosa empreitada, formou lama que cobriu os caçadores de tesouro, deixando os dois mais parecidos com assombrações do que pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-7752488312767875917?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/7752488312767875917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=7752488312767875917&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/7752488312767875917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/7752488312767875917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2009/10/79-ouro-de-enterro.html' title='79) Ouro de enterro'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/StKPy0ebUfI/AAAAAAAAB8I/46SA54zg1hk/s72-c/0006.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-3882205843692328316</id><published>2009-07-29T21:55:00.007-03:00</published><updated>2009-07-30T13:12:34.820-03:00</updated><title type='text'>78) O maior jogador de futebol de Tatuí</title><content type='html'>O famoso atacante goleador do Palmeiras na década de 50 e campeão mundial de 1958, na Seleção Brasileira de outros tempos, José João Altafini, era conhecido no Brasil como Mazzola, devido à semelhança física e modo de jogar com Valentino Mazzola, ídolo italiano do Torino, nos anos 40.  &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SnD36GgqTXI/AAAAAAAAB3I/MNGF1lC17V8/s1600-h/MAZZOLA.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 154px; height: 192px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SnD36GgqTXI/AAAAAAAAB3I/MNGF1lC17V8/s400/MAZZOLA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364059733750336882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Descendente de italianos, nascido em Piracicaba, começou a jogar no Clube Atlético Piracicabano, indo parar no Palmeiras em 1955, sendo considerado a grande revelação do futebol brasileiro no ano de 1957. Depois de jogar na Copa de 1958, acabou transferindo-se para a Itália, onde jogou até mesmo na seleção italiana. Vive até hoje em Turim, onde é comentarista de futebol para um canal de TV e uma estação de rádio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, enquanto não tinha fama, jogou em Tatuí, no Esporte Clube São Martinho e, também, no Esporte Club São Bento, de Sorocaba. Aqui começa o caso que nos interessa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem conhece o Osvaldo Paes de Camargo? Pouca gente. E o Aranha relojoeiro? Muita gente! Acontece que em Tatuí não vale o nome de família, o nome que pais e mães escolhem para seus filhos. O que vale mesmo é o apelido. Aranha é o apelido de Osvaldo. Trata-se da mesma pessoa. É preciso, no entanto, não confundir com Osvaldo Aranha, brasileiro que presidiu, em 1947, a Assembleia Geral da ONU que criou o Estado de Israel. O “nosso” Aranha tem muita história para contar, mas sempre ao nível municipal, sendo que o “outro” Aranha é internacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mas o tatuiano tem também uma ligação internacional, pois quando jovem trabalhou para os Iazetti, tatuianos produtores e exportadores de abacaxi. De acordo com o historiador Renato Camargo, a função do Aranha tatuiano era embalar abacaxis para exportação. Ele e seu irmão arrumavam os fardos que eram colocados em um trem e, em seguida, levados à Santos, de onde, embarcados em navios, eram exportados para os Estados Unidos e para a Europa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua juventude, o Aranha tatuiano foi um dos melhores jogadores de futebol que Tatuí já teve. Um verdadeiro craque goleador. E isso exatamente em uma época em que o futebol tatuiano era um dos melhores do interior paulista. O XI de Agosto conquistou o bi-campeonato amador do Estado de São Paulo, que nessa ocasião não era pouca coisa. O feito do time da égua vermelha foi tão grande que lhe valeu uma menção até mesmo no hino de Tatuí. No estribilho do hino, junto ao amarelo-ouro do abacaxi que o Aranha embalava para exportar, vem a lembrança de “Tatuí do XI de Agosto”. Essa menção advém das glórias do time tatuiano.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SnD3pNewaoI/AAAAAAAAB3A/zZVxwzMEl5Y/s1600-h/sao_martinho_tatui_sp.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 60px; height: 61px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SnD3pNewaoI/AAAAAAAAB3A/zZVxwzMEl5Y/s400/sao_martinho_tatui_sp.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364059443563620994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o Aranha era jogador titular do São Martinho e, em certa ocasião, veio jogar nesse time nada menos que o Mazzola. Em quem posição? Mazzola foi reserva do Aranha! Algum tempo depois, Aranha foi jogar em Sorocaba, no time do São Bento. Tinha também um reserva: o mesmo Mazzola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada a importância do Mazzola para o futebol nacional e internacional, é preciso considerar o Aranha como o “maior jogador de futebol de Tatuí de todos os tempos”! Além do Aranha, Mazzola só perdeu o lugar de titular para o Pelé, ainda na Copa de 1958, voltando dois jogos depois para substituir o não menos famoso Vavá. No Brasil, Mazzola perdeu sua condição de titular uma vez para Pelé e duas vezes para o Aranha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, se você desejar um belo relógio, procure o Aranha. Sua especialidade é negociar relógios:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SnD3c4eWzSI/AAAAAAAAB24/Obg58spS5dA/s1600-h/relogios.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 352px; height: 353px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SnD3c4eWzSI/AAAAAAAAB24/Obg58spS5dA/s400/relogios.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364059231766367522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Este é um legítimo “Oméga ferradura”! – o Aranha costuma oferecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho também Roscoff Patent, Patek Philippe, Technos, Dumont e este outro Oméga, sem ferradura, mas que é uma beleza!!! – continua oferecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do Aranha temos em Tatuí o Adhemar, filho do Tio (isso mesmo, seu pai é o Tio, vereador de Tatuí), que foi artilheiro do São Caetano e, com seu chute poderoso de esquerda, jogou no futebol alemão, no Stuttgart. É uma bela carreira, mas não teve um reserva tão importante e, por isso, consideramos o Aranha como ”&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o maior jogador de futebol que Tatuí já teve&lt;/span&gt;”!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-3882205843692328316?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/3882205843692328316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=3882205843692328316&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3882205843692328316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3882205843692328316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2009/07/78-o-maior-jogador-de-futebol-de-tatui.html' title='78) O maior jogador de futebol de Tatuí'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SnD36GgqTXI/AAAAAAAAB3I/MNGF1lC17V8/s72-c/MAZZOLA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-5582057498160227415</id><published>2009-07-15T15:56:00.011-03:00</published><updated>2009-07-16T18:45:58.113-03:00</updated><title type='text'>77) Telegrafistas engraçadinhos</title><content type='html'>As ferrovias já cumpriram um papel muito mais relevante nos transportes brasileiros, sendo relegadas a um plano inferior devido às políticas de sucessivos governos. A consequência disso são os custos de transporte e da logística da exportação do país, inviabilizando muitas áreas que poderiam gerar mais riquezas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no assunto ferrovia Tatuí foi uma cidade privilegiada, pois ainda no século 19 recebeu os trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana, o que significava que estava ligada ao resto do mundo. A sigla da Sorocabana – E.F.S. - servia até mesmo como um código de endereçamento postal, em uma época em que não havia o CEP. Endereçava-se uma carta para Tatuí junto com a sigla E.F.S. Pronto, com isto não tinha como errar: era só enviar uma encomenda ou carta com essa referência que chegava em seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tatuiano Cícero Serrão trabalhou na Sorocabana mais de 35 anos. Fez de tudo por lá, aposentando-se como Chefe da Estação. Certo dia, quase na época de se aposentar, recebeu um novo funcionário, a quem passou a mostrar a estação e explicar suas funções. No momento em que chegou um trem, viram que outro funcionário, o truqueiro (uma função de ferroviário), pegou uma barra de ferro e pôs-se a bater nas rodas da locomotiva: blém, blém, blém, blém... O novo funcionário que estava com o Serrão observou e estranhou aquilo. Quis saber de que serviam essas batidinhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô seu Cícero, por que aquele funcionário bate com isso nas rodas do trem? – perguntou o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah! Faz 35 anos que eu vejo alguém fazer isso, todos os dias, e ainda não sei e você quer saber já no primeiro dia! – foi a resposta que o Serrão lhe deu, deixando o rapaz completamente confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ser Chefe de Estação, Serrão foi telegrafista. O telégrafo foi o primeiro meio eficiente de telecomunicação, inventado por Samuel Morse, consistindo na emissão de sinais – pontos ou traços – que representavam letras, números e pontuação. Com o tempo a pessoa vai decorando os pontos e traços e consegue travar uma conversação bastante rápida utilizando-se desse código.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sl4nEAPvnbI/AAAAAAAAB2Q/6B_65yTs0Fg/s1600-h/codMorse.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 263px; height: 363px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sl4nEAPvnbI/AAAAAAAAB2Q/6B_65yTs0Fg/s400/codMorse.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358763556356464050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Código Morse usa traços e pontos substituindo letras, números e pontuação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O código original de Samuel Morse foi modificado, aperfeiçoando até que quase nada resta de sua configuração original. Nas ferrovias brasileiras o modo de comunicação era sempre o telégrafo, que também era utilizado por todas as pessoas que precisavam comunicar-se com locais distantes. Fui algumas vezes com meu pai na estação de Tatuí da Sorocabana quando ele precisava passar um telegrama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, estando em Itararé (a ferrovia que passa por Tatuí é o “Ramal de Itararé" da Sorocabana) provavelmente realizando um treinamento, Cícero Serrão hospedou-se em uma pensão dessa cidade, juntamente com outros colegas de diversas cidades. Depois de jantar ou almoçar, ficavam distraindo-se brincando de telégrafo, batendo com talheres em copos cheios de água, enquanto conversavam à mesa, observando todos que ali estavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sl4n1JVVHmI/AAAAAAAAB2Y/-5LfhtTip5s/s1600-h/lala.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sl4n1JVVHmI/AAAAAAAAB2Y/-5LfhtTip5s/s320/lala.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358764400609402466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lamartine Babo era mesmo esquisito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparecia uma moça bonita e um batia em seus copos, “telegrafando” para o colega com seus pontos e traços: “O-L-H-A-espaço-Q-U-E-espaço-M-OÇ-A-espaço-B-O-N-IT-A”... Entrava outra pessoa, já “telegrafavam” outra coisa qualquer, fazendo comentários sobre ela, a maioria deles jocosos. E assim passavam o tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estação de Itararé era uma das mais importantes da Sorocabana. Além de ser o final do ramal que se inicia em Iperó, liga o Estado de São Paulo com o Paraná e era também onde aconteciam as baldeações da Sorocabana para as ferrovias que iam ao Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa noite, retornando do sul do país, apareceu em Itararé o famoso Lamartine Babo, um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos. Compunha, entre outros gêneros, hinos de times de futebol, como o “Hino do Flamengo” e marchinhas de carnaval, sendo que uma das suas mais famosas é a marcha “O Teu Cabelo Não Nega”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto aguardava um trem para prosseguir sua viagem, Lamartine foi à mesma pensão em que estavam Serrão e seus colegas para jantar. Ah! Com sua figura esguia e um tanto esquisita, no mesmo momento tornou-se alvo da brincadeira do Serrão e seus colegas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles, batendo nos copos, com o código Morse “telegrafou”: tlim, tliiiim, tliiiim, tlim... - “MAGRO, FEIO E DE VOZ FINA”. E começaram a rir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamartine Babo levantou-se de sua mesa e, pegando duas facas, bateu nos copos da mesa do Serrão: “MAGRO, FEIO, VOZ FINA E EX-TELEGRAFISTA”! O homem entendia o código Morse!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, quanto sorriso amarelo! Acabou com a graça deles. Os amigos ferroviários não sabiam como pedir desculpas ao homem, mas Lamartine era conhecido pelo seu bom humor e a coisa toda acabou mesmo em gargalhadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-5582057498160227415?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/5582057498160227415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=5582057498160227415&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/5582057498160227415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/5582057498160227415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2009/07/78-telegrafistas-engracadinhos.html' title='77) Telegrafistas engraçadinhos'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sl4nEAPvnbI/AAAAAAAAB2Q/6B_65yTs0Fg/s72-c/codMorse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-1770352468258233212</id><published>2009-07-01T16:34:00.010-03:00</published><updated>2009-07-02T12:53:21.054-03:00</updated><title type='text'>76) A Lambreta do Del Bem</title><content type='html'>A moda no final dos anos 50 e parte dos anos 60 era ter uma Lambreta ou Vespa. A indústria automobilística brasileira dava seus primeiros passos e comprar um automóvel era um sonho distante para a maior parte da população. Mesmo uma Lambreta ou Vespa não era para qualquer um, entretanto, ainda era um sonho que poderia ser possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sku7CW_kZCI/AAAAAAAAB14/LiWFNpxjpZg/s1600-h/vespa+vermelha.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sku7CW_kZCI/AAAAAAAAB14/LiWFNpxjpZg/s320/vespa+vermelha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353578231266305058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vespa vermelha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois a moda passou. O sonho de consumo passou a ser o automóvel: Volkswagen Sedan, DKW, Gordini, Simca, Aero-Willys, etc. A moda era o Fusca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos depois, a motoneta voltou a entrar na moda. Todo mundo queria ter uma, além, é claro, do Fusca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa segunda vez em que  as motonetas ficaram na moda, meados da década de 1980, o advogado e contador de "causos" Luiz Del Bem Jr. trabalhava na CESP e, com muito entusiasmo, comprou uma Lambreta. Era uma motoneta vermelha, bonita, barulhenta e poluidora. Ninguém ligava para isso nessa ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sku92N594bI/AAAAAAAAB2I/dIQfqYggU8o/s1600-h/Lambretta.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sku92N594bI/AAAAAAAAB2I/dIQfqYggU8o/s200/Lambretta.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353581321203343794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lambretta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestimoso, quase nem andava com a sua joia. Ficava o tempo todo guardada na garagem da CESP, devidamente coberta com uma lona. Era um misto de veículo e namorada, pois ele tinha ciúmes de sua Lambreta. Ninguém podia mexer na bichinha, que arrumava uma encrenca na hora! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, porém, teve de ir ao banco e, sem alternativa, montou na Lambreta. Uns minutos depois chegou ao Banespa, seu destino. Estacionou a motoca em frente à Ótica Peixoto e entrou no banco. Ah, mas estava preocupado! E se roubassem seu tesouro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou-se em frente ao gerente para tratar de negócios, ao mesmo tempo em que olhava para a rua, vigiando a motoca. Olha aqui, olha lá, impaciente, agitado... o gerente teve a impressão que o Del Bem havia ficado estrábico, pois colocou um olho nele e outro na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gerente do banco ficou preocupado com as atitudes do Del Bem. Pensou que ele estivesse tendo um treco qualquer e, por isso, resolveu a coisa rapidamente. Ainda bem, porque se aquilo demorasse mais 2 minutos o Del Bem ficaria vesgo para sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sku7ZliQfuI/AAAAAAAAB2A/8svZlJgnxk8/s1600-h/vesgos.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 188px; height: 357px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sku7ZliQfuI/AAAAAAAAB2A/8svZlJgnxk8/s400/vesgos.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353578630306889442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Com um olho no gerente e outro na Lambreta, Del Bem arriscava ficar completamente estrábico!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliviado, saiu logo à rua. Não conseguiu atravessar a rua em um primeiro momento, pois o sinal estava aberto na Rua Onze e os carros passavam rapidamente. Quando o sinal foi fechando, percebeu que alguém saía montado em uma Lambreta vermelha. Um ladrão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teve dúvidas, atravessou correndo a rua e, com um pulo, grudou no pescoço do rapaz que pilotava a Lambretta. Apertou o quanto pode. O rapaz, assustado, tentando se ver livre daquela situação, acelerou a motoneta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Del Bem, com grande presença de espírito, levantou a parte traseira da Lambreta, que ficou com a roda girando no ar, mas sem conseguir sair dali. Gritava para o rapaz desligar o motor, mas acho que ele nem escutou, pois o ruído da máquina era alto. A fumaça do motor de 2 tempos enchia a rua, chamando a atenção de todos que ali estavam, inclusive de alguns policiais. Com a Lambreta acelerada e a roda girando em falso no ar, Del Bem olhou o velocímetro da motoneta, que marcava quase 100 quilômetros por hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo instante, com o rabo do olho, viu estacionada em frente à Ótica Peixoto, a sua Lambreta. Imediatamente percebeu seu erro e soltou o pescoço do rapaz e a traseira da motoca. Quando a roda tocou no chão, girando em rotação máxima, o pneu patinou um pouco e a motoneta partiu como um raio, fazendo zig-zag, mas habilmente equilibrada pelo rapaz, que sumiu em instantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os policiais, percebendo que o rapaz havia escapado, iam saindo em perseguição, quando o Del Bem, tentando disfarçar a situação, disse que o deixassem ir. Era um rapaz bem jovem e que, certamente, não tinha habilitação, apesar de sua habilidade em pilotar. Não quis conversa e desapareceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos ficaram intrigados com o acontecido, mas quando o Del Bem montou em sua Lambreta vermelha, idêntica à do rapaz, entenderam a cena e o engano ocorrido. Gargalhada geral!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-1770352468258233212?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/1770352468258233212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=1770352468258233212&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/1770352468258233212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/1770352468258233212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2009/07/76-lambreta-do-del-bem.html' title='76) A Lambreta do Del Bem'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/Sku7CW_kZCI/AAAAAAAAB14/LiWFNpxjpZg/s72-c/vespa+vermelha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-2581367847375748703</id><published>2009-06-25T15:49:00.001-03:00</published><updated>2009-06-25T16:34:25.279-03:00</updated><title type='text'>75) Manolita não perdoa</title><content type='html'>Já faz alguns anos que o professor Wilson Bertrami apresenta um programa na Rádio Notícias de Tatuí. É uma programação de músicas antigas direcionada para saudosistas. Uma das músicas mais recentes que Wilson toca em seu programa é Kalu, um grande sucesso do final dos anos 40 e início da década de 1950. Antiquíssima, mas se mantém firme na grade do programa dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra música que se fez presente em seu programa é a outrora famosa Manolita. A letra dessa canção fala do romance de um toureiro com uma moça de Sevilha, moça esta que consultava uma cartomante a respeito do amor de Pedro, o toureiro. Fez tanto sucesso na década de 40 em todo o Brasil. Não havia uma festa, um encontro, uma programação de rádio ou um baile em que essa música não fosse exaustivamente tocada. Onde havia uma orquestra, logo aparecia um pedido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Toquem a Manolita! – em uníssono todos gritavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a orquestra tocava, tocava, repetia, repetia. Ô música danada! De tanto repetirem a tal Manolita, ficou desvalorizada. Até a nota de um cruzeiro, lançada pouco tempo antes da gravação dessa música e que já nessa época valia quase nada, foi apelidada de “manolita”. Tocou tanto, mas tanto, isso em todo o Brasil, que não havia pessoa no país que não conhecesse sua letra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, alguém espalhou que essa música dava azar e quem cantasse a danada Manolita teria sérios problemas. Ih, foi o que bastou! Ninguém mais cantava. Os pais proibiram as crianças de cantarolar em casa. - Isso dá azar! – afirmavam. Em pouco tempo foram deixando de cantar, ouvir até que todos se esqueceram da Manolita. Ninguém mais se lembra da Manolita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém, vírgula, porque Wilson Bertrami resolveu tocar a tal música em seu programa. Tocar ele tocou, mas não se sabe qual foi a reação de seus ouvintes. Pouca gente gosta de ouvir a Manolita, porque ainda se lembram de sua triste sina e de seu final horroroso: a morte do toureiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Bertrami não acredita em azar e, por isso, tocou a danada Manolita. Nesse dia, logo depois de voltar de seu programa radiofônico, estava com mil dólares em sua carteira, um dinheiro que sobrou de uma viagem que fez. Como não precisava daquele numerário, resolveu guardar. Mas guardar onde? Os bancos não aceitavam depósito em moeda estrangeira. Mas como sua esposa tinha um belo oratório com algumas imagens de santos de sua devoção, Wilson teve uma ideia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou guardar no oratório! – resolveu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrolou as notas de dólares e enfiou na estátua de São Judas Tadeu, santo das causas desesperadas ou perdidas. É realmente um ótimo local para guardar dinheiro, dentro do santo, um costume que já vem desde o tempo do Brasil Colônia, com os contrabandos em santos-de-pau-oco. Assim foi feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SkPQTic3DWI/AAAAAAAAB1M/PW3Y8DhIBv8/s1600-h/santodopauoco.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 317px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SkPQTic3DWI/AAAAAAAAB1M/PW3Y8DhIBv8/s320/santodopauoco.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351349816330227042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Santo do pau oco&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo Wilson esqueceu-se daquele dinheiro. Um homem como ele, trabalhador e previdente, não costuma passar apertos. As coisas sempre estão dentro do orçamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco mais de um ano depois, quando o câmbio estava bastante favorável para quem possuía a moeda norte-americana, Wilson lembrou-se de seus dólares. Ao procurar o São Judas Tadeu em seu oratório, entretanto, teve uma desagradável surpresa: a estátua não estava mais lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde está o São Judas Tadeu? – perguntou à sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, faz tempo que a empregada derrubou e quebrou! – foi a resposta que ouviu, quase sem acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que foi feito dos cacos? – desesperadamente perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Levei ao cemitério. Naquele local onde as pessoas depositam estátuas e imagens de santos quebradas! – sua esposa explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson pegou seu carro e foi até o cemitério, com a esperança de encontrar os restos do São Judas Tadeu e que nesses restos ainda encontrasse os mil dólares. Nada! Nem santo, nem cacos e nem dinheiro! Logo fez a ligação: ele guardou o dinheiro logo depois de tocar a Manolita, a música que dá azar! E não adiantou pedir para o santo, pois os dólares não voltaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SkPQ4NhG4eI/AAAAAAAAB1U/sCK3JUqyT5o/s1600-h/dolares.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 279px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SkPQ4NhG4eI/AAAAAAAAB1U/sCK3JUqyT5o/s320/dolares.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351350446366056930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Alguém foi premiado com os mil dólares&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero acreditar que alguém encontrou os mil dólares e deve ser até hoje devoto de São Judas Tadeu, o santo das causas desesperadas e perdidas. E nem sabe que, na realidade, deve tudo à maldição da Manolita. Depois disso, Wilson Bertrami continuou sem acreditar no azar, mas, por via das dúvidas, nunca mais tocou a Manolita!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-2581367847375748703?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/2581367847375748703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=2581367847375748703&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/2581367847375748703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/2581367847375748703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2009/06/75-manolita-nao-perdoa.html' title='75) Manolita não perdoa'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SkPQTic3DWI/AAAAAAAAB1M/PW3Y8DhIBv8/s72-c/santodopauoco.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-7256398380387838735</id><published>2009-05-09T00:07:00.003-03:00</published><updated>2009-05-09T00:12:07.628-03:00</updated><title type='text'>74) A joia do João</title><content type='html'>A melhor forma de vender ou comprar um automóvel nos anos 60 e 70 era através do João Bertanha, o maior vendedor de automóveis que conheci. Sua argumentação no momento da venda era infalível. O homem sabia como expor uma mercadoria, como encontrar o ponto que o freguês era convencido e a venda realizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, usam técnicas de psicologia, programação neurolinguistica, conceitos de marketing e tantas outras coisas para preparar um vendedor. João Bertanha nasceu vendedor. Não precisava disso. Ele acreditava naquilo que vendia e conseguia convencer o comprador. Cada carro que estava vendendo, considerava como uma joia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou oferecendo uma verdadeira joia! – argumentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa dessa sua forma de oferecer os carros que vendia, acabou sendo conhecido com João Joia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa ocasião, o Dr. João Jubran desejava vender seu Fusca. Era um daqueles primeiros Volkswagens importados e estava com ele há mais de 10 anos. Queria um modelo mais novo. Assim, foi atrás do João Joia, para que ele lhe encontrasse um comprador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SgTzz1wP8dI/AAAAAAAAB08/39B49zXrukE/s1600-h/Fusca1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SgTzz1wP8dI/AAAAAAAAB08/39B49zXrukE/s320/Fusca1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333655930641838546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Fusca do Jubran era bastante antigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Joia ofereceu o carro para algumas pessoas, mas não encontrou interessados na cidade. Tanto tempo que este carro estava com o mesmo dono, que parecia ter “assumido as feições do dono”. Engraçado isso, quando alguém tem um carro durante algum tempo, as pessoas ligam aquele carro ao seu dono e parece que um assume a aparência do outro. Neste caso a coisa não era diferente: era olhar para o Fusca e enxergar o João Jubran.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, eu não quero esse carro com a feição do João Jubran! – cada freguês que via o carro exclamava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adiantava argumentar. O Fusca estava há tanto tempo com o Jubran que qualquer um que visse o carro lembrava-se de seu dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas João Joia não ia desistir. Ele vendia qualquer automóvel e considerou vender esse Fusca como um desafio. Teve uma ideia e falou para seu xará:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jubran,vamos até Cerquilho, que eu tenho lá uma freguesa para seu Fusca! – afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco mais de uma hora depois já estavam na cidade vizinha, conversando com a tal freguesa. Como vender aquele carro havia se tornado um desafio para João Joia, ele caprichou na argumentação e, enquanto mostrava detalhes do carro, era acompanhado de perto pelo seu dono:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este carro é uma verdadeira joia! – começou a expor. – Olhe o porta-malas, não tem amassados! Veja o local do estepe, dá para perceber que não tem nenhuma batida! E veja só esta lataria. Não se fazem mais carros assim atualmente! – enquanto isso, batia com o nó do dedo no capô do carro: toc toc toc! – Dá pra perceber que não tem massa plástica! – Venha ver as dobradiças das portas! Nenhum ponto podre! É realmente uma joia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, João Joia ia mostrando o carro, item por item, à compradora, assistido de perto pelo Dr. Jubran. Iam os três rodeando o Fusca para acompanhar aquele rosário de elogios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E o motor, não gasta um pingo de óleo! – continuava explicando a situação daquele que parecia ser primor de engenharia. – Os pneus estão quase novos! Além disso, gasta pouca gasolina. Faz quase 20 quilômetros com um litro de gasolina! – enaltecia sem cessar o Fusca. A mulher, claro, estava encantada com o carrinho. Em questão de alguns minutos o negócio estaria fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SgT0Rv7jB-I/AAAAAAAAB1E/xi6CduCMx34/s1600-h/bug20and20granny.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 219px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SgT0Rv7jB-I/AAAAAAAAB1E/xi6CduCMx34/s320/bug20and20granny.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333656444474689506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em pouco tempo a mulher já sonhava pilotar aquela joia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, Dr. Jubran chamou o João Joia e disse baixinho: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, é melhor não vender mais o carro. Não sabia que ele estava assim tão bom! – falou Dr. Jubran, que não quis mais vender. Voltaram com o Fusca para Tatuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é! Não havia carro que João Joia não vendesse. Este Fusca ele acabou vendendo para o próprio dono, que ainda lhe pagou pelo tempo despendido. Esta é uma história com final feliz! Todos ficaram felizes: Dr. João Jubran com aquela joia que não sabia que tinha. João Joia com a comissão da venda para o próprio dono e ainda ajeitou outro Fusca, digo, outra joia para sua freguesa de Cerquilho. Pode?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-7256398380387838735?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/7256398380387838735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=7256398380387838735&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/7256398380387838735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/7256398380387838735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2009/05/74-joia-do-joao.html' title='74) A joia do João'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SgTzz1wP8dI/AAAAAAAAB08/39B49zXrukE/s72-c/Fusca1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-3622637174812835643</id><published>2009-02-21T12:30:00.010-03:00</published><updated>2009-02-21T12:48:29.471-03:00</updated><title type='text'>73) Horário de Verão</title><content type='html'>Durante a ditadura de Getulio Vargas, o consumo de energia elétrica no Brasil aumentava constantemente e não havia fornecimento suficiente. Nessa ocasião o país se eletrificava. A saída encontrada foi implantar o horário de verão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O horário brasileiro de verão foi estabelecido para aproveitar a luz do sol na época em que há maior luminosidade no hemisfério sul. Prevê-se uma razoável economia no consumo de eletricidade com essa mudança. Entretanto, tinha sido imposto por um governo não democrático e ficou conhecido como o “horário do Getulio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SaAeZ8Zrx1I/AAAAAAAABzc/vJFXQs1q-wc/s1600-h/horarioverao.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 288px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SaAeZ8Zrx1I/AAAAAAAABzc/vJFXQs1q-wc/s320/horarioverao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305273792101861202" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1960, com a intensificação do processo de industrialização do país, ocorreram situações de escassez de energia elétrica e, em alguns anos, foi novamente estabelecido o tal horário de verão para auxiliar suplantar essa dificuldade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É preciso acertar os relógios duas vezes por ano!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas, como meu tio José, não modificavam o relógio porque, dizia: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;Esse é o horário do ‘márdito’ Getulio!&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era teimoso ao extremo, todos os seus relógios continuavam com o horário normal o ano todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SaAezwxVDnI/AAAAAAAABzk/srqlpKy7d-M/s1600-h/getul1.jpe"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 239px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SaAezwxVDnI/AAAAAAAABzk/srqlpKy7d-M/s320/getul1.jpe" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305274235656408690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Getulio liderou o golpe de 1930&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa birra contra Getulio Vargas vinha da década de 1930, quando ele deu o golpe contra Julio Prestes e assumiu a presidência, desbancando o PRP e a política do “café-com-leite” que comandava o Brasil desde o final da monarquia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu avô Tonico, peerrepista e revolucionário constitucionalista, nunca perdoou Getulio, sendo acompanhado nisso pelo seu birrento filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No inverno, o vento frio vem da região antártica e passa por terras gaúchas, origem de Vargas, até chegar para esfriar Tatuí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ventava frio, vovô dizia: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Arre! Do sul nem o vento presta!&lt;/em&gt; – fazendo com isto referência ao famoso gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, tio José nunca acompanhava o horário de verão em função de sua implicância com Getulio, que nessa época já havia falecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia, no entanto, outras pessoas que não acompanhavam esse horário, mas devido a outros motivos, como foi o caso de Rita, mulher ingênua que era empregada de João Augusto, o velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SaAfvgohwMI/AAAAAAAABz0/tU8RkxgwocY/s1600-h/PontoOnibus.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 294px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SaAfvgohwMI/AAAAAAAABz0/tU8RkxgwocY/s320/PontoOnibus.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305275262116675778" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois de uma mudança de horário, Rita começou a chegar atrasadíssima em seu emprego. Ela precisava tomar um ônibus para vir de sua casa ao trabalho. Mas estava perdendo o primeiro ônibus e ficava esperando um tempão pelo próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Eu cheguei ao ponto e o ônibus já tinha passado!&lt;/em&gt; – explicava-se a cada atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rita ficava um tempão esperando o próximo ônibus&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Você acertou o relógio com o horário de verão?&lt;/em&gt; – perguntou alguém da casa em que trabalhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Ah, acertei sim!&lt;/em&gt; – respondeu Rita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os atrasos continuaram e não conseguia pegar o ônibus. Verificaram os horários e constataram que não havia nenhuma alteração e todas as linhas estavam funcionando normalmente. Que mistério! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SaAfghYJ49I/AAAAAAAABzs/cpRqhdKZxYU/s1600-h/perdendohora.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SaAfghYJ49I/AAAAAAAABzs/cpRqhdKZxYU/s200/perdendohora.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305275004618400722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mais uma tentativa de resolver o problema, perguntaram novamente a respeito da mudança do relógio da casa da Rita, que esclareceu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Eu acertei o relógio, mas achei que era muito adiantar uma hora inteira e adiantei só meia hora!&lt;/em&gt; – explicou Rita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa sua meia-hora de verão, Rita ficou fora do horário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-3622637174812835643?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/3622637174812835643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=3622637174812835643&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3622637174812835643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3622637174812835643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2009/02/73-horario-de-verao.html' title='73) Horário de Verão'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SaAeZ8Zrx1I/AAAAAAAABzc/vJFXQs1q-wc/s72-c/horarioverao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-8638885317490586030</id><published>2008-12-14T18:01:00.016-02:00</published><updated>2008-12-28T15:00:25.887-02:00</updated><title type='text'>72) El hombre que se ríe del amor</title><content type='html'>Rafael Sangrador é um artista tatuiano nascido na Espanha. Ele é tatuiano por diversas razões, inclusive devido ao fato de ter recebido um título de Cidadão Tatuiano. Substituiu “el hombre que se ríe del amor”, outro interessante espanhol que o antecedeu em Tatuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SVevAjzCEtI/AAAAAAAABto/wsl-P1RAfQs/s1600-h/ElSangrador1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SVevAjzCEtI/AAAAAAAABto/wsl-P1RAfQs/s200/ElSangrador1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284885111886713554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;El Sangrador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, apesar de viver no Brasil mais da metade de sua vida, não conseguiu aprender falar o português corretamente e, para piorar, esqueceu o espanhol. Fala um dialeto confuso e enrolado que pode ser definido como portunhol, uma mistura sem regras do português com o espanhol. Uma embrulhada só, mas que com isso consegue se comunicar por aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui com brasileiros, claro, porque ao conversar com um argentino, falando apenas espanhol, não aconteceu um nível pleno de comunicação, pois ao mesmo tempo em que o argentino não entendeu seu espanhol misturado com expressões do português, ele não entendeu o argentino, pois este falava corretamente o espanhol, idioma que Rafael esqueceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que ele não admite isso. Pensa que fala fluentemente tanto o português quanto o espanhol. Fica bravo quando ouve qualquer menção ao seu dialeto... Um dialeto que destrói qualquer palavra que tenha em uma de suas sílabas o som de “zê”. Parece brincadeira. Um homem que consegue pintar telas maravilhosas, retratar pessoas, natureza, criar desenhos arquitetônicos inigualáveis não se acerta com o “Z” ou com o S (quando tem som de Z)!!! Um dia destes extraiu um dente e a coisa enrolou de vez!!! Foi difícil entender!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SUVoWzC3gJI/AAAAAAAABlM/KnjfiWlzRhI/s1600-h/fases.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SUVoWzC3gJI/AAAAAAAABlM/KnjfiWlzRhI/s400/fases.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279740879030419602" /&gt;&lt;/a&gt;As fases de Rafael em Madrid: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Marcelino, pão e vinho; Meu violino é cigano e La Violetera&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ao nosso caso: Da terra natal ninguém se esquece. Não se esquece de Madrid. Ah, Madrid!!! Rafael cresceu na capital espanhola. Foi um menino muito ativo desde pequeno. Basta lembrar os bons tempos em que ele, com uma cestinha enroscada nos braços, vendia violetas no início da primavera. Era conhecido, às vezes como “El Golondrino” e, em outras ocasiões, como “La Violetera”!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para vender as violetas, cantava este estribilho, como se fosse uma andorinha piando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Llévelo usted señorito&lt;br /&gt;que no vale mas que un real&lt;br /&gt;cómpreme usted este ramito&lt;br /&gt;cómpreme usted este ramito,&lt;br /&gt;pa' lucirlo en el ojal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida mostrou outros caminhos e ele deixou a Espanha, vindo ao Brasil, mais de trinta anos atrás. Cheio de saudades, quando tem oportunidade, volta lá para visitar parentes e os lugares que se mantêm vivos em sua memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma dessas viagens, foi ele e sua esposa, Terezinha (ou Teressinha, como Rafael pronuncia) e mais uma amiga do casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SVewV7sTnPI/AAAAAAAABt4/WaDH7Lqcqdk/s1600-h/ElSangrador.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SVewV7sTnPI/AAAAAAAABt4/WaDH7Lqcqdk/s320/ElSangrador.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284886578589834482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Rafael pintando o sete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam em um táxi, rodando por Madrid. Rafael, sentado no banco dianteiro, não parava de falar, mostrando todos os lugares para sua esposa e a amiga. Em certo momento, o motorista do táxi, como não compreendia o que Rafael dizia, perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ¿E dónde es usted?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu soy daqui, de Espánha! – respondeu Rafael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ¿De qué región?? – estranhou o motorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Daqui de Madrid, mesmo! – completou Rafael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No reconocí su acento!!! (não reconheci seu sotaque) – falou o motorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, é porque agora yo só hablo português! – explicou Rafael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- KKKKK!!!! Gargalhada geral de Teresinha e sua amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é que é? Você só fala português??? Onde???? KKKK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SUVmTkjulKI/AAAAAAAABks/q1HFRANXb_o/s1600-h/rindo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 272px; height: 90px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SUVmTkjulKI/AAAAAAAABks/q1HFRANXb_o/s320/rindo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279738624578852002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pois é, Rafael está no limbo. Não fala mais espanhol e não consegue falar português. Com o tempo a gente acaba entendendo a língua que ele fala – portunhol e dá comunicação, mas não é nem uma coisa e nem outra: Rafael fala mesmo é javanês!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tem erros neste texto? Humm, é que, assim como Rafael, eu não falo espanhol!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-8638885317490586030?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/8638885317490586030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=8638885317490586030&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/8638885317490586030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/8638885317490586030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2008/12/72-el-hombre-que-se-re-del-amor.html' title='72) El hombre que se ríe del amor'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SVevAjzCEtI/AAAAAAAABto/wsl-P1RAfQs/s72-c/ElSangrador1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-4170013375988661204</id><published>2008-12-12T17:55:00.016-02:00</published><updated>2008-12-18T23:32:43.877-02:00</updated><title type='text'>71) E então, travou!</title><content type='html'>Tatuí sempre foi conhecida pelos seus tradicionais carnavais em todo o estado de São Paulo. Era o melhor do Interior, diziam. Bons tempos... Cordão dos Bichos, com Moacir Peixoto vestido de toureiro. O Jacaré com seu traje de mulher, se exibindo como porta estandarte. As famosas fantasias de índios, piratas, odaliscas e outras mais no corso, na passarela da Rua 11 de Agosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SULCCf_AlDI/AAAAAAAABj0/IPylxB-99z8/s1600-h/Jacare.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SULCCf_AlDI/AAAAAAAABj0/IPylxB-99z8/s400/Jacare.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278995061432947762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jacaré, "linda" Porta-bandeira!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cláudio “Polenta” Mantovanni com suas fantasias originais no “Vai Quem Quer”. O Ju Meirelles e sua impressionante criatividade para produzir fantasias. O Acassil sempre vestido de palhaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Acassilzinho com sua tradicional fantasia de noiva. O Paulo Vagalume comandando as escolas de samba. E o Amado de Jesus Miranda dando shows na avenida, com seu eletrizante samba nos pés. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade de Tatuí sempre foi carnavalesca por excelência. O tatuiano gosta de carnaval e de samba. Para complementar esta obsessão pelo carnaval havia também os tradicionais folguedos carnavalescos no Tatuiense, Recreativo, Tatuí Clube e na Sociedade Italiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SULG_q31eLI/AAAAAAAABkc/wl4T7-HVyBU/s1600-h/noiva1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 185px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SULG_q31eLI/AAAAAAAABkc/wl4T7-HVyBU/s200/noiva1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279000510374181042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ihhh!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fato novo acontece na cidade. Unem-se o Recreativo e o Tatuiense. Desta feliz união surge o Alvorada Clube, com seu majestoso prédio no Jardim da Santa. Na época, poucas cidades do interior possuíam uma estrutura como esta instalada na cidade do carnaval. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste local e ponto privilegiado começam a surgir os famosos carnavais do Alvorada. O XI, meio enciumado com o sucesso do concorrente, precisa urgente tomar uma providência para não ficar para trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SULFRQAlhxI/AAAAAAAABkM/ym5aM2Z_DcY/s1600-h/palhaco2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 261px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SULFRQAlhxI/AAAAAAAABkM/ym5aM2Z_DcY/s320/palhaco2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278998613377517330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quanto riso, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, concorrência é sempre concorrência. A Égua Vermelha acolhe uma grande idéia e abre as portas para o Rizek. Desde esta data, as sextas-feiras de carnavais são preenchidas com o famigerado “Grande Baile do Vermelho e Preto”. Rizek, com sua criatividade incrível, começa a tematizar este baile carnavalesco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vermelho e Preto atrai foliões de toda a região para a sexta-feira quente do carnaval de Tatuí. A coisa começa a se industrializar e virar um grande negócio para muita gente de visão. A decoração do clube, um verdadeiro colírio para os olhos dos freqüentadores e as fantasias, sempre nas cores vermelho e preto – traje obrigatório – desperta a criatividade de foliões de bom gosto. A partir daí tudo vira festa na sexta-feira de carnaval. As vitrines das lojas eram decoradas nas cores vermelha e preta e os tecidos e sapatos disputados para quem melhor queria se apresentar neste sarau carnavalesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jornal Integração, como sempre fez excelentes coberturas dos carnavais de Tatuí, se engaja nesta parada e acompanha de perto, registrando os famosos bailes do Vermelho e Preto. Todos os anos que se seguiram, o semanário escalava um fotógrafo para ficar de plantão no salão principal do XI de Agosto. O propósito era que as lentes, atentas, acompanhassem e registrassem os melhores momentos do carnaval tatuiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, 1981 não foi um ano repleto de felicidades para o jornal... nem para o Vermelho e Preto. Neste ano, como diz na gíria, o clube estava bufando de cheio. Quem o jornal escala para a cobertura? Tchan, tchan, tchan...  Dirceu, o fotógrafo. Se assim era conhecido, tinha uma razão. Era porque sempre foi bom na arte de fotografar. A expectativa para aquele ano era muito grande. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SULGQcpW7sI/AAAAAAAABkU/rWBkI9LEhTU/s1600-h/Rizek2b+c%C3%B3pia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 153px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SULGQcpW7sI/AAAAAAAABkU/rWBkI9LEhTU/s200/Rizek2b+c%C3%B3pia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278999699101511362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Rei do Vermelho e Preto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendia-se aumentar as páginas do jornal e disponibilizar mais exemplares nas bancas. Era ano de ganhar dinheiro. Os melhores momentos deste baile deveriam estar na máquina de Dirceu, que na época não era digital. Era filme 35mm mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a sexta-feira foi passando e o sábado de madrugada chegando. 23 horas, meia-noite, 1 hora, 2 horas, 3 horas... E todo mundo vibrando com as melhores marchas carnavalescas. Neste horário, o Zé Reiner, editor do jornal, resolveu dar uma conferida no trabalho. Logo ao chegar no XI de Agosto, no pátio externo, dá de cara com Dirceuzinho. Sentado, meio largado em um banco, gravata desarrumada e máquina solta de um lado. Ele olha para o editor e somente teve forças para dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Travou!&lt;br /&gt;O Zé Reiner ansioso, pergunta:&lt;br /&gt;- O quê? A máquina?&lt;br /&gt;Dirceu Fotógrafo, responde:&lt;br /&gt;- Não. Eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SULH0PYiygI/AAAAAAAABkk/x3WiAkc-W0U/s1600-h/bebado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 177px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SULH0PYiygI/AAAAAAAABkk/x3WiAkc-W0U/s200/bebado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279001413528242690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Travou mesmo!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Este foi um Baile do Vermelho e Preto que ficou apenas na memória dos foliões. Os produtores do evento, com sua mania de exclusividade, permitiam apenas que um fotógrafo entrasse no clube para registrar o baile. Não saiu foto alguma no jornal!!!Duvidou deste caso? O Dirceuzinho trabalha na Foto Menezes. Vai lá e pergunte pra ele!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaboração: José Reiner&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-4170013375988661204?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/4170013375988661204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=4170013375988661204&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/4170013375988661204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/4170013375988661204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2008/12/e-ento-travou.html' title='71) E então, travou!'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/SULCCf_AlDI/AAAAAAAABj0/IPylxB-99z8/s72-c/Jacare.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-8102899009779728487</id><published>2008-01-11T15:53:00.001-02:00</published><updated>2008-04-17T00:18:22.522-03:00</updated><title type='text'>70) O Caso das Pupilas Arregaladas</title><content type='html'>Em 1979, o prédio da esquina da Praça da Matriz, onde havia o posto de gasolina do seu Chiquinho Del Fiol, já desativado nessa ocasião, estava sendo ocupado pelo Zé Turco, que ali colocou seu escritório de corretagem. Ele estava vendendo o loteamento Colina Verde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prédio fora construído especialmente para ser um posto de gasolina, que na ocasião tinha, assim como os outros postos da época, um formato parecido. Bem na esquina ficava a bomba de gasolina, uma pequena área coberta em que cabiam, no máximo, dois automóveis. Tinha também um salão, com uma porta aberta para a Rua Prudente, que funcionou como loja de pequenas autopeças, baterias e escritório. Aqui o Zé Turco montou seu escritório. Além disso, havia um sanitário. Do lado da Rua Cel. Aureliano ainda havia o lavador de automóveis e mais algumas dependências. Na parte superior estava o apartamento do seu Chiquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local, nessa ocasião, já não permitia que alguém pudesse parar seu carro para abastecer ali, mesmo que o trânsito ainda não tivesse a proporção atual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o escritório do Zé Turco, além dos negócios, o local virou ponto de encontro. Todos passavam por lá, mais para bater papo que procurar negócios. Certo dia, eu estava lá, com o Carminho Giudicci, Euchário Holtz, Helio Vieira, Zé Turco... havia mais algumas pessoas, não me lembro quem, mas os principais personagens estão aí... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa estava animada. Falávamos a respeito de viagens. Helio Vieira, ao que parecia, era o mais viajado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em determinado momento, o Carminho perguntou ao Helio Vieira se ele já havia viajado para o exterior. Sua resposta foi retumbante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu já dei a volta ao mundo daqui pra lá e de lá para cá! – respondeu, ao mesmo tempo em que desenhava com os dedos, no ar, um giro da direita para a esquerda e outro da esquerda para a direita circundando um globo imaginário, tentando representar com isto as suas viagens em torno do planeta. E completou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A primeira vez que fui ao exterior foi na Segunda Guerra Mundial, quando era cozinheiro da FEB! Estive na Itália!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/R4euK1YoSVI/AAAAAAAAArM/e8GIMJWqaHA/s1600-h/SG-F103-02.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/R4euK1YoSVI/AAAAAAAAArM/e8GIMJWqaHA/s320/SG-F103-02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154279799701129554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Helio mostrou intimidade com o planeta Terra, desenhando um globo imaginário no ar...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí a conversa girou em torno de viagens de avião. Euchário Holtz disse que não pretendia voar porque temia que lhe desse um troço lá em cima e não tivesse tempo de ser socorrido. Tomando por base as situações delicadas que passou em algumas de suas viagens de ônibus dava até para lhe dar alguma razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Euchário não tinha medo de voar. Certa vez, o deputado Toniquinho Pereira veio até a cidade de Tietê com seu monomotor e alguns tatuianos foram prestigiá-lo. Nessa ocasião, Toniquinho levou para um passeio, juntos, seus amigos Euchário Holtz e o Dr.Armando Petinelli. Os dois tinham corpos avantajados. Não tanto na altura, mas no diâmetro da cintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passeio transcorreu sem problemas, com exceção da dificuldade que o avião teve para levantar vôo com os dois passageiros encaixados no banco traseiro do aparelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/R4ettVYoSUI/AAAAAAAAArE/s3QqM-DfWWs/s1600-h/paulistinha.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/R4ettVYoSUI/AAAAAAAAArE/s3QqM-DfWWs/s200/paulistinha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154279292894988610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Euchário e Dr. Armando voaram em um pequeno Paulistinha!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Euchário contou que sentia um misto de medo e de curiosidade em voar. O pequeno avião roncou e começou a ganhar velocidade no aeroporto de Tietê. A sensação que dava é que o aparelho já estava voando. Então Euchário olhou pela janela, para olhar as coisas de cima, mas o que conseguiu ver foi apenas poeira, muita poeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toniquinho Pereira, preocupado que o avião não levantava vôo, perguntou ao piloto o que acontecia. Este respondeu com um gesto, apontando para o banco onde estavam os dois passageiros convidados, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O peso está excessivo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toniquinho, homem experiente, disse em seguida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se a pista não der, entre por aquela estradinha! - apontando para uma pequena estrada que iniciava no final da pista do aeroporto de Tietê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não precisou. O avião conseguiu levantar vôo, mesmo com aquela carga. Fizeram um vôo pela região, vindo até sobrevoar Tatuí. Em pouco tempo aterrisaram e – Ufa! – estavam de volta sãos e salvos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helio aproveitou o assunto e contou um caso que ocorrera com ele pouco tempo antes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fui fechar um negócio em Cuiabá. Negócio de milhões! – enfatizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fomos no jatinho do cliente. Sobrevoamos diversas áreas até que ele resolveu comprar uma fazenda de 3 mil alqueires. Pertinho de Cuiabá. Terra de primeira! – explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helio deu inúmeros detalhes do negócio, do vendedor, do comprador, das terras e de tudo mais. Só que eu não consegui reter nada daquilo. Era muita informação de uma só vez. Mas explicou que o cliente ainda ficaria uns dias em Mato Grosso e ele tinha pressa de retornar. Não tinha mais o que fazer por lá. O dinheiro – uma importância significativa, segundo Helio – já estava em sua conta. Resolveu voltar em um avião de carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Peguei um Boeing e voei para São Paulo! – contou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui começou o caso que Helio nos contou nessa ocasião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois de algum tempo de vôo, já estava cochilando, percebi um corre-corre das aeromoças, todas elas com fisionomia carregada, preocupadas! Perguntei para uma delas o que estava acontecendo e ela respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O piloto teve um enfarte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que coisa! E o co-piloto? – perguntou Helio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não veio! – respondeu a aeromoça quase em prantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra aeromoça perguntou aos passageiros, pelo sistema de som do avião, se havia lá algum piloto. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/R4ezuVYoSaI/AAAAAAAAAr0/wF5mzRIFEZU/s1600-h/skyhawk172_ano1959.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/R4ezuVYoSaI/AAAAAAAAAr0/wF5mzRIFEZU/s320/skyhawk172_ano1959.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154285907144624546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ninguém! O pânico começou a espalhar pelo avião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moça! – disse Helio. Eu já pilotei o Cessna Skyhawk!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Helio já havia pilotado um Cessna... "pouco" diferente de um Boeing!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente a aeromoça, sem outra opção, conduziu Helio à cabine. Lá o piloto estava quase inconsciente, com muitas dores no peito. Helio tranqüilizou o pobre homem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Comandante, vou dar um jeito na situação! – disse, no mesmo tempo em que ocupava o lugar do piloto, enquanto a aeromoça prestava os primeiros socorros ao enfartado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/R4evX1YoSYI/AAAAAAAAArk/XYtC3Nei7Zg/s1600-h/arregalado.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/R4evX1YoSYI/AAAAAAAAArk/XYtC3Nei7Zg/s200/arregalado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154281122551056770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Todos nós, surpresos, ouvíamos em silêncio e com os olhos arregalados!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento olhei para as pessoas que ali estavam. Percebi que todos estavam ouvindo com atenção, com os olhos arregalados... ninguém imaginava que um avião da Vasp pudesse levantar vôo sem o co-piloto. Helio, em tom professoral, continuava explicando a situação aos ouvintes.  Disse que colocou os fones e passou a conversar com a torre de controle de Viracopos, que fora acionada, com muita dificuldade, pelo piloto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, diga sua posição! – perguntou o controlador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não sei voar por instrumentos! – respondeu Helio ao controlador que o acompanhava pelo radio. – Só sei voar “no visual”! – completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/R4eu2lYoSXI/AAAAAAAAArc/DBMUcr2y2BQ/s1600-h/737.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/R4eu2lYoSXI/AAAAAAAAArc/DBMUcr2y2BQ/s320/737.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154280551320406386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Aqueles instrumentos eram desconhecidos ao Helio e ele preferiu orientar-se visualmente!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então procure uma referência em terra! – continuou o controlador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helio disse que baixou o avião a uma distância em que conseguia identificar os pontos no solo. Fez uma curva bem fechada, inclinando bastante o avião sobre uma cidade, observando pela janela os detalhes geográficos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estamos sobrevoando Andradina! – informou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então tome rumo norte e siga até Uberaba! – disse o controlador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helio continuou a pilotar o Boeing até Uberaba, sempre mantendo uma distância relativamente pequena do solo para observar estradas, rios, cidades e outros detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a Uberaba. Alinhou o avião na pista e colocou no piloto automático. Precisou corrigir uma ou duas vezes e o avião praticamente aterrisou sozinho. Oh, tecnologia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acionou os freios e o monstruoso avião foi reduzindo sua velocidade até parar completamente. Nesse momento, Helio retirou os fones e falou para o piloto: &lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/R4evvVYoSZI/AAAAAAAAArs/O5lh2h2Jsn0/s1600-h/Ojopupila.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/R4evvVYoSZI/AAAAAAAAArs/O5lh2h2Jsn0/s400/Ojopupila.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154281526277982610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Comandante! Já estamos em terra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando saí da cabine, fui aplaudido por todos os passageiros! - continuou Helio. Até hoje alguns deles ainda me mandam presentes no Natal! - completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deve ter sido o maior arregalamento de pupilas já ocorrido em Tatuí!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós escutamos essa narrativa em silêncio. Ninguém fez um comentário sequer. Olhei para o Euchário... ele estava com a boca semi-aberta, olhar parado e com as pupilas arregaladas. Olhei para o Carminho... seus olhos estavam enormes, do tamanho de uma xícara tamanho médio, e as pupilas arregaladas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o Zé Turco, ele estava pasmado. Suas pupilas por trás das grossas lentes de seus óculos pareciam dois buracos negros. Os outros que ali estavam, com olhar pasmado e as pupilas arregaladas, mantinham-se em silêncio também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Euchário levantou-se e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês me perdoem, mas tenho um compromisso! – e saiu rapidamente do local. Sem dizer uma só palavra a respeito do caso narrado pelo Helio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carminho me convidou para ir embora. Levantei e saímos. Ficaram lá o Zé Turco e o Helio Vieira. Sem conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esse foi o maior arregalamento de pupilas já se teve notícia em Tatuí. Sem mais comentários!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-8102899009779728487?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/8102899009779728487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=8102899009779728487&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/8102899009779728487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/8102899009779728487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2008/01/70-o-caso-das-pupilas-arregaladas.html' title='70) O Caso das Pupilas Arregaladas'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/R4euK1YoSVI/AAAAAAAAArM/e8GIMJWqaHA/s72-c/SG-F103-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-5257649406811013734</id><published>2007-09-30T15:16:00.001-03:00</published><updated>2009-01-09T16:53:40.151-02:00</updated><title type='text'>69) Último Tango em Tatuí</title><content type='html'>As escolas tatuianas nos anos 50 e 60 eram diferentes de hoje em diversos aspectos. Muita coisa mudou. Principalmente a disciplina em sala de aula. Isso não significa que só existiam anjinhos. Nada disso. A bagunça sempre existiu nas escolas. Mas existiam limites e estes eram respeitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rv_ojFyHpgI/AAAAAAAAAlA/R4XKH1GehBk/s1600-h/U931932ACME.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rv_ojFyHpgI/AAAAAAAAAlA/R4XKH1GehBk/s320/U931932ACME.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116063391261632002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;No "Grupinho", no "Grupão" ou na "Escola Modelo", os alunos eram mais disciplinados que hoje!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida escolar não tinha somente momentos de alegria. Não existia a tal “progressão continuada” e, sendo assim, só passava de ano quem realmente merecia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, para maquiar índices estatísticos, as escolas contam com um sistema que aprova qualquer um, criando uma legião de analfabetos funcionais, pessoas que sabem ler, mas não conseguem compreender o que lêem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia também, como hoje, cuidado com a saúde dos estudantes desde o “jardim da infância”, curso primário, ginásio até os últimos anos dos cursos científico, normal ou clássico, o atual ensino médio devidamente separado por áreas do conhecimento. Nessa época quem comandava o setor de saúde em Tatuí era o Dr. Jarbas Veiga de Barros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Jarbas foi médico da Santa Casa, da saúde pública, professor no “Barão de Suruí”, vereador e presidente da Câmara Municipal. Além disso, era o terror da criançada. O homem era bravo, muito bravo e tinha lá o seu método de examinar a criançada que deixava todos em pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rv_prFyHphI/AAAAAAAAAlI/oVZWTS8CKIY/s1600-h/42-17206160.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rv_prFyHphI/AAAAAAAAAlI/oVZWTS8CKIY/s320/42-17206160.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116064628212213266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Medo geral da criançada!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dr. Jarbas está aqui! – pronto, era o que bastava. Com essa frase a criançada começava a chorar, uns ficavam com “dor de barriga” e queriam ir embora, outros se escondiam em qualquer canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não adiantava. Logo estavam todos em fila e o Dr. Jarbas, com o cabo de uma colher esterilizada em um copo com álcool, examinava todo mundo. Em pouco tempo o copo com álcool aumentava de volume, com a saliva e a “baba” da criançada... Éca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rv_qElyHpiI/AAAAAAAAAlQ/mfiS5U5XVr4/s1600-h/42-17022571.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rv_qElyHpiI/AAAAAAAAAlQ/mfiS5U5XVr4/s200/42-17022571.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116065066298877474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O copo com álcool ia aumentando de volume com a saliva da criançada!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ahhh!” – esse era o som mais ouvido. Seguido do “Aiiiiiiiiii!”, que acontecia quanto Dr. Jarbas encontrava um dente podre e arrancava com o cabo da colher. Apesar dos métodos rudimentares, os estudantes de Tatuí eram examinados, encaminhados para tratamento e curados, quando necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sempre defendia aquilo que acreditava. Como torcedor fanático do time de futebol do XI de Agosto, bicampeão amador na década de 50, Dr. Jarbas vestia-se de vermelho, para demonstrar sua predileção pelo time da “égua vermelha”. Na política, sua firmeza de posição lhe valeu uma agressão que se comenta até hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, além de médico e torcedor do XI de Agosto, ele era um exímio dançarino de tango. Eu tive o prazer de constatar isso. Em uma noite, eu estava no Alvorada Club, pouco tempo depois de sua inauguração. Aquela noite não tinha nada de especial. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rv_0ylyHpnI/AAAAAAAAAl4/gyvrzH2DKQ8/s1600-h/tango3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rv_0ylyHpnI/AAAAAAAAAl4/gyvrzH2DKQ8/s200/tango3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116076851689137778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas o inesperado aconteceu. Em certo momento apareceu Dr. Jarbas, trajando um elegante smoking preto, acompanhado de sua esposa Carlota, que vestia um estonteante vestido vermelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dr. Jarbas e Carlota eram exímios dançarinos de tango.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse vestido tinha um corte lateral, que permitia maior facilidade de movimentos à dançarina, ao mesmo tempo em que deixava à mostra parte de suas pernas, devidamente cobertas por meias pretas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trouxeram um LP com alguns tangos. Em pouco tempo a vitrola enchia o ambiente com a voz de Gardel. As pessoas que lá estavam abriram um espaço para o casal fazer suas coreografias e, em silêncio, admiravam o casal de dançarinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Jarbas e Carlota dançando tango. Uma cena inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez eu fiquei de boca aberta por causa do Dr. Jarbas, mas desta vez o motivo foi bastante diferente. Não só eu, pois o casal dançou durante alguns minutos, deixando calados e boquiabertos todos que ali estavam. Ninguém dançava tango como eles. Perfeitos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rv_tg1yHpmI/AAAAAAAAAlw/pN4PXEjnyNs/s1600-h/tango1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rv_tg1yHpmI/AAAAAAAAAlw/pN4PXEjnyNs/s200/tango1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116068850165065314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Último tango em Tatuí. Quem assistiu nunca esquecerá!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, pouco tempo depois, Dr. Jarbas faleceu. Muitos outros médicos surgiram na cidade. Poucas pessoas ainda torcem pelo XI de Agosto. &lt;strong&gt;Ninguém dançou como este último tango em Tatuí.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-5257649406811013734?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/5257649406811013734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=5257649406811013734&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/5257649406811013734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/5257649406811013734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2007/09/69-ltimo-tango-em-tatu.html' title='69) Último Tango em Tatuí'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rv_ojFyHpgI/AAAAAAAAAlA/R4XKH1GehBk/s72-c/U931932ACME.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-4336757307501225714</id><published>2007-06-24T19:12:00.001-03:00</published><updated>2007-11-23T16:34:54.257-02:00</updated><title type='text'>68) As breganhas do Ernestino</title><content type='html'>O negócio do meu avô Ernestino era breganhar. “Breganha” – designação popular que deriva do vocábulo português “barganha”, significando troca, permutação... Claro que em Tatuí o idioma pátrio tem algumas particularidades que devem ter assustado o professor Napoleão (Napoleão Mendes de Almeida, que escreveu o Dicionário de Questões Vernáculas e tinha uma coluna no Estadão, sobre as tais questões). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era assim que Ernestino falava quando ia “negociar” (entenda-se trocar coisas). Ele sempre tinha uma bicicleta ou uma máquina de costura pra trocar por qualquer outro objeto, desde que o “freguês” voltasse alguma importância em dinheiro. Sem “vórta”, sem negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn71i9PdNXI/AAAAAAAAADs/eWlvdApBTZY/s1600-h/DK007692.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn71i9PdNXI/AAAAAAAAADs/eWlvdApBTZY/s200/DK007692.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079767410624247154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Minha avó não tinha sossego. Queria costurar, mas vovô já tinha 'breganhado' a máquina de costura por uma bicicleta Phillips enferrujada, um carrinho de pedreiro, um pilão e mais uma "vórta"!!!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As transações comerciais do Ernestino podem até parecer um contra-senso para alguém não-iniciado nas artes da breganha. Para quem é do ramo isso é coisa comum. Trocar, por exemplo, uma Leonette sem motor por uma máquina de costura e uns carretéis de linha é algo absurdo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn7xJdPdNUI/AAAAAAAAADU/t77FKKSUz-U/s1600-h/leonette.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn7xJdPdNUI/AAAAAAAAADU/t77FKKSUz-U/s320/leonette.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079762574491071810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Leonette era o sonho de consumo da molecada da década de 1960!!!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um tratorzinho de horta, daqueles que tinham uma alavanca no lugar da direção para ser trocado por um casebre na vila São Cristóvão, cujo acesso só era possível por meio de uma pinguela? Adquiriu o trator em troca de uma carroça sem cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa era sempre assim. Em sua garagem sempre tinha uma bicicleta “reformada” com tinta prateada no guidão e nos aros. E uma plaquinha: Vende-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ele estava com quatro carros no quintal de sua casa (isto foi em 1979): um Fusca 1200 verde com assoalho esburacado, um Opala 69, 4 portas, com a embreagem estragada, um DKW sedan sem partida e um Corcel 68 com a lataria esburacada. A respeito desse carro já contei em um caso anterior. Meu avô consertou os buracos da lataria do Corcel com papelão e massa plástica. Estes carros eram para negociar. Além destes tinha um Fusca 1300 de seu uso particular. Esse não vendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1962 comprou um Renault Dauphine novo. Ficou com o carro uns 15 anos.  Quando foi vender o carro, estava tão usado que não tinha mais velocímetro... usava um calendário!! kkk!! Era um carro preto, muito bonito enquanto novo. Ernestino judiava do carro. Carregava um pouco de tudo. Dentro, fora... chegava a ficar amarrado dentro do carro quando carregava vigas e caibros para uma construção que fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando resolveu vender, quis caprichar no visual do carro. Para deixar brilhando, depois de lavar passou uma mão de óleo Singer. Brilhou uns 30 minutos, até ficar coberto do pó que grudava no óleo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn72odPdNYI/AAAAAAAAAD0/VU1gH50bnXs/s1600-h/gordiniempoeirado.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn72odPdNYI/AAAAAAAAAD0/VU1gH50bnXs/s320/gordiniempoeirado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079768604625155458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Ernestino deixou o Dauphine brilhando com Óleo Singer... mas uns minutos depois estava totalmente empoeirado!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei como ele fazia tantas trocas. Se ele ganhava ou se perdia. Claro que ganhava, apesar de, em uma ocasião, ter comprado um canário de um cigano que “descorou” na primeira chuva. Era um passarinho qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contou então que certo dia fez um negócio com o seu Isaac, um judeu que tinha uma loja onde é hoje o Unibanco. Saiu de lá com um rádio antigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn7zOtPdNVI/AAAAAAAAADc/7SkjhJoAb5I/s1600-h/CO-044-0138.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn7zOtPdNVI/AAAAAAAAADc/7SkjhJoAb5I/s200/CO-044-0138.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079764863708640594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O rádio do judeu só "pegava o estrangeiro"!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era um rádio daqueles estrangeiros. Só pegava o estrangeiro também! – contou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O danado rádio só fazia fuiimmm giiiiiaaaammmmm zimmmm... e pegava a BBC, a Voice of America, a Rádio de Moscou... mas do Brasil nem a ZYL-5, a Rádio Difusora de Tatuí! – rematou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn7sqtPdNQI/AAAAAAAAAC0/6i-yGFVSRMA/s1600-h/BE006364.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn7sqtPdNQI/AAAAAAAAAC0/6i-yGFVSRMA/s320/BE006364.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079757648163583234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Um rádio antigo por uma sanfona velha... bela troca&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de oferecer para algumas pessoas, encontrou alguém que trocou o rádio velho por uma sanfona. Essa sanfona ele ofereceu para mim e para o Marquinhos Fiúza (Birdinho):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês compram a sanfona e montam uma orquestra pra tocar em bailes! – argumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn7tHdPdNRI/AAAAAAAAAC8/YbwBSTTC-Wk/s1600-h/BE042699.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn7tHdPdNRI/AAAAAAAAAC8/YbwBSTTC-Wk/s200/BE042699.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079758142084822290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Uma "orquestra" comigo e o Marquinhos, pra tocar em bailes... pior que essa só o Sol-Fá-Seis!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas logo achou alguém que se interessava na sanfona. Desta vez a troca era por um Renault Gordini (40 HP de emoção!). Conversaram e acertaram o negócio. Foram para Porangaba, em um sítio onde estava o tal Gordini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A mulher do dono do Gordini já foi com a sanfona no colo! – disse Ernestino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn7vqNPdNTI/AAAAAAAAADM/_fnmey9Te1o/s1600-h/gordini-dauphine.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn7vqNPdNTI/AAAAAAAAADM/_fnmey9Te1o/s320/gordini-dauphine.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079760938108532018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O Gordini de Porangaba tinha um 'probleminha': seu câmbio não tinha marcha ré!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só estranhei uma coisa! - disse vovô. - Quando foram pegar o carro para trazer até Tatuí, em vez de manobrar logo ali na frente, o motorista deu uma volta longa e virou bem adiante! – Pois não é que faltava a marcha ré?!?! Só vi isso já em Tatuí, quando fui guardar o carro em casa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve de mandar consertar o câmbio do Gordini. Mesmo assim, depois de pouco tempo vendeu o carro. Não foi troca, foi venda. O comprador deu uma entrada que praticamente pagou o custo do carro e ainda 24 Notas Promissórias que equivaliam, cada uma delas, ao valor do rádio do Isaac, ponto inicial dessa breganha. &lt;strong&gt;Ah! Tenho que destacar: Não interessava o objeto da troca, mas sim o dinheiro da "vórta"!!! Todas as breganhas tinha de ter a tal "vórta" em dinheiro!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-4336757307501225714?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/4336757307501225714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=4336757307501225714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/4336757307501225714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/4336757307501225714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2007/06/68-as-breganhas-do-ernestino.html' title='68) As breganhas do Ernestino'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rn71i9PdNXI/AAAAAAAAADs/eWlvdApBTZY/s72-c/DK007692.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-3893415086709097306</id><published>2007-06-21T12:42:00.000-03:00</published><updated>2007-06-23T00:04:53.470-03:00</updated><title type='text'>67) Voando em alto estilo</title><content type='html'>Algumas pessoas têm medo de voar, incluindo eu mesmo. Realmente há certo grau de perigo. Não é para menos, pois tudo que sobe, desce. O problema está na maneira de descer! &lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/RnqgKdPdNOI/AAAAAAAAACk/MKPrzsTIIsE/s1600-h/42-15311827.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/RnqgKdPdNOI/AAAAAAAAACk/MKPrzsTIIsE/s200/42-15311827.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078547631322248418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Tatit (quem se lembra dele? o Santana!), apesar de não admitir, tem lá seus medos de voar. Tem medo, mas se arrisca. Entretanto, para conseguir entrar no avião ele usa uma fórmula especial, cuja composição utiliza um remédio infalível para o medo: o álcool. Com isto, dependendo da dose, um camundongo enfrenta um leão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, ele foi visitar seu irmão em Brasília (outro Tatit, claro). A viagem de ida ocorreu sem transtornos. Na verdade nem se lembra dela. Talvez tenha feito toda a viagem um tanto “amortecido”. O problema foi o retorno. O receio que tinha em voar, com a lembrança de alguns sacolejos na viagem a Brasília, foi aumentando, conforme o horário do embarque se aproximava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De receoso, passou para amedrontado, de amedrontado para aterrorizado, de aterrorizado para horrorizado... Já estava trocando sua passagem da Varig por uma do Rápido Federal. Ia voltar de ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, antes de sair da casa de seu irmão, começou a tomar umas e outras. Beberam o dia todo. Por volta das 6 da tarde foram ao aeroporto, pois o vôo sairia às 7. Aquele medo que invadia o coração do Tatit não mais existia. Havia bebido tanto que, se fosse o caso, voaria montado em um dragão. Cavalgaria até o coisa-ruim (ou cuzaruim, como se fala em Tatuí).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu, no entanto, atraso no vôo que traria o Tatit de volta a São Paulo. Atrasos em vôos não é coisa recente. Este caso ocorreu há mais de 10 anos e o problema já existia. Como seu irmão não sabia do atraso, ficou sozinho no aeroporto. Foi ao restaurante e pediu uma porção de não-se-lembra-do-quê e um aperitivo. E mais cerveja. Ele precisava daquilo, pois era seu remédio contra o medo. Junto com a cerveja, tomava quebra-gelos de cachaça. E o vôo? Atrasado! As horas foram passando: 7 horas, 8 horas, 9 horas, 10 horas, 11 horas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/RnqigtPdNPI/AAAAAAAAACs/QhH6RwYBUvw/s1600-h/bodeou.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/RnqigtPdNPI/AAAAAAAAACs/QhH6RwYBUvw/s200/bodeou.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078550212597593330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Durante a espera no aeroporto Tatit "bodeou"!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois das 11 da noite, escutou chamarem os passageiros (no sistema de alto-falantes do aeroporto). Levantou-se e caiu. As pernas estavam bambas. Com um pouco de esforço, andou até o local do check-in e embarque, mas não viu a fila. Não via coisa alguma com clareza e não conseguia ficar em pé. Para não cair novamente, foi sentar-se em uma cadeira que conseguiu enxergar por ali. Só que era uma cadeira de rodas. Sentou e bodeou. Como estava com a passagem na mão, um funcionário da Varig começou a empurrar a cadeira e levou direto ao avião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocaram o “deficiente” sentado na primeira poltrona e perguntaram se ele desejava algo mais. Pediu mais uma cerveja, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/RnqfUtPdNNI/AAAAAAAAACc/LadZpNhFRgU/s1600-h/42-18077381.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/RnqfUtPdNNI/AAAAAAAAACc/LadZpNhFRgU/s200/42-18077381.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078546707904279762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Sentado na primeira fila da primeira classe e tomando cerveja!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que medo, o que... nem viu o avião levantar vôo e já estava dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou em São Paulo. Quando se prepara para levantar da poltrona, ainda sob efeito das cervejas e dos quebra-gelos, fez alguns movimentos para sair. Logo surgiu um funcionário da Varig, com outra cadeira de rodas e, junto com uma aeromoça, desceram o Tatit do avião, levando até o saguão de desembarque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/RnqdGtPdNKI/AAAAAAAAACE/D-Vdq1ukCJU/s1600-h/cadeirarodas1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/RnqdGtPdNKI/AAAAAAAAACE/D-Vdq1ukCJU/s320/cadeirarodas1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078544268362855586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Veículo de transporte do Tatit&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço de primeira! Perguntaram onde ele desejava ir. Conduziram até o serviço executivo de ônibus e de lá foi até a Praça da Republica. Lá havia uma outra cadeira de rodas esperando por ele. Desta vez ele só agradeceu e foi tomar um táxi. Não agüentava mais passear de cadeiras de rodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava no táxi, não havia passado ainda o efeito da bebida, mas contou ao motorista tudo que ocorreu. O cara ficou rindo do acontecido e bobeou, batendo o carro. Foram parar no 4º DP. O delegado do distrito estava uma fera, pois havia sumido uma arma de sua mesa. Deixou o Tatit, que ainda estava visivelmente atordoado, de molho na carceragem. Saiu pela manhã, só que desta vez não recebeu serviço de primeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para situar a cara de pau do Tatit, um sábado de 1976 foi tomar uma sauna no Alvorada Club. Mas não ficou na saúna, passou a tomar isto e tomar aquilo, até ficar muito louco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/RnqdgNPdNLI/AAAAAAAAACM/HqJLYja4QB4/s1600-h/walking.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/RnqdgNPdNLI/AAAAAAAAACM/HqJLYja4QB4/s400/walking.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078544706449519794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Tatit saiu caminhando pelado pelas ruas da cidade!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída, com o pensamento dando um looping atrás do outro, resolveu andar nu pela cidade. Desceu pelado a Rua Santa Cruz até o Lavapés, caminhando normalmente. Claro que as pessoas que viram ainda não esqueceram da cena. Não foi preso pois o Marcelo Peixoto o acompanhou em seu Maverick, carregando suas roupas. Vestiu-se dentro do carro e deixou o falatório correr um tempão. Algumas senhoras da cidade ainda não saem sozinhas nas ruas, devido à lembrança das cenas que assistiram!!! &lt;strong&gt;ARRE!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-3893415086709097306?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/3893415086709097306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=3893415086709097306&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3893415086709097306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3893415086709097306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2007/06/67-voando-em-alto-estilo.html' title='67) Voando em alto estilo'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/RnqgKdPdNOI/AAAAAAAAACk/MKPrzsTIIsE/s72-c/42-15311827.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-3833933182797632697</id><published>2007-05-30T11:45:00.000-03:00</published><updated>2007-05-30T18:46:23.731-03:00</updated><title type='text'>66) A igreja do evangelho altissonante do Nhô Frásio</title><content type='html'>Dissidência em igreja não é novidade. A Reforma de Lutero consistiu, basicamente, em uma desavença com Roma, gerando protestos contra determinados pontos discordantes. Nasceu então um novo ramo do Cristianismo: o Protestantismo. Mas a receita para criar novos caminhos estava pronta. De desavença em desavença, cizânia em cizânia, as igrejas protestantes foram multiplicando-se em proporções extraordinárias, com denominações das mais criativas possíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Tatuí também acontecem desarmonias entre os membros das igrejas. Eufrásio, um pastor de uma igreja evangélica tradicional na cidade, teve lá suas desavenças com seu pastor presidente e criou uma nova igreja, abandonando as doutrinas que não concordava. Não me lembro do nome da igreja do Nhô Frásio, mas era alguma coisa que contava que aquela era a verdadeira igreja e não as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2Pl5oEtnI/AAAAAAAAABU/bBedmSAwzZA/s1600-h/casebre.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2Pl5oEtnI/AAAAAAAAABU/bBedmSAwzZA/s200/casebre.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070366636775880306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;A igreja foi instalada em um casebre, ao lado do ribeirão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundou a nova igreja ao lado do ribeirão que atravessa a cidade, logo abaixo da antiga Usina Vigor. Lá embaixo, na beira do ribeirão, em uma região com poucos moradores, uma ruazinha sem saída, a igrejinha tava arrumada para receber os fiéis e para vencer a luta entre o Bem e o Mal. O diabo haveria de passar maus bocados com o Nhô Frásio, como era conhecido na cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2O_poEtmI/AAAAAAAAABM/QbBOofdWRU0/s1600-h/BE040381.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2O_poEtmI/AAAAAAAAABM/QbBOofdWRU0/s200/BE040381.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070365979645884002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O diabo não tinha vez com o Nhô Frásio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A localização da igreja do pastor Eufrásio não era das mais privilegiadas, apesar da possibilidade de batizar os novos fiéis no ribeirão, pois nessa ocasião a água, nessa região, não era tão poluída quanto hoje. Para compensar a má localização, Nhô Frásio arrumou uns alto-falantes tipo corneta, muito possantes, que colocou sobre o telhado do casebre onde funcionava a igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2P9poEtoI/AAAAAAAAABc/WVlJzNzTzwI/s1600-h/AX932526.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2P9poEtoI/AAAAAAAAABc/WVlJzNzTzwI/s200/AX932526.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070367044797773442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Com aquelas "cornetas" Nhô Frásio conseguia ser ouvido em grande parte da cidade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Investiu suas economias em uma aparelhagem que amplificava sua pregação, do púlpito para as ruas da cidade. E tome barulho. Nhô Frásio não sabia fazer uma pregação sem gritar. Aos berros, expulsava satanás dali. Da igreja e das vizinhanças, porque a barulheira produzida pelo Nhô Frásio era ensurdecedora. Não sei se o diabo fugia do sentido da pregação ou do palavreado que mais parecia uma violência ao bom português. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2REpoEtqI/AAAAAAAAABs/JqJvDmlz928/s1600-h/42-17855598.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2REpoEtqI/AAAAAAAAABs/JqJvDmlz928/s200/42-17855598.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070368264568485538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Ninguém conseguia dormir quando Nhô Frásio pregava!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disto, os fiéis freqüentadores da igreja, incentivados pelo pastor, gritavam ainda mais, cujo som era também captado por outro microfone estrategicamente colocado próximo aos bancos da igreja. Arre!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2RxZoEtrI/AAAAAAAAAB0/bbVFo_JfahA/s1600-h/ruido.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2RxZoEtrI/AAAAAAAAAB0/bbVFo_JfahA/s200/ruido.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070369033367631538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma questão geológica fazia com que o ruído produzido na pequena igreja do pastor Eufrásio alcançasse distâncias inesperadas. O ribeirão que atravessa a cidade de Tatuí fica no fundo de um pequeno vale. O centro da cidade em sua margem direita (à jusante) e bairros como vila São Paulo, vila Esperança, São Cristóvão e Morro Grande ficam em sua margem esquerda. É, na verdade, um pequeno cânion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isto, o berreiro que Nhô Frásio fazia lá pelas bandas da Usina Vigor, amplificado pelos alto-falantes de corneta e canalizados pelo cânion formado por esse vale, ajudado pelo vento, levava a pregação até as proximidades da ponte do Marapé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para piorar a situação, quando vai chover a pressão atmosférica muda e o som se propaga com mais facilidade, alcançando distâncias ainda maiores. Conforme a noite, a barulheira da igreja do Nhô Frásio atingia até a vila Dr. Laurindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor Eufrásio não temia nada. Achava que com seus berros estava expulsando satanás e divulgando sua mensagem para as vizinhanças. Provavelmente nem o diabo agüentava a barulheira. Nhô Frásio não perdoava. A gritaria era imensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2QdpoEtpI/AAAAAAAAABk/bDdfQteyp0s/s1600-h/HE002642.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2QdpoEtpI/AAAAAAAAABk/bDdfQteyp0s/s320/HE002642.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070367594553587346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Para o diabo era fácil fugir daquele barulhão. Era só voltar ao inferno. Mas para os moradores da região a vida ficou difícil...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que isso não aborrecia apenas o inimigo, mas também todos os moradores de uma vasta região. Para o diabo era fácil: dava um mergulho e voltava ao inferno. Mas para os pobres tatuianos mortais que tinham de escutar aquilo todas as noites a coisa ficou complicada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora Nhô Frásio expulsava satanás, ora estuprava o português com seu vocabulário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2SF5oEtsI/AAAAAAAAAB8/vltcI1eIcvs/s1600-h/42-15268095.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2SF5oEtsI/AAAAAAAAAB8/vltcI1eIcvs/s400/42-15268095.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070369385554949826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Nhô Frásio queria ser OUVIDO por todos!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa guerra entre o Bem e o Mal, durante algum tempo alguns moradores ficaram em dúvidas a respeito de quem era o Bem e quem era o Mal... e tome gritaria. Psiu! Silêncio!!! &lt;strong&gt;E a igreja? Fechou logo, para alívio dos moradores de Tatuí!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-3833933182797632697?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/3833933182797632697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=3833933182797632697&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3833933182797632697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/3833933182797632697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2007/05/66-igreja-do-evangelho-altissonante-do.html' title='66) A igreja do evangelho altissonante do Nhô Frásio'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_sPBsNFbAOQs/Rl2Pl5oEtnI/AAAAAAAAABU/bBedmSAwzZA/s72-c/casebre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-117131039345553476</id><published>2007-02-12T17:55:00.000-02:00</published><updated>2007-02-12T18:11:29.043-02:00</updated><title type='text'>65) Caminhada forçada na Itália</title><content type='html'>Não, não se trata de algum caso referente aos pracinhas da FEB que na Segunda Guerra Mundial lutaram na Itália. É mais importante que isso: este caso trata de tatuianos assistindo a Copa do Mundo de Futebol de 1990!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa copa foram muitos os tatuianos que viajaram até a Itália. Foi uma verdadeira multidão, incluindo entre eles o Zé Erasmo e o Toninho Gallo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/798460/dellealpi.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/320/225247/dellealpi.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estádio Delle Alpi, onde aconteceu o jogo Brasil x Suécia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro jogo foram até o Estádio Delle Alpi, em Turim, onde o Brasil enfrentou a Suécia. Beleza, Brasil 2 x Suécia 1!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ir do hotel até o estádio foram de ônibus. Animação total! Depois de encerrada a partida, mais animados ainda, foram até onde estavam os ônibus, mas cadê? Nada de ônibus... talvez tenham demorado um pouco mais... não sabiam a razão, mas os ônibus não estavam ali, como eles todos imaginavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fazer para voltar ao hotel? Alguém “arranhou” o italiano e perguntou como voltar ao centro de Turim. Não era coisa difícil, pois perto dali havia uma estação de trem. Era só tomar um trem que em pouco tempo estariam no local desejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informaram-se dos detalhes: eram 15 estações dali até o centro. Contaram até o nome das estações. Mas como se lembrar dos nomes? Pouco compreenderam... o homem que passou as informações falou rapidamente... ninguém entendia italiano!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, se fosse inglês eu entenderia tudo” – afirmou Zé Erasmo. Mas não era. Assim mesmo acharam que haviam compreendido o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram todos até a estação, esperar o trem. Como já era tarde, mais ou menos 1 hora da manhã, aquele seria o último trem daquela noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/785202/art8_06.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/320/48254/art8_06.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As estações italianas eram bem cuidadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espera foi curta. Logo chegou o trem. Um belo trem, diga-se de passagem. Nada a ver com os trens brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tatuianada entrou correndo no trem. Eram mais de 20 naquele momento. Faziam um barulho razoável. Pudera, o Brasil havia vencido a Suécia!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé Erasmo e Toninho Gallo entraram no último vagão. O trem partiu. Em cada estação, parava cerca de 1 minuto e partia novamente. Todos estavam atentos... passa uma, passa duas, passa três.... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, ao parar em uma estação, o Zé Erasmo deu um grito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É aqui, negada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceram imediatamente alguns tatuianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trem partiu novamente e eles ficaram na estação, olhando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zé e o Toninho foram até o vagão seguinte. Quando o trem chegou à próxima estação, gritaram novamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É aqui, negada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele corre-corre e saíram mais uns tatuianos, que ficaram nessa outra estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rindo, os dois passaram para o primeiro vagão e quando o trem parou na estação seguinte, mais uma vez gritaram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É aqui, negada!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceram correndo os tatuianos que restavam no trem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia mais trem naquela noite. Os dois riram a valer e em poucos minutos estavam na estação central. Desceram e foram para o hotel, onde chegaram perto das 1h30 da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/895442/42-16472681.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/320/348186/42-16472681.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Como não sabiam o caminho, todos vieram seguindo a estrada de ferro!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, os outros tiveram que vir a pé. Os primeiros que apareceram no hotel, suados e cansados, só chegaram perto das 5 horas. E a cada momento aparecia um ou outro. O último deles chegou perto das 7 horas. Os dois, Zé Erasmo e Toninho Gallo, ficaram bem quietos... não contaram a ninguém que haviam feito de propósito!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Enfim, foi só canseira mesmo! Um bando de tatuianos não poderia ter passado pela Itália sem uma nota fora qualquer. KKK&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-117131039345553476?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/117131039345553476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=117131039345553476&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/117131039345553476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/117131039345553476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2007/02/65-caminhada-forada-na-itlia.html' title='65) Caminhada forçada na Itália'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-116992095010841945</id><published>2007-01-27T15:55:00.000-02:00</published><updated>2007-05-13T23:39:13.827-03:00</updated><title type='text'>64) Jandira e o brejo</title><content type='html'>Estava chovendinho... Só garoandinho, mas como o lugar estava lotado, ficamos conversandinho na porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse diálogo só poderia ter acontecido em Tatuí. O vocabulário tatuiano tem algumas particularidades: o diminutivo é uma constante em conversas informais. Quando alguém chega pela primeira vez na cidade pode precisar de um intérprete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia perguntei a uma pessoa a respeito de seu filho, que estava doente. A resposta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tadinho, ficou na Santa Casa, internadinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me pergunto como seria o caso se tivesse ficado internadão!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem um verbo criado em Tatuí: o verbo “chavear”, na realidade uma movimentação do substantivo “chave”: - “Chaveie a porta!” ou o primor: - “Chaveie a chaveadura!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o caso não é sobre o vocabulário tatuiano. Isto foi lembrado porque a personagem central do caso que irei contar, quando veio morar em Tatuí, mais de 40 anos atrás, quase precisou de intérprete para compreender as expressões comuns da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Óóó, Iara! A galanteza da sua filha já ta dormindinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Iara veio morar com seu esposo, Amauri, na Fazenda Colina. Logo ali depois do bairro do Isolamento. O lugar era lindo, muito bem organizado e cuidado com carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma bela piscina de água corrente, alimentada por um ribeirão que nascia ali mesmo na fazenda. Nessa ocasião, piscina era uma raridade. Essa era muito boa, com uns 15 metros de comprimento, uns 5 de largura e 3 metros de profundidade. Maravilhosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que sempre apareciam visitas tentando aproveitar a piscina. Isso, para dona Iara, era sempre um prazer, desde que fossem seus convidados. Detestava penetras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, quando se preparava para entrar na piscina com sua filha, surgiu um ônibus lotado. Desceu um pessoal ruidoso que foi logo se encaminhado para a piscina. Era um time de futebol feminino – coisa rara na ocasião -, que, depois de jogar uma partida, estava ali para aproveitar a piscina. O time era acompanhado por namorados, fãs, curiosos, etc. Todos interessados na piscina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/919857/onibusvelho.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/400/240541/onibusvelho.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sem qualquer aviso, apareceu um ônibus cheio de visitas querendo nadar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que dona Iara não quis deixar. Mas as pessoas argumentaram que seu esposo havia autorizado. Enquanto isso alguns já iam pulando na piscina. As jogadoras, suadas, não tomaram banho. Foram pulando direto para a piscina. Em instantes, o ônibus inteiro nadava ali, deixando a água toda encardida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo era demais para dona Iara agüentar sem qualquer reação. Chamou o caseiro e foram fechar a alimentação da piscina. Havia uma pequena barragem com a canalização direcionada para a piscina. Com auxílio do caseiro, fechou o registro que mandava água para a piscina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entrar água, a piscina começou a baixar. O sistema de água corrente precisava de entrada de água, pois a saída era constante. Tinha que ter equilíbrio entre entrada e saída de água para manter a piscina no nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cessando a entrada da água, o nível foi baixando. As “visitas” nadando, quase não perceberam que água baixava. Ou se perceberam, não ligaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Iara ficou em sua casa, aguardando os acontecimentos. De repente a gritaria aumentou. Só que agora os gritos eram aterrorizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Que terá acontecido?” – indagou-se preocupada dona Iara. Correu até a piscina, pois temia que alguém tivesse se afogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi isso.... a água foi baixando com rapidez e só restava um pouco d'água no fundo. O que aconteceu é que, com seus 3 metros de profundidade, era impossível sair da piscina. Algumas das moças gritavam desesperadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/635774/piscinavazia.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/400/895334/piscinavazia.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pra sair da piscina foi preciso uma escada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, foi preciso arrumar uma escada para que as “visitas” pudessem sair da piscina. Deu certo a estratégia... foram todos embora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra ocasião, dona Iara estava descansando na casa, quando apareceu o caseiro, nervoso e afobado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cadê o doutor Amauri? A Jandira atolou!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que aconteceu? – perguntou dona Iara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi a Jandira que desceu e atolou no brejo. Tá afundando. Preciso do doutor Amauri!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu Deus! Será que a mulher do caseiro caiu???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iara pegou o telefone e ligou para seu esposo. O caseiro explicou, cada vez mais nervoso, o problema do atolamento da Jandira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucos minutos o Amauri chegou e foi com o caseiro lá no lugar indicado por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demoraram mais de duas horas pra retornar. Dona Iara nem sabia mais o que pensar... achava que a mulher havia morrido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Devem estar chamando a polícia” – considerou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma longa espera, surgiu o Amauri, todo sujo de barro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que aconteceu com a mulher? – perguntou preocupadíssima, dona Iara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que mulher? – estranhou Amauri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A que atolou. A Jandira! – respondeu Iara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que Jandira o quê! Quem atolou foi o trator John Deere que entrou no brejo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/56639/JohnDeere.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/400/149843/JohnDeere.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Trator John Deere&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Que confusão! O nome em inglês "John Deere" com o sotaque tatuiano do caseiro transformou-se em Jandira... e foi para o brejo! Isso, claro, só acontece em Tatuí.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-116992095010841945?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/116992095010841945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=116992095010841945&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/116992095010841945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/116992095010841945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2007/01/64-jandira-e-o-brejo.html' title='64) Jandira e o brejo'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-116966829884056822</id><published>2007-01-24T17:44:00.000-02:00</published><updated>2007-01-24T19:43:36.066-02:00</updated><title type='text'>63) Curas espirituais em Tatuí</title><content type='html'>Este fato ocorreu por volta de 1976. Havia nessa ocasião uma mulher em Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do Sul, muito famosa pelas curas espirituais que realizava. Ela fazia suas rezas e, com sua boca, literalmente “chupava” fora a doença das pessoas.&lt;br /&gt;Uma pessoa com um órgão doente ia até a mulher para se curar. Ela fazia suas rezas e, encostando sua boca sobre a pele do doente, nas proximidades do órgão com problemas, chupava fora o mal. Depois disso, cuspia o material que dessa maneira havia retirado das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As notícias de suas curas ultrapassaram fronteiras. De todo o país iam pessoas buscar a cura para suas doenças com a tal mulher. De Tatuí, nessa ocasião, partiam ônibus lotados de pessoas que iam em busca da cura para seus males. Os comentários na cidade, como em todo o país, eram sempre positivos. Parecia que a mulher tinha mesmo dom de curar pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas, então, resolveram buscar a mulher para que ela atendesse aos milhares de doentes tatuianos. Conseguiram uma casa vazia na rua Prudente de Morais, bem nas proximidades da Praça da Matriz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucesso total!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apareceram pessoas de todos os lugares. De Tatuí e das cidades vizinhas. Todos buscando solução para seus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o número de pessoas era infinitamente superior a qualquer previsão, surgiram filas enormes que davam voltas no quarteirão. Para reduzir o estresse, foram distribuídas senhas para o atendimento. A mulher ia ficar apenas 2 ou 3 dias, mas teve de estender sua passagem por Tatuí para mais de uma semana. Todo mundo apareceu por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/521581/fila.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/320/201659/fila.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A fila estava enorme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para agilizar o atendimento, a mulher passou a receber, de uma só vez, mais de uma pessoa, quando eram amigos ou familiares. Por exemplo, quando vinha uma família, todos eram atendidos de uma só vez, reduzindo o tempo de espera na fila. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que dois amigos, Juraci e Jaime, foram atendidos juntos, de uma só vez. Juraci, quando criança, teve paralisia infantil numa perna, ficando com seqüelas por toda sua vida. Quando jovem precisou da ajuda de muletas para andar. Com o tempo dispensou esse equipamento, mas arrasta um pouco essa perna ao andar. Isso impediu que jogasse futebol, mas como tinha uma bela voz, tornou-se locutor da estação tatuiana de rádio, a ZYL-5, Rádio Difusora de Tatuí. Se não jogava futebol, pelo menos irradiava jogos. Irradiava e dava palpites. O homem entendia de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, no caso do Jaime, apesar de ter pernas saudáveis, sempre foi um “perna-de-pau” quando o assunto era futebol. Nunca foi sua praia. Mas Jaime tem um problema desde a infância em suas cordas vocais. Fez dezenas de cirurgias, sem obter a cura total e efetiva. Com isto, sempre teve que se esforçar para falar. E sua voz é sempre um tanto afônica, rouca. Nada disso impediu que se tornasse advogado, profissão que exerce há mais de 25 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos, Juracy e Jaime, podem ser citados como exemplo de perseverança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, exatamente pouco antes da curandeira vir a Tatuí, o Juraci sofreu um pequeno acidente que machucou a perna sã, sendo necessário recorrer novamente às muletas. Convidou o Jaime para irem tentar a cura com a tão famosa mulher. Jaime, com esperança de escapar de mais uma cirurgia, topou imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram os dois de uma só vez. Depois de algum tempo na fila, entraram juntos para ser atendidos. Os procedimentos eram semelhantes para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/360826/BRUXARIA--feat-msg-114748238488-2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/320/407104/BRUXARIA--feat-msg-114748238488-2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O ambiente ficou avermelhado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala onde a mulher atendia estava com as janelas fechadas, na penumbra. Além da escuridão, foram estendidos alguns tapetes e forradas as paredes com panos vermelhos, criando um ambiente um tanto assustador. Havia estatuas de santos católicos e de entidades de religiões afro-brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que entraram, a curandeira perguntou seus nomes e o motivo que os levou até lá. Cada um deu a devida explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a mulher proferiu suas rezas e passou à benzedura, colocando sua boca junto ao pescoço do Jaime. Em segundos chupou alguma coisa e cuspiu. Era um material de aspectos horroroso, que disseram se tratava de carne esponjosa que estava nas cordas vocais dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, com auxilio de algumas plantas, fez alguns gestos sobre o Juraci, dando seus “passes espirituais”, efetuando os benzimentos necessários para a cura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, a mulher dirigiu-se ao altar onde estavam as estatuas e passou a rezar com mais intensidade, ficando de costas para os dois amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo disse em voz alta ao Juraci:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/323046/42-17367519.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/200/865286/42-17367519.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu Juraci, jogue fora suas muletas! – ordenou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu-se um ruído. BLAM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu Jaime, fale! - determinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutou-se o pigarrear típico do Jaime que, afônico como sempre, disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ãrrâ! Ééé... o Juraci caiu&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apesar do sucesso que fez a tal curandeira em Tatuí, não sei se alguém foi curado, mas isto é certo: nem o Juraci e nem o Jaime receberam a esperada cura!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-116966829884056822?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/116966829884056822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=116966829884056822&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/116966829884056822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/116966829884056822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2007/01/63-curas-espirituais-em-tatu.html' title='63) Curas espirituais em Tatuí'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-116663055014405461</id><published>2006-12-20T13:54:00.000-02:00</published><updated>2006-12-25T12:15:54.976-02:00</updated><title type='text'>62) O barbeiro da Elite Tatuiana</title><content type='html'>João José foi um barbeiro refinado. Sua barbearia ficava no Clube Recreativo e dava a impressão que sempre estava fechada. Mas não estava. Era sua estratégia, pois João José fechava a porta da barbearia para não ter de atender qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/164404/barbeiro2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/320/249802/barbeiro2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;João José só cortava o cabelo de doutores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A barbearia estava aberta 24 horas por dia, mas apenas para o Dr. Adriano, Dr. Simeão, Dr. Faria e todos os outros antigos doutores de Tatuí na ocasião... Ele não fazia a barba de qualquer pessoa. Era realmente um barbeiro de elite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que acabou o Clube Recreativo, João José mudou sua barbearia ali na Rua Santa Cruz, em frente ao Bar do Zeca (hoje Açougue Pops). &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/728652/cadeirabarbeiro.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/200/351336/cadeirabarbeiro.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudou de lugar, mas não mudou de convicção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não trabalhava para qualquer pessoa e mantinha-se solteiro, invicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua casa, no entanto, costumava ser local de reuniões, almoços e jantares. Neste caso, não precisava ser necessariamente uma reunião de doutores - imagine só se algum deles iria naquela farra -, mas eram os seus amigos de boemia que sempre estavam por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia apareceram o Zinho e o Geladeira, dois de seus amigos mais chegados, com um belo cabrito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Achamos esse cabrito solto na rua e trouxemos pra assar! – disse o Zinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João José na mesma hora começou a censurar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/851211/cabrito.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/200/468042/cabrito.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que é isso! – disse João com sua fala mansa. – Como é que vocês pegaram o cabritinho... E se for de uma criancinha? Ela pode estar chorando!!! – continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso não é coisa que se faça! - completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Poucas coisas entusiasmavam tanto João José quanto um cabrito assado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A argumentação do João José acabou convencendo ao Zinho e o Geladeira, que resolveram levar de volta o cabrito ao local onde o encontraram. Colocaram o cabrito no carro e já estavam quase saindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O João José, apesar da argumentação, adorava um cabrito assado. Quando ele viu que eles estavam dispostos a devolver o cabrito, disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espera um pouco! Que passe desta vez por malvadeza! Vamos comer o cabrito! – determinou João José, arrancando risos de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era solteirão invicto quanto ao casamento, mas vivia com enrolação do tipo “tico-tico no fubá”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, arrumou uma jovem chamada Jane para morar com ele. Ela ficou lá algum tempo... sei lá, talvez mais de um ano. Pouco tempo depois que romperam, ela foi ao médico, pois não se sentia bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico pediu uma série de exames e concluiu que ela estava com a doença de Chagas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhora tem uma doença infecciosa causada por um protozoário parasita chamado Trypanosoma cruzi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ãn??? Tripa-no-quê? – Jane perguntou assustada ao médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico, para simplificar, disse que ela estava com a Doença de Chagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai, doutor, mas como eu fui ficar com essa doença? – perguntou Jane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/177768/barbeiro.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/400/865196/barbeiro.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A doença de Chagas é transmitida pelo barbeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico, então, explicou a forma de transmissão da doença de maneira simplificada, pois percebeu que ela não ia entender uma linguagem mais técnica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acontece que a senhora foi contaminada por um barbeiro! – disse o médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Ela começou a pensar, considerar, remoer e nem prestou atenção ao restante das explicações. Logo que saiu do médico foi até a barbearia do João José e armou um barraco até hoje lembrado pelas pessoas que assistiram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu sem vergonha! Tava doente e não me avisou!!! – gritou a Jane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João José não estava entendendo nada daquilo e quis argumentar, dizendo que não se encontrava doente, mas a mulher não parava de gritar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não adianta negar! É uma doença mortal e o médico disse que eu fui contaminada pelo barbeiro! Claro que ele sabe quem é você. Você só atende doutor!!! – continuou a xingar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Isso só acontece em Tatuí, é claro!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-116663055014405461?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/116663055014405461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=116663055014405461&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/116663055014405461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/116663055014405461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/12/62-o-barbeiro-da-elite-tatuiana.html' title='62) O barbeiro da Elite Tatuiana'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-116618490823197650</id><published>2006-12-15T10:12:00.000-02:00</published><updated>2006-12-18T08:51:54.460-02:00</updated><title type='text'>61) Papai Noel em Tatuí</title><content type='html'>É quase Natal. O centro da cidade está movimentado o dia todo. Lojas cheias de clientes e de “papais noéis”... No ano passado, lá no Coop, vi um "papai noel" tão magro que fiquei com dó e lhe paguei uma coxinha... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comerciantes adoram esta época! É nesta ocasião que muita gente compra coisas que foi protelando o ano todo. Em dezembro o 13º salário (mesmo que só pela metade neste ano) dá uma reforçada nas finanças e vamos gastar!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as crianças, então, estes são uns dias mágicos... é a ocasião de receber presentes trazidos pelo Papai Noel. Muita coisa tem mudado nos últimos anos, mas essa tradição tem sido perpetuada, menos pelo seu sentido religioso e mais pelo comercial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/820807/presentes1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/400/349625/presentes1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os presentes eram trazidos por Noel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 50 e 60 já era mais ou menos assim. Lembro-me dos natais de minha infância. Parecia que a atmosfera mudava. Havia algo diferente no ar. O centro de encontros em Tatuí era a Praça da Matriz. Não tão movimentada quanto hoje, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lojas eram poucas, hoje há brinquedos em qualquer lugar e as crianças ganham brinquedos em qualquer ocasião. Antigamente era apenas no Natal e no aniversário... e olha lá!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo já existia a Casa dos Presentes. Era pequena ainda, mas era a referência do Natal e, por isso, enchia-se de brinquedos. Nem cabia tudo por lá... o Jonas e o seu Mário, no final dos anos 50, chegaram a alugar outros pontos para colocar os brinquedos. Eu achava que os dois irmãos eram uma espécie de ajudantes do bom velhinho... eram irmãos, mas diferentes tipos de personalidade: seu Mário era mais sério, o Jonas brincalhão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/804754/JingleBell.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/400/68350/JingleBell.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jingle Bells!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que não consigo descrever a música que tocava lá durante todo o mês de dezembro: Tlim-tlim-tlim... tlim-tlim-tlim... tlim-tlim-tlim-tlim-tlim!! Tlim-tlim-tlim... tlim-tlim-tlim...  tlim-tlim-tlim-tlim-tlim...  Jingle bells, Jingle bells... Jingle all the way!!!! Esse som entrava no ar e mudava a atmosfera: Tudo girava em torno do Natal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mês do Natal, enquanto seu Mário cuidava da administração, o Jonas fazia a criançada enlouquecer os pais pedindo presentes. Sei disso porque quando eu era criança escolhi um brinquedo magnífico na Casa dos Presentes, mas meu pai achou que era muito caro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jonas na mesma hora disse que eu poderia escolher qualquer coisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode escolher o que quiser, o Papai Noel é rico! – disse o Jonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo assim o meu pai não deixava escolher aquele tal brinquedo. Mas que coisa! Eu não entendia aquilo. Se o Papai Noel vai me dar o brinquedo, porque o meu pai não me deixava escolher o que queria? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/481749/santaclaus.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/320/959518/santaclaus.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Há uma curiosidade... enquanto Papai Noel escrevia com caneta verde, o Jonas só escreve com tinta verde!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem era a maior autoridade em Natal aqui em Tatuí? O próprio Jonas! Eu tinha uma consideração enorme para com ele. Aliás, não apenas eu, mas toda criançada de Tatuí. Pudera, ele trouxe pessoalmente o Papai Noel em Tatuí. O verdadeiro! O Jonas mandou trazer do Pólo Norte e desfilou em seu carro conversível (um Chevrolet, se não me engano) levando nada menos que o verdadeiro Noel no banco traseiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Puxa vida!” – pensei. - “Que homem importante esse Jonas!!! Amigão do Papai Noel!!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se esse homem, tão chegado do Papai Noel, dizia para eu escolher qualquer brinquedo, o meu pai não tinha nada que impedir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no final das contas, não consegui convencer o meu pai. Só que o Jonas mostrou mais um monte de brinquedos e deu um jeito para eu escolher outras coisas e acabei esquecendo daquele outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– “Ele sabe das coisas!” – considerei. – “É amigo do Papai Noel!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/1600/21529/Parker_Ink_250.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7133/1356/200/983824/Parker_Ink_250.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Acho que a tinta que o Jonas usa só é fabricada no Pólo Norte!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje o Jonas ajuda o Papai Noel. Só mudou o lado da praça. Acho que ele também aguarda o bom velhinho chegar para trazer um vidro de tinta Parker Quink verde para abastecer a sua Parker 51, a caneta que ele usava para pedir os brinquedos do Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A criançada pode escolher o que quiser, porque o Jonas já disse que o Papai Noel é rico!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de encerrar tenho que lembrar que há um paradoxo no Natal, pois o foco das celebrações foi desviado para o Papai Noel, para a ceia e para os presentes. O personagem principal, Jesus, foi deixado de lado. A data tem sido mais utilizada em um enfoque comercial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, todos se lembram primeiramente das festas, das comemorações, dos encontros com parentes, amigos, confraternizações com colegas e, se sobrar algum tempinho, dedicam ao homenageado principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FELIZ NATAL!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-116618490823197650?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/116618490823197650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=116618490823197650&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/116618490823197650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/116618490823197650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/12/61-papai-noel-em-tatu.html' title='61) Papai Noel em Tatuí'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-116089270367593444</id><published>2006-10-15T03:04:00.000-03:00</published><updated>2006-11-04T17:13:05.543-03:00</updated><title type='text'>60) O caso do DOPS em Tatuí</title><content type='html'>As coisas nem sempre foram pacíficas em Tatuí. Vez por outra a cidade fica dividida pela metade. Uns a favor disto e outros a favor daquilo. No final da década de 50 e parte da década de 60 a cidade esteve dividida entre Junqueiristas e Lisboístas. Facções irreconciliáveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou tocar nos méritos ou deméritos deste ou daquele. O que interessa é mostrar como era o ambiente político da cidade nessa ocasião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu que, dentre as diversas encrencas que esta ou aquela facção política “criava”, havia um problema bastante sério que removeu a cidade dos trilhos do progresso e cujos efeitos ainda podem ser percebidos: Apesar de ser uma das primeiras cidades a receber iluminação elétrica, devido ao pioneirismo dos Guedes, a geração de energia elétrica resumia-se à barragem de Cerquilho e, com isto, faltava energia em Tatuí e tudo foi se estagnando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente projetada para atender a Tatuí do final do século XIX e início do século XX, quando entrou na década de 1950, sem qualquer ampliação na geração de energia, a Companhia San Juan de Força e Luz, então proprietária da usina e concessionária de energia, fornecia eletricidade também para Cerquilho e Tietê. A capacidade não dava para uma cidade e estava atendendo três!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabaram-se as indústrias de Tatuí, que até esse época ainda era uma cidade industrial. Outros centros, que contavam com energia elétrica suficiente, progrediram e Tatuí regrediu!!! Regrediu mesmo, porque até a primeira metade do século XX era cidade industrial, considerada "cidade rica". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cia. San Juan era apoiada pelo Junqueira (e pelos junqueristas). O outro lado, na ocasião prefeito de Tatuí, João Lisboa, tentava mudar as coisas, mas a politicagem tatuiana impedia. Deu um jeito de encampar a San Juan e a Prefeitura assumiu a distribuição de eletricidade em Tatuí, passando também a receber as contas de luz (Lisboa, foi apelidado de "João Luz Boa"). Com isto começaram as encrencas que fazem fundo a este caso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógico que o pessoal da San Juan não aceitou perder a concessão de braços cruzados. Apoiados pelo junqueirismo, entraram em contenda com o prefeito João Lisboa em uma queda de braços que se estendeu por alguns anos. Enquanto eles brigavam, as luzes de Tatuí pareciam “uns tomatezinhos”, umas "bolinhas avermelhadinhas" que não iluminavam coisa alguma. A coisa mais comum em Tatuí era o blackout! O apagão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da estrada quase nem se via a cidade à noite, tão fraca era a iluminação. E o povo brigando. Só porque era “do meu lado” ou “contra o meu lado” havia o emperra-emperra... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a San Juan ganhou na justiça o direito de retomar a companhia de eletricidade, não conseguia retomar sua posse. Tinha de ser na marra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O juiz que ordenou a reintegração de posse em favor da San Juan recorreu ao DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) que enviou um caminhão lotado de soldados armados com fuzis e metralhadoras, para cumprir a reintegração de posse, para retomar a companhia e proceder ao desligamento das ligações de luz dos consumidores que haviam pago na prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/dopsnarua.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/dopsnarua.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Os soldados do DOPS patrulhavam Tatuí&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saíam como se fosse uma procissão... soldados armados, funcionários da San Juan com escadas para subir nos postes e cortar fios elétricos, e uma multidão de curiosos (eu pelo meio). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quantas vezes o DOPS veio a Tatuí, mas foram diversas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em uma dessas ocasiões, depois de descerem do caminhão (daqueles caminhões que transportam tropas) dirigiram-se à Praça da Matriz. Ficaram lá aguardando ordens... conversando e sendo foco da curiosidade dos tatuianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/caradepau.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/caradepau.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Esse é cara de pau!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, quando estavam todos ali pela praça, apareceu o Rubens Pasqualotte, nessa época com seus vinte e poucos anos, vestindo terno preto, gravata e óculos escuros. Ele estava na “estica”, como dizia a gíria da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o danado do Rubens Pasqualotte sempre foi um brincalhão de primeira categoria. Aproximou-se dos soldados do DOPS, fazendo cara muito séria e andando com passo firme. Parou e gritou com todos os pulmões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- SENTIDO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os soldados, condicionados à ordem unida, foram ficando em forma, quase que automaticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles não conheciam quem iria liderá-los em suas atividade em Tatuí. Na verdade, a tropa, geralmente nem sabe o que vai fazer... só obedece ordens!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/OrdemUnida.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/OrdemUnida.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Rubens Pasqualotte, vestindo terno, comandava o pelotão do DOPS&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do Rubens não estar fardado, era comum que os soldados do DOPS fossem comandados pelo pessoal da “secreta”, dos serviços de espionagem... Eles não questionaram coisa alguma. Soldado não questiona, obedece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubens percebeu que eles haviam acreditado e começou dar ordem unida aos soldados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- SENTIDO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- MEIA VOLTA, VOLVER!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ORDINÁRIO, MARCHE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim por diante. Mas não abusou. Fez o pelotão marchar uns metros e ordenou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ALTO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pararam todos na mesma hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rubens, com a maior cara de pau, passou uma descompostura nos soldados, por estarem conversando displicentemente na praça e ordenou que saíssem em patrulha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- NÃO QUERO NINGUÉM PARADO! – ordenou Rubens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- SAI TODO MUNDO PATRULHANDO A CIDADE DE QUATRO EM QUATRO! – continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandou o pessoal sair de forma e ir patrulhar a cidade andando em grupos de quatro... E assim foram eles. Quatro pra cá, quatro pra lá, quatro acolá!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saíram da praça, o Rubens, que não é bobo, sumiu do mapa. Os soldados patrulharam a cidade durante mais de uma hora, até que apareceu o comandante verdadeiro e reverteu a situação. &lt;br /&gt;A cidade toda ria dos soldados que haviam passado por tolos sob as “ordens” do Rubens Pasqualotte. &lt;br /&gt;O comandante do DOPS tentou encontrar o engraçadinho que havia feito tamanha desfeita à tropa de elite do principal órgão de segurança paulista e que se tornou o instrumento-símbolo da ditadura militar na repressão de opositores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E o Pasqualotte? Ah, sumiu mesmo! Ficou escondido uns dias, pois o castigo para aquilo que havia feito seria, no mínimo, umas horas no “pau-de-arara”!!! Eu, hein???&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-116089270367593444?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/116089270367593444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=116089270367593444&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/116089270367593444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/116089270367593444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/10/60-o-caso-do-dops-em-tatu.html' title='60) O caso do DOPS em Tatuí'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-115655320171429702</id><published>2006-08-25T21:40:00.000-03:00</published><updated>2007-03-16T10:32:58.476-03:00</updated><title type='text'>59) Vá plantar bat... digo, ervilhas!</title><content type='html'>Há pouco mais de trinta anos, um quarteto tatuiano resolveu ganhar a vida na lavoura. Mais precisamente plantando ervilhas. Ótimo! Ervilhas dão um bom lucro.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/ervilhas1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/ervilhas1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os lavradores componentes do fantástico quarteto eram o Acassilzinho, Luis Carlos (Pelé), Máximo e o Joaquim. Ninguém lembra de quem partiu a idéia, mas todos estavam empenhados nessa empreitada, cada um deles com um plano diferente para aplicar o dinheiro que ganhariam com a venda desse vegetal…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos tinham planos definidos para fazer com todo dinheiro que pretendiam ganhar (seria muito dinheiro, de acordo com os planos do quarteto). O Joaquim disse que iria comprar uma calça da Gledson, para “abafar” em Tatuí... O Pelé queria guardar dinheiro para comprar um caminhão. Já o Máximo ia comprar uma TV colorida, que nessa época era algo bastante caro. Só não sei em que o Acassilzinho pretendia investir... ia só gastar, talvez... Claro que ia dar para muita coisa, pois, de acordo com as projeções que fizeram iam ganhar muito, mas muito dinheiro!!! Iam gastar bastante e ainda sobraria muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção inicial seria em uma pequena parte do sítio do Acassil (pai do Acassilzinho, claro), mas de acordo com os planos do plantadores, em pouco tempo estariam plantando no terreno todo. Se preciso, arrendariam mais alguma propriedade para plantar as ervilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preparo do terreno foi bastante complicado e trabalhoso. O local escolhido era um tanto pedregoso e cheio de raízes de plantas antigas… Deu uma mão-de-obra terrível. Os lavradores, que nessa época tinham por volta de 15 anos, esforçaram-se demais para afofar aquele terreno duro como pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O difícil trabalho de preparação da terra durou longos 2 finais de semana. Os meninos trabalharam como gente grande!!! Já pensavam em abandonar a escola para trabalhar… esse negócio de ficar a semana inteira na cidade, estudando, estava atrapalhando os planos de enriquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/enxada.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/enxada.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Trabalhavam tanto que gastaram diversas enxadas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora faltava apenas plantar. Iam aproveitar o final de semana para isso. Voltaram ao sítio na sexta-feira à tardinha. Examinaram o local onde fariam a roça de ervilhas, acertaram as sementes, prepararam as ferramentas… Animação total!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos levantar de madrugada para trabalhar! – disse o Máximo – Assim terminamos logo e vamos nadar no tanque! – completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa idéia! – concordaram todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim fizeram. Mexeram aqui e ali e foram dormir bem cedo. Para levantar antes de amanhecer, ajustaram o despertador para tocar antes das 5 e meia da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse final de semana, o Acassil (pai) foi com amigos passar a noite no sítio, conversando. Foram lá o Zé Reiner e o professor Firmo Del Fiol. Conversa e mais conversa, assuntos e mais assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jantaram tarde e ficaram rodeando a mesa até a madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/bule.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/bule.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O bule estava vazio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto das 2 horas da manhã, o sono começou a incomodar o Zé Reiner, que pensou em tomar um pouco de café. Mas não sobrou nem um pingo no bule…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faça café! – disse o Acassil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ninguém sabia fazer… O especialista em café ali era o Luís Carlos, que dormia como um anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou acordar o Pelé! – disse o Zé Reiner, indo em direção ao quarto onde dormiam os quatro lavradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô Pelé! Acorde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada… todos dormiam pesadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/mudandohora.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/mudandohora.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Zé Reiner adiantou a hora no despertador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zé Reiner pegou o despertador que estava preparado para tocar no final da madrugada e adiantou a hora. Naquele momento passava pouco das 2 horas, mas ele adiantou até 5h25, mais ou menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali a uns poucos minutos despertou. TRRIIIIIMMMMM !!!! Que barulho irritante!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/80344-24.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/80344-24.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os quatro dorminhocos levantaram, com muita preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos tomar café e trabalhar. Já está quase amanhecendo! – disse Acassilzinho, com os olhos ainda grudados…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís Carlos, especialista em café, foi para a cozinha e preparou um belo bule de café, bem forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acassil e os amigos ficaram bem quietos. Não disseram coisa alguma sobre o horário real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, os quatro sairam da casa. Estavam quase tropeçando na escuridão, mas o sol não devia tardar a surgir…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram andando, com bastante dificuldade, no caminho para a roça. Estava muito escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Joaquim, intrigado com a escuridão, disse que naquele dia estava acontecendo um eclipse do sol… Não tinha outra explicação aquela demora para clarear. E o pior de tudo que esse eclipse solar acontecia na madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estavam com lanternas, acabaram chegando no local da plantação. Sentaram-se para esperar o sol nascer e, então, trabalhar com as sementes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram mais de uma hora sentados na escuridão. Nada do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Melhor voltar para casa! – disse o Máximo. Alguma coisa aconteceu com o mundo nesta noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será o fim do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/eclipse.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/eclipse.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A única explicação que encontraram foi um terrível eclipse solar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaram apressadamente para a casa do sítio. Ainda estava bem escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que será que aconteceu com o sol? – perguntaram ao Acassil.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/dinheiroemarvore.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/dinheiroemarvore.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não obtiveram respostas… os três estavam sem fôlego de tanto rir com a situação…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de descobrir o que havia acontecido, voltaram deitar… mas não dormiram quase nada e o sol apareceu. Levantaram-se, com muito sono, e foram plantar ervilhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O quarteto não conseguiu plantar a pretendida "árvore de dinheiro"!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E o resultado da plantação? ZERO, claro. Alguma coisa saiu errado. A plantação não vingou. Plantaram um saco de sementes e colheram meio saco de ervilhas em vagem!!! Foi só trabalho. KKKK!!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-115655320171429702?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/115655320171429702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=115655320171429702&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115655320171429702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115655320171429702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/08/59-v-plantar-bat-digo-ervilhas.html' title='59) Vá plantar bat... digo, ervilhas!'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-115654197212731945</id><published>2006-08-25T18:37:00.006-03:00</published><updated>2009-03-22T09:57:37.657-03:00</updated><title type='text'>58) Arranca-rabo</title><content type='html'>Em 1968 fomos, eu e o Pingo, estudar fora de Tatuí. Não estávamos com notas boas em matemática e resolvemos fugir da dona Brasilisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, qualquer lugar é mais fácil que no Barão de Suruí! – consideramos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/matematica.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/matematica.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As aulas de matemática com a Brasilísia eram terríveis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa ocasião, o Barão de Suruí era uma escola de alto padrão, algo incomparável às escolas públicas da atualidade. E todas escolas públicas eram assim. Quem desejasse aprender realmente tinha que se manter nas escolas públicas. Escolas particulares eram conhecidas pelo apelido de PPP (Papai Pagou, Passou!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, no segundo semestre de 68 estávamos matriculados no Ginásio “Presidente Arthur da Silva Bernardes”, de Cerquilho. Não era uma escola pequena, mas bem menor que o Ginasião de Tatuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro dia de aula nos trouxe algumas surpresas. Ao entrarmos na escola não ouvimos nenhum ruído. Claro que já chegamos atrasados no primeiro dia. Não havia barulho algum e, com isto, imaginamos que não estavam tendo aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oba! Não tem aulas no primeiro dia! – animado, o Pingo comentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/psiu.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/psiu.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A escola era mais silenciosa que um hospital&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que acontecia é que havia rigorosa disciplina e os alunos assistiam às aulas em silêncio. Parecia um hospital! Logo um inspetor de alunos nos conduziu até a classe. É uma sensação esquisita entrar em uma sala de aula estranha. Nós éramos desconhecidos da classe e todos os alunos nos eram desconhecidos. Fomos examinados dos pés à cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensava que em outra escola seria mais fácil que em Tatuí. Mas não foi assim. Pelo contrário, em Cerquilho a coisa era ainda mais difícil e a disciplina mais rigorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não trocamos seis por meia dúzia. Foi algo como trocar o ruim pelo pior. Cada aula uma surpresa. Seria preciso estudar, estudar, estudar. Em pouco tempo nós dois pensamos em voltar para Tatuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas aconteceu uma coisa para que continuássemos em Cerquilho. Fizemos sucesso com a meninada. A avenida que vai da praça da Matriz até o ginásio tinha uns 5 ou 6 quarteirões. Eram poucas as casas naquele tempo e a prefeitura exigiu que os proprietários fizessem muros. A coisa lá ficou parecendo época de eleição. Os muros estavam todos pichados: Pingo e Fulana; Fran e Cicrana; Pingo e Beltrana; Fran e Fulana Maria; Pingo e Célia... por sinal, é com a Célia que o Pingo está casado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, se com 16 anos não acontecesse isso, não seria agora que iríamos fazer algum sucesso... agora? Chééééé!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/regendo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/regendo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A professora de música parecia pensar que regia uma orquestra em uma classe sem instrumentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, se em Tatuí as aulas de matemática eram complicadas, em Cerquilho até mesmo as aulas de música ou de artes tinham um milhão de coisas para fazer. Tarefas? Arre! Todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a matemática? O professor Mazzer era alguma coisa como dona Brasilisia elevada ao quadrado! Por falar nisso, um dia o tal professor pediu para eu ir resolver uma raiz quadrada na lousa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/42-16028044.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/42-16028044.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Venha aqui e faça uma raiz quadrada! – disse o professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As aulas de matemática em Cerquilho eram mais complicadas que em Tatuí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei e fui até a lousa. Em vez de resolver o problema – eu não sabia, diga-se de passagem, - desenhei uma pequena árvore com a raiz dentro de um quadrado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui está a raiz quadrada! – falei para o professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fora daqui! – foi sua única resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/70549-104.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/70549-104.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O professor de Artes não deixava ninguém ficar parado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aconteceu um fato interessante que vou contar. As aulas de Artes Manuais (ou Trabalhos Manuais) com o professor Paulo Coelho eram trabalhosas, para dizer o mínimo. O professor devia ter “bicho carpinteiro”, pois não deixava ficar um minuto sem atividades. O homem parecia ser hiperativo e queria que todos fossem assim. Inventava coisas o tempo todo. O professor Paulo também morava em Tatuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/escova1.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/escova1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O professor mandou fazermos escovas com crina de cavalo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro, no entanto, que resolveu mandar os alunos fazerem uma escova de crina. Dessas que servem para escovar roupas. Deu as medidas e mandou que comprássemos madeira para as escovas e as cerdas deveriam ser de crina de cavalo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crina de cavalo!!! Onde encontrar isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos, eu e o Pingo, no bairro do Lavapés, aqui em Tatuí, onde havia um ponto de carroceiros. Pedimos para todos, mas ninguém quis cortar a crina de seu cavalo para nós fazermos o trabalho escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/OLhaORabo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/OLhaORabo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O cavalo que pastava atrás da escola tinha um belo rabo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparecemos na escola sem a danada crina. O professor, fuzilando com os olhos, disse que sem isso não entraríamos na aula e o resultado seria zero na certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na frente do ginásio de Cerquilho tinha um pipoqueiro que vinha todos os dias com um cavalo puxando sua carrocinha de pipocas. Era um cavalo branco. O pipoqueiro passava o dia todo na frente do ginásio, enquanto que seu cavalo ficava pastando no fundo do ginásio, onde havia um campo com grama. Engordava a olhos vistos naquele pasto verdinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crina do tal cavalo estava aparada. Mas tinha um rabo imenso!!! Resolvemos aproveitar que o cavalo estava ali, dando sopa, e arrumar o material para as aulas de Artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranjamos uma tesoura e vupt, cortamos o rabo do cavalo. Seria preciso material para duas escovas e, assim, não deu para economizar. Deixamos o “pitoco” pastando. O cavalo e as moscas, pois não conseguia mais espantar moscas com o rabicó que sobrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/AntesDepois.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/AntesDepois.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O cavalo do pipoqueiro ficou pitoco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora da aula o professor ficou contente conosco. Ainda mais que todo mundo havia levado crina de cor escura e só nós aparecemos com crina branca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com esse material a escova ficará excelente! disse o professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ficamos lá, fazendo furos na madeira para enfiar os pêlos do cavalo e fazer a tal escova. Fura aqui e ali... De repente entrou o inspetor de alunos e foi falar com o professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem um senhor na diretoria reclamando que cortaram o rabo do seu cavalo! – disse o inspetor de alunos ao professor – A diretora vem vindo aqui conversar com o senhor. – completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora “gelou” a barriga. Combinamos, eu e o Pingo, em negar qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns minutos depois apareceu a diretora com o pipoqueiro. A mulher perguntou para a classe quem havia cortado o rabo do cavalo do pipoqueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio total! Ninguém se manifestava. Eu fiquei bem quieto. O Pingo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher insistia em saber. Senão ia suspender a classe toda. O pesado silêncio continuava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso o pipoqueiro falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O meu cavalo tinha o rabo branco. É só procurar uma escova com pêlos brancos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, a “casa caiu”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a minha escova e a do Pingo tinham cerdas brancas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/42-15270417.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/42-15270417.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Não gostei desta história!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos lá para diretoria. Argumentamos que ninguém arrumou crina. Que o professor ia dar zero. Que isto e que aquilo... acabamos saindo com um belo sermão, mas não levamos suspensão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E o cavalo? O coitado ficou lá, feio pra danar, pitoco, envolto em uma nuvem de mosquitos...&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ah, e quando saimos da escola ela não era mais tão silenciosa quanto antes... Foi essa a nossa contribuição para Cerquilho!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-115654197212731945?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/115654197212731945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=115654197212731945&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115654197212731945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115654197212731945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/08/58-arranca-rabo_25.html' title='58) Arranca-rabo'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-115420173473919700</id><published>2006-07-29T16:08:00.000-03:00</published><updated>2006-11-04T17:30:40.270-03:00</updated><title type='text'>57) O caso da privada dourada</title><content type='html'>O casarão dos Guedes é uma verdadeira jóia. Não que seu estilo arquitetônico apresente alguma forma diferente, mas sua imponência é inegável. É um desatino o que está acontecendo com esse imóvel, abandonado e sendo destruído ora por invasores, ora pela ação do tempo. Sua restauração representa a preservação da memória histórica de um período importante de Tatuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Foto19.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/Foto19.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O casarão está abandonado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos atrás, no final da década de 60, o casarão era habitado esporadicamente, mas havia constante conservação. Problemas ocorridos com o conjunto da Fábrica São Martinho, pertencente aos mesmos proprietários do casarão, provocaram o abandono do imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conservatório de Tatuí estava instalado ali perto, na esquina de cima, em outra casa pertencente aos Guedes. Só que não havia espaço para aulas de todos instrumentos, principalmente devido ao barulho provocado pelo alunos de instrumentos de sopro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, também era aproveitada a área externa do casarão, onde ficavam as garagens e dormitórios de empregados, para as aulas de instrumentos de sopro. Eu mesmo andei por lá, tentando aprender a tocar trompete (piston, como chamavam na época). Mas não fui muito longe com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos músicos de hoje passaram pelas aulas do professor Coelho naquele local, onde também ensaiava a gloriosa Banda Santa Cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu, certa ocasião, uma festividade qualquer por lá. Muita gente aproveitou para entrar naquela propriedade, mais para conhecer que simplesmente ouvir a banda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Fg168.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/Fg168.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mé, cigano famoso como tocador de baixo-tuba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma retreta, os músicos guardaram seus instrumentos e passaram a consumir o chope, que era generosamente servido a todos. Mé, cigano erradicado em Tatuí e considerado o “maior tocador de baixo-tuba do Ramal de Itararé”, não poderia faltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem da apresentação musical e muito menos da rodada de chope, além dos salgadinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeloso com seu instrumento, escondeu-o em um cômodo do casarão, pensando que lá ninguém entraria.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/2050.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/2050.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois, o maestro chamou os músicos da banda para tocar. Quando o Mé foi buscar seu instrumento, sentiu um cheiro estranho. Ao pegar a tuba, percebeu que estava molhada com um líquido mal-cheiroso e empastado com algo ainda mais fedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mé deixou sua tuba no chão de um quarto escuro e foi tomar chope&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidadosamente lavou a tuba e, bastante contrariado, foi tocar junto do resto da banda. Reclamou com os colegas do ocorrido, mas ninguém havia uma explicação para o fato. Uma molecagem, imaginaram todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa prosseguiu mais algum tempo. Mas acabou o chope, os salgadinhos e o fôlego dos músicos. Quase todos já havia saído. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos músicos estava desmontando seu trompete e guardando-o no estojo, quando escutou alguém comentando com um amigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Fg062.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/Fg062.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Que privada estranha!!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Puxa, o casarão é tão grande dentro e muito chique! Fui ao banheiro, estava um pouco escuro, mas a privada era toda dourada! Nunca vi algo semelhante! – contava esse alguém ao amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Sousaphone.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/Sousaphone.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A tuba, para o Mé, era uma verdadeira jóia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só que essa privada não é muito confortável! Tive que fazer minhas necessidades meio que equilibrando o corpo, pois não dava para sentar direito no vaso! – continuou explicando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TLIM!!! No mesmo instante caiu a ficha do trompetista. Descobriu o que havia acontecido com a tuba do Mé Cigano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mé! – gritou. – Descobri o que aconteceu. Aquele sujeito c.... na sua tuba, pensando que era uma privada folheada a ouro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Durante o resto daquele dia Mé cuspiu sem parar, lembrando que soprou seu instrumento durante horas... Será que isso aconteceu??? Éca!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-115420173473919700?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/115420173473919700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=115420173473919700&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115420173473919700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115420173473919700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/07/57-o-caso-da-privada-dourada.html' title='57) O caso da privada dourada'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-115414041120445280</id><published>2006-07-28T23:16:00.000-03:00</published><updated>2007-09-30T14:13:19.919-03:00</updated><title type='text'>56) A mirabolante viagem do caminhão porcadeiro</title><content type='html'>Helio Vieira foi um dos corretores de maior sucesso em Tatuí. Aliás, se tudo que contava correspondesse à realidade e os negócios que dizia ter feito fossem reais e concretizados, Helio teria sido o maior corretor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/barao1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/barao1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Helio contava passagens de fazer corar o famoso Barão de Münchausen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ser corretor fez um pouco de tudo. Na década de 60 lidava com suínos. Tinha alguns caminhões que transportava suínos, três F-600 com carroceria apropriada para transporte desses animais. Uma carga bastante mal-cheirosa, mas lucrativa. Certa ocasião encostou os caminhões na Praça da Santa e fotografou sua frota. Ele orgulhava-se dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente as atividades relacionadas à suinocultura modificaram-se bastante, transformando esse tipo de negócio. Para completar, os grandes centros produtores estão localizados nas proximidades de importantes frigoríficos, quase que eliminando os caminhões “porcadeiros” em nossa região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/42-15312609.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/42-15312609.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Caminhão "porcadeiro"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em determinada época, a carne suína estava em alta, principalmente devido ao controle sanitário entre fronteiras estaduais, buscando o controle da saúde dos rebanhos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helio estava retornando do Paraná a Tatuí com um de seus caminhões carregado da mal-cheirosa carga. Ao chegar na ponte que liga o Paraná a São Paulo havia uma barreira de fiscalização que impediu que continuasse sua viagem. Devido a uma doença do animal, estavam proibidas as viagens entre os estados da Região Sul e São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/humor36.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/humor36.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Tsk! Tsk! Essa história não está bem contada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helio tentou argumentar de todas as maneiras. Ele, bom de papo como era, pensou que conseguiria que lhe permitissem passar com seus porcos. Negativo! Não pode passar. Deveria retornar ao local de origem dos animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo ia transformar sua viagem em um grande prejuízo. Não poderia voltar, tinha que encontrar uma maneira. E encontrou. Fez um plano para passar pela fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou até Sengés e alugou um ônibus de 40 lugares. Passou em um armazém e comprou 40 chapéus de palha e alguns metros de corda. Estacionou o ônibus perto do caminhão e quando entardeceu foi retirando os porcos, um a um, e colocando cada um deles amarrado no banco do ônibus, como que estivessem sentados. Comprou algumas roupas usadas em um bazar e vestiu os porcos que ficariam nas primeiras fileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/humor61.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/humor61.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os porcos estavam todos vestidos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocupou todos os lugares com os porcos sentados, devidamente amarrados aos bancos, impossibilitados de sair. Nesse momento a noite já estava escura. Tudo estava preparado. Só faltavam os disfarces. Colocou um chapéu em cada um dos porcos e mandou o motorista partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barulho dentro do ônibus era imenso, assim como grande era o cheiro ruim que exalava do veículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helio sentou-se na primeira fileira, junto com um de seus empregados. O caminhão seguia o ônibus, viajando vazio. Quando o ônibus chegou à barreira, um policial deu sinal para que este parasse no acostamento. Assim que parou, Helio desceu rapidamente e começou a conversar com o guarda, enchendo o tal de conversa para que não entrasse no veículo para inspecionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é, seu guarda, é uma excursão de velhinhos de Tatuí e estamos voltando... tá todo mundo cansado! - explicava Helio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O policial ia entrando no ônibus, estava já no primeiro degrau. Helio colocando-se a frente do mesmo, argumentou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá todo mundo dormindo! – disse Helio ao policial – Escute só como roncam! – complementou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/42-15271849.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/42-15271849.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;KKKK Faz-me rir!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, acreditando que eram passageiros  dormindo a sono profundo, roncando como nunca, resolveu deixar o ônibus seguir adiante. Não iria perturbar o sono daqueles que pensava ser alguns velhinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Arre! Que porcaria! Só faltava essa!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-115414041120445280?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/115414041120445280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=115414041120445280&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115414041120445280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115414041120445280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/07/56-mirabolante-viagem-do-caminho.html' title='56) A mirabolante viagem do caminhão porcadeiro'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-115395960397794244</id><published>2006-07-26T21:07:00.000-03:00</published><updated>2007-10-01T22:11:50.919-03:00</updated><title type='text'>55) O Show de Elba Ramalho</title><content type='html'>Anualmente acontece em Tatuí o Festival de MPB, promovido pelo Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”. Tornou-se um dos principais eventos do gênero no Brasil. Juntamente com o concurso de novas composições há apresentações de artistas famosos da MPB. Em cada edição acontecem shows que atraem muitos fãs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/28032006_tatui_home.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/28032006_tatui_home.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Auditório do Conservatório de Tatuí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este caso aconteceu em 2001, quando Elba Ramalho veio a Tatuí fazer um show no auditório do Conservatório. Foi combinado que um táxi iria buscar a cantora no aeroporto de Guarulhos. Cristiano, funcionário do Conservatório, já havia agendado o táxi. Escolheu um Santana novinho em folha. Era o melhor táxi da cidade. Claro, a artista merecia ser bem tratada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com bastante antecedência, Cristiano chegou a São Paulo. O taxista, cujo nome omitirei por óbvios motivos, deixou-o no aeroporto e foi ao estacionamento. Só que ele não quis ficar no estacionamento ali dentro do aeroporto para não pagar. Queria “lucrar um extra”! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu preciso que você venha imediatamente quando a Elba chegar! – disse Cristiano bastante preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tem problema, você liga em meu celular que eu chego num instante! – retrucou o "econômico" motorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tranqüilizou muito pouco ao Cris, que estava um tanto desconfiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois, aterrisa o avião com a Elba. Veio ela e o marido Gaetano. Cristiano imediatamente ligou ao motorista, para que ele viesse imediatamente para pegá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/elbagaetano.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/elbagaetano.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Elba Ramalho e Gaetano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada de Elba provocou algum tumulto no aeroporto. Sempre é assim quando famosos aparecem. As pessoas ficam fora de si... querem tirar fotos juntos, autógrafos, conversar e mil-e-uma coisas mais. É incrível! Parece que a simples presença de um famoso é suficiente para emburrecer uma multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram direto para o local de embarque, mas o táxi não estava lá. Ficaram esperando um  pouco, enquanto Cristiano ligava mais uma vez ao taxista, já desesperado com a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enquanto isso ia juntando gente e o táxi não chegava. O motorista parou longe demais e o trânsito naquele momento estava travado. Além disto, a fila de táxis era imensa... andavam a passos de tartaruga. Com isto, Elba assustava-se com a multidão que a cercava. Não haviam preparado seguranças especiais, pois seriam apenas um “desce aqui e sobe ali”... Cadê o táxi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Guarulhos_2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/Guarulhos_2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A fila de táxis no aeroporto era imensa e o de Tatuí estava bem atrás&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já demorava perto de meia hora. Elba disse para o Cristiano chamar outro carro, mas ele argumentou que este já estava certo (e pago) desde Tatuí. Ele não tinha o que fazer a não ser rezar mentalmente para o carro chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligou inúmeras vezes. Em todas a mesma resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais uns minutinhos e estou aí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não chegava!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristiano costuma ficar enrubescido com facilidade. Naquele momento sua cor passava do pálido “branco susto” ao roxo “vergonha” em segundos. A mulher parecia enlouquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Gaetano? Esse estava a um instante de bater no Cristiano, naquele momento o culpado de todos seus problemas. Resmungava o tempo todo... praguejava, xingava... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, com um atraso de uns 45 minutos chegou o táxi. Preciso frisar que foram quarenta e cinco looooongos minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minutos estavam partindo para Tatuí. A cor do Cristiano parecia estabilizar naquele róseo normal. Logo estavam na Castelo Branco. Em pouco tempo chegariam em Tatuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O danado do motorista, entretanto, não parava com as gafes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dona Elba, a senhora isto, dona Elba, a senhora aquilo? – incessantemente perguntava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher, irritadíssima respondia secamente aquele interrogatório. Foi necessário que Gaetano desse um toque bem sutil... do tipo “o senhor pode ficar quieto um pouco”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/castelo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/castelo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Rodovia Castelo Branco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que ainda havia um papelão reservado pelo danado motorista. Ele não ligou o "desconfiômetro"! Quando aproximavam-se do pedágio de Boituva, o artistão resolveu entrar em uma estradinha de terra para economizar o valor do pedágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é isso? Onde vocês estão me levando? – assustada, Elba gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É um assalto? Um seqüestro? – perguntou Gaetano, que se continha o quanto podia para não arrebentar a cara do taxista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É apenas um “atáio” que eu peguei pra senhora chegar mais depressa, dona Elba! – explicou o taxista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cor do Cristiano, que já havia ido do pálido ao roxo mais de 50 vezes durante a viagem, desapareceu completamente: depois de ficar verde, estava quase transparente de vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uns pulos aqui, uma poeira ali, um salto no banco acolá e voltaram à estrada.... logo estavam em Tatuí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que desceu do carro, em frente ao Hotel Del Fiol, Gaetano disse ao Cristiano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nesse carro nós não voltamos de maneira alguma. Arrume outro! – determinou.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/elbaramalho.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/elbaramalho.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tiveram que chamar um táxi Omega de Sorocaba para levar a Elba de volta a São Paulo. E o taxista artistão? Este nunca mais foi chamado pelo Conservatório. Tanto que economizou com estacionamento e pedágio que conseguiu: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não vai precisar mais pagar por isso, pois não viaja mais com o Cris!!!&lt;/span&gt; Só em Tatuí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ainda bem que no palco Elba Ramalho esqueceu-se desse episódio e arrasou!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-115395960397794244?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/115395960397794244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=115395960397794244&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115395960397794244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115395960397794244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/07/55-o-show-de-elba-ramalho.html' title='55) O Show de Elba Ramalho'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-115332103714106082</id><published>2006-07-19T11:49:00.000-03:00</published><updated>2006-07-23T23:36:12.586-03:00</updated><title type='text'>54) Lendas Urbanas: o urubu no cinema</title><content type='html'>Quem me contou o ocorrido, tintim por tintim, foi o Tucunduva, policial de Tatuí já falecido. Ele estava completamente por dentro dos fatos, ainda mais que costumava dar plantão nos cinemas de Tatuí, local da ocorrência do fato que irei lembrar. Infelizmente, ele disse que não estava de plantão na noite dos fatos. Mas sabia de tudo detalhadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começavam as sessões no Cine São Martinho, todas lotadas, diga-se de passagem, apareciam algumas propagandas, trailers, curtas metragens esportivos do Canal 100 e, ainda, capítulos dos seriados da época (Flash Gordon, Fantasma, Dick Tracy, Capitão Marvel, Rintintin, Garra de Ferro, Tarzan, Zorro, Cavaleiro Mascarado, Mandrake, Fu Manchu, X9, Besouro Verde, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/RINTINTIN.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/RINTINTIN.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Rintintin passava também na TV, no começo da decadência dos cinemas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema era uma das principais opções de entretenimento. Nem precisava ser filme recém lançado para lotar cinemas. Famílias inteiras iam juntas ao cinema. A vida social era regulada pelo horários das sessões. Em Tatuí havia 3 cinemas: Cine São Martinho (onde hoje é o Banco Itaú), Cine São José (onde é atualmente o Supermercado Lorenzetti) e o Cine Santa Helena, ressuscitado há poucos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes do Mazzaropi, por exemplo, lotavam todos os cinemas no Brasil inteiro. O homem era tão organizado que enviava seus fiscais para controlar as bilheterias e não perder receita. De bobo só tinha tipo. Espertíssimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/mazzaropi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/mazzaropi.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;De bobo Mazzaropi só tinha a cara!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imensa maioria dos filmes vinha de Hollywood. Os grandes estúdios, como Metro Goldwyn Mayer, Universal Films, Warner Bros, Fox, Columbia, Paramount, eram todos íntimos dos espectadores. Mas havia um especial, que atraia a atenção de todos quando apresentava sua vinheta: o estúdio Condor Films. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparecia a animação de um condor pousado em um galho. A platéia toda gritava: Xô! Xô! Xô! E riam no momento em que a ave batia suas asas e voava, dando a impressão que a haviam assustado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/condor1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/condor1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O condor aparecia pousado em um galho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vôo do condor deu inspiração para o caso contado pelo Tucunduva. No final da década de 60, soltaram um urubu no Cine São Martinho de Tatuí. A ave foi introduzida por uma fresta da porta lateral (que dava para a Rua José Bonifácio) dentro de uma caixa de sapatos. No momento em que abriram a caixa de sapatos, o urubu, assustadíssimo, voou em direção à tela, atraído pela luz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o urubu chocou-se com a tela, caiu próximo da primeira fileira de carteiras do cinema. Isso gerou o maior tumulto que já se viu em um recinto fechado em Tatuí. Pânico geral. A sessão teve de ser interrompida. Algumas pessoas passaram mal e tiveram que passar por atendimento médico. A sorte que até os médicos assistiam aos filmes e estavam lá mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém foi preso porque não foram identificados na ocasião. O Tucunduva, policial experiente, soube dos detalhes do caso algum tempo depois, pormenores que me contou em 1971-72, aproximadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem teve a idéia e organizou tudo foi o Marcelo! – afirmou Tucunduva – Ele teve a idéia e juntou alguns amigos para caçar um urubu ali no Barrocão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Barrocão, bem ali onde fica a agência principal dos Correios, era o depósito de lixo de Tatuí. Lugar horrível, onde a fumaça da queima de lixo orgânico não cessava, deixando a região com um cheiro terrível. O lixo era recolhido em carroças e levado até o lugar. Era jogado e queimado, numa agressão ambiental impensável na atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Armaram uma arapuca, atraindo a ave com um pedaço de carniça... ficaram esperando até que um urubu entrasse dentro! – explicou Tucunduva – Assim que caçaram um deles, colocaram em uma caixa de sapatos e guardaram até a noite, executando o plano no horário da primeira sessão! – continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Três amigos entraram no cinema e sentaram-se bem ao lado da porta do meio e, cuidadosamente, abriram uma de suas partes (as portas dobravam-se em 4 folhas), enquanto um quarto personagem enfiava a caixa com o urubu! – completou Tucunduva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto é de domínio público. O vôo do urubu, sua queda, o susto dos espectadores, o pânico, etc. Tucunduva não me contava aqui nenhuma novidade, pois eu sabia do acontecido. Ocorreu em um dia em que eu não fui ao cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo sabia do ocorrido, mas nunca encontrei com uma pessoa que tivesse presenciado realmente o acontecimento. Sabiam por ouvir falar! Vez por outra ainda escuto algumas pessoas comentando o ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que existe um detalhe que conheci 20 anos depois, conversando com o próprio Marcelo, que segundo o Tucunduva foi o mentor e executor do caso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentando na presença do Marcelo desse ocorrido, ele disse que isso nunca aconteceu. Disse que já havia tentado esclarecer, mas ninguém acredita. Nunca aconteceu o vôo do urubu no Cine São Martinho e em nenhum outro de Tatuí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desisti de desmentir! – disse o Marcelo. – Já que continuam a dizer que fiz, que digam, mas isso nunca aconteceu! – finalizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/urubu.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/urubu.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu hein? Não tenho nada com isso!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E não aconteceu mesmo, trata-se de uma Lenda Urbana Tatuiana&lt;/span&gt;. Acho que existem algumas pessoas que até pensam ter visto o fato, em uma confusão de sua memória entre o condor voando na vinheta da Condor Films e o urubu da imaginação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tucunduva foi apenas mais um que acreditava no fato, que não presenciou simplesmente porque nunca aconteceu. É mole?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-115332103714106082?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/115332103714106082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=115332103714106082&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115332103714106082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115332103714106082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/07/54-lendas-urbanas-o-urubu-no-cinema.html' title='54) Lendas Urbanas: o urubu no cinema'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-115221206443138949</id><published>2006-07-06T15:40:00.000-03:00</published><updated>2006-10-23T18:17:00.846-03:00</updated><title type='text'>53) O Velho Oeste é aqui!</title><content type='html'>Acho que este caso cabe muito bem aqui. Aconteceu comigo, pouco tempo depois de ter comprado meu Hyundai. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/excel1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/excel1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; Já faz 10 anos que estou com esse carro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo domingo fui até o bairro de Americana, simplesmente porque não tinha outra coisa a fazer. Eu e a Janete. Em uma das curvas da estrada há um caminho que serve de entrada para algumas chácaras, utilizando o antigo leito da Sorocabana. Havia, bem na entrada, um bambuzal que quase fechava tudo, formando uma espécie de túnel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que passava por lá, tinha curiosidade de entrar naquele túnel de bambu e conhecer o lugar. Nesse domingo, como não tinha destino certo, resolvi entrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí da estrada asfaltada e entrei naquela mistura de trilha com estrada, pouco mais largo que uma estrada de ferro. Há diversas chácaras por lá, a maior parte delas de lazer. Um belo local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estava apenas buscando conhecer, continuei seguindo aquela estradinha. Muito estreita, impossível de manobrar. Continuei o passeio até encontrar um lugar para retornar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei em uma curva. Do lado esquerdo o barranco estava mais alto. Do lado direito o mato crescia ao lado da cerca. De repente, dou de cara com um homem mascarado, com uma pistola automática na mão, escondido em uma moita na beira da estrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Balaclava.1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/Balaclava.1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O olhar do mascarado não era amigável&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O homem virou-se para mim... deu para perceber em seu olhar por trás da balaclava, que eu havia interrompido algo importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em voltar, mas era impossível. O caminho estreito demais para manobras. De um lado o barranco era bastante alto, do outro havia cerca de arame farpado. Teria que encontrar mais adiante um local para virar o carro. Engatei a primeira marcha e disse para a Janete segurar-se, pois se precisasse eu iria acelerar para fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a curva da estradinha, curva de estrada de ferro, ainda não havia terminado. Passei bem ao lado do sujeito mascarado, que nesse momento estava em pé. Alguns metros adiante, vi outro homem armado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/AACG002228.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/AACG002228.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A cada instante a coisa ia piorando!&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez era um barbudo, vestindo uma capa impermeável de cavaleiro (em dia de sol), com chapéu e armado com um rifle semelhante a Winchester.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Epa! Estou no lugar errado na hora errada!” – pensei. “Devem ser alguns bandidos lutando entre si ou ‘desovando um presunto’”! – conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava pronto para acelerar, como única alternativa para escapar daquela situação, quando dou de cara com mais um homem barbudo armado com revólver. Percebi que tinha um revólver na mão e outro no coldre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/IH213659.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/IH213659.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O terceiro homem tinha um revólver na mão e outro na cinta&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram três pessoas armadas naquele local semi-deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava em diversas coisas em frações de segundo... Arrependi-me da idéia de entrar naquele lugar. Como sair dessa situação??? Certamente que aqueles sujeitos não iriam deixar testemunhas de sua ação! Pensei em tudo, nos filhos, na vida, na Janete - coitada, estava ali ao meu lado -, na mãe!!!! Que situação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava guiando bem devagar, para sentir as reações dos homens armados. A curva ainda não havia terminado. O barranco impedia enxergar o final da curva. Passei ao lado do barbudo que vestia a capa. Seu rosto demonstrava que ele estava muito contrariado com minha interrupção ali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/tempor2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/tempor2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Que situação!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para ele. Tive a impressão que estava sujo. Barbudo e sujo. Tinha também um revólver, que guardava no coldre. Este deveria ser o chefe, pois os outros olhavam para ele, esperando alguma atitude dele ou ordem, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dirigia com todo cuidado. A rotação do motor já estava um pouco mais alta. Os pés preparados para embrear, acelerar... eu ia tentar uma fuga. Esperava apenas uma reação dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns metros adiante, bem no final da curva, percebi mais uma pessoa. Estava bem no meio da estrada. Meu pensamento girava com o dobro da velocidade. Enquanto observava as reações dos outros três, considerei que teria de passar por cima da quarta pessoa. Ele estava impedindo minha passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este homem trazia algo sobre seus ombros. Uma bazuca? Não! Olhei melhor e reconheci essa pessoa. Tratava-se do professor Pedro Henrique de Campos com uma câmera VHS engatilhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente entendi a situação. Com a redução do nível de adrenalina, foi possível reconhecer o barbudo. Aliás, barba postiça. Era o Expedito de Lima, carpinteiro, encanador, eletricista, quebra-galhos, ator, cineasta, produtor e diretor tatuiano. Fez dezenas de filmes. Quase todos eram faroestes. Lembro-me do título de um deles: “A Víbora Humana”. A atriz principal foi sua namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros eu não reconheci. O que dificultou mais um pouco para perceber que era coisa do Expedito foi o inesperado. Quem poderia imaginar encontrar um bando de homens armados, fingindo, ou melhor, representando bandidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expedito, como sempre, era o mocinho. Mas com sua fisionomia de caboclo, mais parecia um bandoleiro mexicano. Pensando bem, o filme poderia não ser faroeste, porque o mascarado usava uma pistola automática, parecida com aquela que o Fantasma do gibi usa!!! &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/farwest_big.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/farwest_big.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dar impressão de veracidade, creio que ele havia rolado na poeira, sujando-se, pois estava imundo. Pensando bem, todos os integrantes do “cast” de Expedito, incluindo ele próprio, só poderiam fazer papel de bandidos... ninguém tinha cara de mocinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nenhum dos três tinha cara de mocinho... pela aparência pareciam ser bandidos. E o Expedito, com sua fisionomia de caboclo, parecia mesmo um bandoleiro mexicano!&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Henrique é um dos maiores cinéfilos tatuianos. Ele gostava tanto de cinema que trabalhou durante longos anos operando o projetor do Cine São Martinho. Tenho a impressão que nem cobrava pelo seu serviço!!! Depois do fechamento dos cinemas e com o aparecimento da filmadora VHS, passou a filmar, sempre que possível, alguns dos principais eventos de Tatuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei mais alguns metros e encontrei um lugar para manobrar o carro. Ufa! A sensação de alívio era enorme. Pudera, havia saído daquilo que parecia ser o próprio inferno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem poderia imaginar que aquele local isolado havia sido transformado em cenário de filme de faroeste? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois o tal filme foi apresentado em sessão organizada lá no barracão do Dedé. Não deu certo para eu ir assistir, mas ainda quero ver o danado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Wayne_Ford.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/Wayne_Ford.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Expedito sentia-se como John Wayne atuando, ao mesmo tempo em que pensava ser John Ford dirigindo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/zorro.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/zorro.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Expedito só não conseguiu representar Zorro, o Cavaleiro Solitário, porque ninguém queria fazer o papel do Tonto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fez inúmeros filmes e fotonovelas. Fotos preto e branco, coloridas... filmes Super-8, VHS... Tudo correndo por sua conta e risco. Não há investidores disponíveis. Tudo é difícil. Se fosse aos Estados Unidos, alguém iria financiá-lo e poderia até estar realizando filmes com equipamentos adequados e, provavelmente, fazendo sucesso. &lt;strong&gt;Mas aqui... Não tem futuro. Coisas do Brasil.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-115221206443138949?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/115221206443138949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=115221206443138949&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115221206443138949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115221206443138949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/07/53-o-velho-oeste-aqui.html' title='53) O Velho Oeste é aqui!'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-115179418155059502</id><published>2006-07-01T19:49:00.000-03:00</published><updated>2006-07-09T11:32:49.693-03:00</updated><title type='text'>52) Chico Sonho, o matador</title><content type='html'>Tatuí já foi famosa como terra de gente brava. Até Dioguinho (Diogo da Rocha Figueira ou Diogo da Silva Rocha), um bandido que, com seus capangas, assolava o interior paulista, matando a soldo dos barões do café, finalizou sua carreira em Tatuí, morto por Chico Sonho, em uma tocaia bem no começo da subida no Morro Grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/bandoioguinho.3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/bandoioguinho.3.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dioguinho virou lenda, livros e até filme (foto é de uma cena)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de Dioguinho gerou inúmeras controvérsias, pois contavam que havia morrido aqui ou ali, mas sempre ressurgia. Em Tatuí, com Chico Sonho, acabou-se o bandido. Bem, acabou um matador e surgiu outro, pois depois disso, Chico Sonho passou a ser o jagunço preferido dos coronéis e poderosos da época para resolver seus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros anos da república foram marcados pelo coronelismo, vigorando praticamente durante toda a Republica Velha (1889-1930). A vontade dos coronéis era atendida por bem ou por mal. Na marra! Resumidamente, a situação caracterizava-se pela excessiva concentração de autoridade nas mãos de um único indivíduo, geralmente um fazendeiro próspero, um grande latifundiário. Os jagunços, uma espécie de milícia privada, eram a extensão de seus braços. Os poderosos mandavam e eram impunes. Isso acontecia em todo o país e não seria diferente em Tatuí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/13320011247113.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/13320011247113.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os jagunços eram a milícia particular dos coronéis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém precisava dos “serviços” do Chico Sonho, não adiantava apenas ir encomendar seus “préstimos”. Havia certo ritual. Ele queria conhecer detalhes a respeito de sua vítima, principalmente as coisas que este fez de ruim contra aquele que o contratara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em determinada ocasião, um coronel tatuiano precisou de um jagunço. Havia uma pessoa que estava incomodando, atrapalhando os planos do tal coronel. Os jagunços, também, tinham seu “lado”. Fulano só fazia seus “serviços” para determinado lado político. O outro lado tinha os seus próprios jagunços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, o “problema” tinha fotografia. O coronel, ao contratar os serviços do Chico Sonho, teve com ele uma boa conversa, explicando os motivos que o levaram a encomendar sua morte. Depois das explicações, entregou uma fotografia da pessoa a ser morta. Chico Sonho colocou o retrato no bolso e foi-se embora. Combinaram que a tocaia aconteceria no próximo final de semana, ocasião em que a tal pessoa apareceria na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seqüência, Chico Sonho passou aos seus preparativos. Colocou a fotografia do homem perto de sua cama e ficava durante horas olhando para ele. Só para encontrar ele mesmo um motivo para eliminar o cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, talvez avisado da tocaia que lhe estava sendo preparada, a tal pessoa procurou o coronel para conversar. Em pouco tempo chegaram a um acordo, eliminando todos os entraves. A partir desse momento, aquele que gerava o problema tornou-se um aliado do coronel. Não havia mais necessidade dos serviços do jagunço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coronel chamou então um mensageiro e enviou-o até o Chico Sonho, para que este não executasse a ordem anterior. Não era mais para matar o tal homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o mensageiro chegou ao sítio do Chico Sonho, encontrou-o deitado em uma rede, olhando para o retrato daquele que seria sua vítima enquanto limpava seu fuzil Mauser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/mauser.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/mauser.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O fuzil de Chico Sonho estava sempre pronto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde, nhô Chico! Tenho recado do coronel – disse o mensageiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entre, cumpadre.... se assente! – respondeu – Que disse o coronel? – perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O coronel mandou avisar que não é mais para matar esse fulano. Eles fizeram um acordo. – explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ih, agora &lt;span style="font-style:italic;"&gt;num&lt;/span&gt; dá mais. – disse Chico. – Já &lt;span style="font-style:italic;"&gt;garrei reiva&lt;/span&gt; dele! &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vô matá esse disgraçado&lt;/span&gt;! – completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que situação. Em seus preparativos, Chico Sonho ficou olhando para a fotografia do homem durante horas e horas. Ele sempre fazia coisa semelhante, para ficar com raiva da pessoa que iria matar. Agora era tarde, ele queria matar não porque lhe fora encomendado, mas porque ele passou a odiar o indivíduo. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E agora??? Será que isso acontecia apenas em Tatuí?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-115179418155059502?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/115179418155059502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=115179418155059502&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115179418155059502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115179418155059502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/07/52-chico-sonho-o-matador.html' title='52) Chico Sonho, o matador'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-115161303065190643</id><published>2006-06-29T17:26:00.000-03:00</published><updated>2006-07-14T23:54:18.200-03:00</updated><title type='text'>51) As telhas do Nino Küel</title><content type='html'>Nino Küel tinha uma olaria no bairro do Marapé. Bem ao lado do ribeirão Manduca. Um terreno grande, mas alagadiço, pois nele há o encontro de dois cursos d’água: o ribeirão que nasce nas proximidades do Matão da Tica e atravessa a Vila Esperança e o trecho que atravessa toda a cidade, desde o Valinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chovia um pouco mais forte e a olaria do Nino ficava submersa, inclusive o forno, dando prejuízos enormes. Isso não acontecia antigamente, era coisa muito rara. Entretanto, com a pavimentação que impermeabilizou as ruas e o crescimento da cidade, a coisa passou a ser constante. Até mesmo a ponte da entrada da cidade foi danificada algumas vezes, devido ao volume da água nas chuvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/AM2498.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/AM2498.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Quando chovia forte, a água subia até chegar ao telhado da olaria&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente que existiam alternativas para resolver o problema da olaria, mas Nino Küel fugia dos gastos e a coisa toda foi continuando. Depois de algumas enchentes, ele deixou de produzir na época de maior intensidade de chuvas, evitando maiores prejuízos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nino poderia ser considerado um filósofo. Suas ponderações sobre todos os acontecimentos, apesar de sempre ter uma pitada de humor, eram profundas… sua opinião era valiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselhos ele dava de graça! Igual a algumas igrejas atuais, que cobram tudo de seus fiéis, fazendo Lutero revirar no túmulo, cujas únicas coisas que dão de graça são conselhos... e só os que lhes convêm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está demorando muito pra casar. Daí fica desatualizado e quer dar bibioquês de presentes aos filhos! – dizia Nino para alguns amigos solteirões. – E as crianças de agora querem videos-games! – completava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para se ter uma idéia de seus pensamentos filosóficos, eis aqui um deles, relativo ao caráter efêmero da beleza feminina: “A feia tem uma pequena chance de melhorar, mas a linda não. Ela já é linda, não vai ficar mais linda. Vai é ficar feia!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conheço muitas senhoras elegantes e bonitas que não eram tão bonitas quando adolescentes - dizia Nino - Tenho visto, agora, algumas, que eram lindas, transformadas em verdadeiros dragões! - completava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo tem mostrado que o Nino Küel tinha mesmo razão nisso! Vale para homens e mulheres!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/976.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/976.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;A olaria do Nino era um tanto rudimentar, mas sua produção tinha fama!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ao nosso caso! A olaria do Nino estava com um problema que não dava para ignorar: ele fabricava telhas francesas e a forma onde eram feitas as telhas empenou, fazendo com que as telhas produzidas não encaixassem, dando goteiras que davam a impressão que chovia mais sob o telhado que ao ar livre. Com isto, as vendas quase cessaram por completo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ih, não está vendendo nada. – reclamava Nino – só sai telhas em sacoladas, para remendar alguma goteira! – explicava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/DY003838.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/DY003838.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Vendas de olarias costumam sair em caminhões, mas as vendas do Nino cabiam em sacolas!!!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estoque ia aumentando, deixando louco o Pedro Cornoló, seu forneiro, que dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nino, precisa abrir um pouco a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;vossa&lt;/span&gt; mão e comprar novas formas. Isto aqui não serve pra telhado! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito a contragosto, Nino teve que encomendar nova forma para suas telhas. Foi mesmo “na marra”, porque não era mesmo um gastador. Era bastante pão-duro. Nem tinha telefone. Quando alguém queria falar com ele ligava no armazém da esquina e o Ari ou o Zé corriam chamá-lo em sua casa ou nas proximidades. O Nino nunca descia até a olaria e também não parava dentro de sua casa. De nada adiantaria um telefone que não o encontrasse (resta lembrar que nessa época não havia celular).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As telhas costumam mostrar, em relevo, a identificação do fabricante, marca, endereço, telefone, etc. Quando Nino encomendou a nova forma de telhas, informou um número de telefone. Mas ele não tinha telefone!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo chegou a nova forma de telhas que o Nino encomendou. Beleza! Agora as telhas encaixavam direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá na supimpeza! – como ele costumava dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que fabricou as primeiras telhas vi o material. Agora as telhas ficaram ótimas. O material produzido em sua olaria sempre teve boa fama. Mas desta vez havia um detalhe importante: As telhas traziam, em alto relevo, os dizeres: &lt;strong&gt;Cerâmica São José.&lt;/strong&gt; E tinham um número de telefone: &lt;strong&gt;o telefone do armazém do Ari Macarrão e do Zé Quirera!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/mcfr01a.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/mcfr01a.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;As telhas do Nino traziam marcado o telefone do armazém da esquina&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não gastar com telefone, Nino Küel colocou o telefone do armazém sem nem mesmo consultar os donos. Isso tudo para economizar com a conta do telefone. E o Zé Quirera e o Ari Macarrão, sem saber, tinham se transformado em seus secretários... gratuitos, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os comentários do Nino Küel estão fazendo muita falta!!!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-115161303065190643?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/115161303065190643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=115161303065190643&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115161303065190643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115161303065190643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/06/51-as-telhas-do-nino-kel.html' title='51) As telhas do Nino Küel'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-115103586228893444</id><published>2006-06-23T01:10:00.000-03:00</published><updated>2006-07-03T22:42:22.350-03:00</updated><title type='text'>50) O maior cantor de serestas de Tatuí</title><content type='html'>Jarbinhas Sobral sempre foi um amante da música. Era ainda um menino e já cantava e tocava violão nas serenatas, isto lá pelo final da década de 60. Eu mesmo participei de algumas serenatas junto com ele. Em algumas ele soltava sua voz, encantando a homenageada, mas, vez por outra, entrava com algumas brincadeiras e trocando a letra das músicas em paródias horrorosas, fazia todo mundo sair correndo… Aquilo poderia até dar encrenca!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O danado tem uma bela voz! Quer dizer, não é um vozeirão de um Francisco Egídio ou Roberto Rosendo, mas é bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu repertório é mais ou menos eclético, mas tem uma queda para a música de seresta. Em Tatuí, durante algum tempo, teve até festival da seresta, uma tentativa de ressuscitar um gênero que teve seu auge no início do século passado. Alguns saudosos tentaram dar uma sobrevida ao gênero, mas isso significava o mesmo que fazer o Volkswagen de novo: sentar numa prancheta e recomeçar a desenhar o Fusca... não havia nenhuma vantagem nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo gênero musical, Bruno Baroni, outro tatuiano amante da música (e das corridas no Jockey, diga-se de passagem) tentou lançar-se como compositor de serestas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/chacrin.0.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/chacrin.0.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Baroni ganhou o troféu abacaxi, que se recusou a pegar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez e apresentou na Discoteca do Chacrinha uma canção dedicada ao Velho Guerreiro, que lhe deu uma sonora buzinada e um abacaxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entanto, sempre há público para músicas de seresta. São saudosistas que desejam relembrar momentos importantes de seu passado. É exatamente nisto que o extinto Festival da Seresta de Tatuí pecava: saudade requer tocar novamente as músicas existentes e não fazer novas composições sem ligação sentimental alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos voltar ao protagonista deste caso. Certo dia, cerca de quinze anos atrás, Roberto Rosendo, que nessa ocasião comandava um programa de seresta num canal de televisão de Itu, convidou o Jarbinhas para cantar em seu programa semanal. Claro que ele aceitou. Quem se dedica à música adora uma platéia, quanto mais sendo transmitido pela televisão... mesmo que fosse um canal com alcance apenas em uma pequena região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia do programa, Jarbinhas foi para Itu com alguns amigos. Chegou bem adiantado... não seria ele a dar o cano. Conversou com os músicos que iriam acompanhá-lo em sua apresentação, ensaiou e ficou aguardando a hora de entrar em cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô enrolação!!! Programa de televisão tem que atender aos patrocinadores, tem uma seqüência a seguir e, para completar, talvez aumentada pela ansiedade do Jarbinhas, parecia que a “falação” do Rosendo não tinha fim... Entrava um artista, cantava 2 ou 3 minutos e o Rosendo preenchia o resto do tempo com 15 minutos de conversa... Anunciava que naquele programa receberia, para cantar, Jarbas Sobral, o maior cantor de seresta de Tatuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/programa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/programa.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Com a ansiedade, Jarbinhas tinha impressão que o Rosendo não parava de falar com seu auditório&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Jarbinhas esperando, desesperado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra artista, sai artista e o Rosendo não parava de falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hoje receberemos aqui o maior seresteiro de Tatuí. O maior violonista da região de Tatuí! – repetia incessantemente Rosendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Receberemos aqui o doutor Jarbas Sobral, o maior dentista da região de Tatuí! – empolgado, Rosendo continuava a valorizar seu convidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E canta um e canta outro, entra intervalo e sai intervalo, mas o Jarbinhas nunca era chamado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rosendo continuava a anunciar “o maior seresteiro de Tatuí”. “O maior isto e o maior aquilo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Jarbinhas nervoso, ficava roendo suas unhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tanta enrolação, parecia que nem mesmo ia cantar. Mas chegou a tão esperada hora. Alguém apareceu e avisou ao Jarbinhas que ele entraria em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí parece que o Rosendo enlouqueceu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos receber agora o maior cantor de seresta de Tatuí. O maior barítono da região, o melhor violonista, seresteiro aclamado pelas mais seletas platéias. O maior dentista de Tatuí. O cirurgião das elites! A voz mais afinada... o dentista musical!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com vocês: o grande Jarbas Sobral!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jarbinhas, nervoso com a demora e a infindável apresentação, entrou no palco quase que tropeçando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/PEO-02-YOU001.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/PEO-02-YOU001.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por alguns instantes, Jarbinhas sentiu-se como um palhaço perdido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou ou microfone, Rosendo continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele é também o maior contador de piadas de Tatuí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jarbas, conte uma piada para nós! – disse Rosendo, sem qualquer prévia combinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ééééhhh! – o Jarbinhas engasgou. Não esperava isso, não lembrava de nenhuma piada. Aliás, não se lembrava nem mesmo o que estava fazendo ali... luzes, câmeras, aplausos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teve uma saída brilhante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está feita a piada! – disse Jarbinhas – Há quarenta anos eu sonho em cantar na televisão e quando venho para cantar pedem para contar uma piada!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/RR029389.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/RR029389.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cantando, Jarbinhas encantou!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem o Rosendo esperava por essa escapada do Jarbinhas, que, logo em seguida, soltou seu vozeirão e cantou Carinhoso, para o delírio da platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;strong&gt;rtista é artista, sempre. Ainda mais quando é tatuiano.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-115103586228893444?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/115103586228893444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=115103586228893444&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115103586228893444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/115103586228893444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/06/50-o-maior-cantor-de-serestas-de-tatu.html' title='50) O maior cantor de serestas de Tatuí'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114835641502424141</id><published>2006-05-23T00:46:00.000-03:00</published><updated>2006-06-01T10:49:20.206-03:00</updated><title type='text'>49) Desgraçada engrenagem</title><content type='html'>Aldo Orsi foi um torneiro mecânico afamado. Sua fama, no entanto, era exatamente devido ao seu trabalho e ao conhecimento da profissão e não como o “outro” torneiro mecânico famoso, cuja fama não advém do trabalho na profissão. A oficina do Aldo ficava no Bairro 400. Tornos, fresadeiras, furadeiras, prensas… era uma oficina completa, que prestava serviços para inúmeras empresas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua oficina nunca parava. Aldo e seus funcionários trabalhavam muito para conseguir atender a todas as solicitações. Sempre de bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em determinada ocasião, ocorreu um problema com uma máquina da Fábrica São Martinho. A peça quebrada era um redutor de rotação. Um redutor é, para simplificar, uma caixa com inúmeras engrenagens de diversos diâmetros com a função de reduzir a rotação e aumentar a potência transmitida ao eixo motriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O equipamento era essencial para o funcionamento da fábrica, mas Aldo costumava respeitar a ordem de entrada dos serviços em sua oficina. Havia muito serviço na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O redutor foi entregue semi-desmontado, pois para descobrir que havia uma engrenagem quebrada, foi preciso abrir o aparelho. Logo que chegou à oficina a engrenagem foi consertada. Faltava apenas montar novamente todo o conjunto de engrenagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/CB030053.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/CB030053.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;As engrenagens estavam todas espalhadas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto era um trabalho de precisão. Aldo costumava fazer esse tipo de serviço. Só que ele andava ocupadíssimo com umas bombas d’água do SAAE (antes da Sabesp, havia o Serviço Autônomo de Água e Esgoto), pois a cidade estava sem água!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isto, havia demora inesperada na entrega do redutor. Entretanto, a Fábrica São Martinho não poderia ficar parada. Sendo assim, alguns funcionários da São Martinho vieram buscar de volta o tal equipamento, a mando do gerente. O redutor estava totalmente desmontado, mas insistiram em levar de volta, dizendo que eles mesmos iriam montar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldo imediatamente juntou todas as peças do redutor e entregou para o pessoal. Só que ele, além de colocar todas as peças do equipamento, pôs junto uma engrenagem extra. Ele não deixaria de pregar uma peça no pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí surgiu o grande problema: os mecânicos da fábrica montaram o redutor e sobrou uma engrenagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ei, vocês erraram em alguma coisa. Podem desmontar tudo! – ordenou o gerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim fizeram. Desmontaram tudo mais uma vez e montaram. Novamente sobrou aquela engrenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Fizemos tudo certo, mas mesmo assim sobrou peça! – disseram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém teve coragem de experimentar ligar o equipamento. Ele poderia ficar todo arrebentado... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podem desmontar novamente! – disse o gerente, agora bastante preocupado com a capacidade de seus funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez desmontaram a máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com cuidado redobrado, montaram mais uma vez. Peça por peça. Com muita atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/42-15472724.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/42-15472724.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Apesar dos cuidados, a montagem parecia não dar certo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não é que sobrou uma engrenagem novamente!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos experimentar ligar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De jeito nenhum! E se quebrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas que faremos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tem jeito. Temos que levar novamente à oficina do Aldo. Ele pode ter uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim o fizeram. À tardinha levaram novamente o redutor desmontado e, humildemente, pediram ao Aldo que consertasse aquilo. Confessaram-se incapazes de resolver o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixem aí que amanhã mesmo estará montado. Podem vir buscar às 11 horas. Se chegarem depois disso estará fechado para o almoço e eu não vou abrir antes das 13 horas. Não atendo no horário do almoço!!!! – frisou Aldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal da São Martinho foi embora, ainda duvidando que o equipamento estivesse montado no horário estipulado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/BE001141.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/BE001141.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Que palhaçada!!!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Aldo fez para montar? Simplesmente tirou fora a engrenagem que sobrava nas montagens e conferiu a montagem dos funcionários da São Martinho, que estava correta, diga-se de passagem. Pronto, só faltava entregar. É, ele sempre fazia das suas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando Aldo Orsi faleceu o Bairro 400 ficou mais pobre. Algumas pessoas nunca são substituídas!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114835641502424141?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114835641502424141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114835641502424141&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114835641502424141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114835641502424141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/05/49-desgraada-engrenagem.html' title='49) Desgraçada engrenagem'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114764241909083289</id><published>2006-05-14T17:58:00.000-03:00</published><updated>2006-08-09T12:39:22.880-03:00</updated><title type='text'>48) Pegando no tranco</title><content type='html'>Certo dia um avião sobrevoou a Praça da Matriz logo pela manhã. Zuuuummmm! Era um bimotor Douglas "Havoc" A-20K da Força Aérea Brasileira. Tratava-se do coronel Ivan Bernardini Costa, que na ocasião ainda dava seus primeiros passos na FAB. Isto aconteceu em 1951, quando ele ainda era tenente-aviador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Douglashavoc4.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/Douglashavoc4.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Douglas aterrisou no aeroporto de Tatuí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha que cumprir algumas horas de vôo e, com essa desculpa, veio a Tatuí e aproveitou para ver sua noiva (depois esposa). Desceu no “campo de aviação” de Tatuí. Um telefonema e logo alguns amigos lá estavam para recebê-lo, mas sua primeira parada foi na casa da noiva. Isso era mais importante que todo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde tornou encontrar-se com os amigos, para colocar as coisas em dia. Informou que estava sendo obrigado a cumprir algumas horas de vôo, como exigência de sua carreira militar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tenho que voar ainda algumas horas hoje, para atingir a meta necessária! – contou aos amigos Erasmo Peixoto e Hélio Reali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hélio Reali teve uma idéia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos visitar o Liliu Vieira! Ele está lecionando em Mirandópolis! – disse Hélio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso mesmo. Daqui até lá serão algumas horas de viagem pra você somar na sua meta, Ivan! – reforçou Erasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente Ivan topou a sugestão. Porque não? Cumpriria sua meta junto com seus amigos e ainda faria uma visita para outro. Tomaram o táxi para ir ao aeroporto, ou campo de aviação, como era chamado pelos tatuianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O táxi era um belo Chevrolet “De Luxe” do Chico Arruda, conhecido chofer de praça da cidade. Avisaram aos familiares e foram ao avião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aeroporto de Tatuí consistia de um pequeno hangar e uma pista poeirenta. Hoje tem diversos hangares e sua pista é asfaltada, capaz de receber até jatos de tamanho médio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceram do táxi e subiram no avião. Enquanto o pessoal que ficou em terra olhava, Ivan preparava-se para dar a partida no aparelho. A partida era feita com emprego de cartuchos carregados com pólvora, que explodiam em um compartimento próprio, dando o início de rotação ao motor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/2430a.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/2430a.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O cartucho era acondicionado em peça igual a esta&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BANG! Explodiu o primeiro cartucho, mas o motor praticamente não se moveu. A hélice estava imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso era coisa normal. Dificilmente o motor “pegaria” com o primeiro cartucho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BANG! Mais um estouro e apenas um pequeno movimento na hélice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “expectadores” que estavam em terra já achavam que não iria funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BANG! Um pequeno giro e parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que Ivan preparava-se para disparar outro cartucho, percebeu que o avião estava andando... devagar, mas já aumentando a velocidade. “Será o vento?” – pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/DouglasHavoc6.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/DouglasHavoc6.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ivan abriu a janela e deu uma espiada no que acontecia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocou sua cabeça fora e olhou para trás. Havia uma multidão empurrando o avião, que a esta altura já estava com uma boa velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Arruda, que liderava o empurrão do avião, deu um grito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Engate uma segunda! Engate uma segunda e dê um tranquinho que pega! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cel. Ivan voou o mundo todo pela FAB, mas coisa assim só poderia ter acontecido em Tatuí!!!! ARRE!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/DouglasHavoc3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/DouglasHavoc3.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Depois da trapalhada, voaram tranquilos para encontrar o Liliu&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114764241909083289?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114764241909083289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114764241909083289&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114764241909083289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114764241909083289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/05/48-pegando-no-tranco.html' title='48) Pegando no tranco'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114514385972848511</id><published>2006-04-15T20:25:00.000-03:00</published><updated>2006-05-23T01:07:16.256-03:00</updated><title type='text'>47) O forró do Gessé</title><content type='html'>Este caso difere um pouco dos demais, pois se trata de um acontecimento recente. Cerca de dois ou três anos apenas. Mas mesmo sendo tão recente já possui seu valor “histórico”, motivo pelo qual está sendo registrado aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante algum tempo, as noitadas no bairro da Americana estiveram na moda. Isto tudo devido à casa noturna localizada lá, chamada Pantanal. Nos finais de semana muitos iam ao “Pantanal”. O nome é bastante apropriado, pois está em um local que todo ano, por ocasião das chuvas, inunda. Fica mesmo um pantanal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um determinado sábado programaram um grande baile na Americana. A movimentação na cidade começou no meio da semana, todos desejando ir ao baile.  O meu amigo Cabreira não poderia deixar de aparecer. Logo ele, amante das noitadas e, principalmente, do forró. Lá era o lugar que aconteciam os mais animados bailes de forró da região. Era um acontecimento “for all”...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/FORRO-FOR-ALL-LOGO.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/FORRO-FOR-ALL-LOGO.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas para “festar” é preciso animação. Para alcançar o necessário grau de animação, ficou algumas horas “se animando” em um bar da Avenida Firmo Vieira. Quando achou que estava no ponto adequado, partiu para a Americana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu carro estava estacionado no sentido Estação – Centro e, assim, para não fazer manobras perigosas, virou à direita e desceu em direção à Vila Dr. Laurindo. Depois disso é só virar novamente à direita e seguir... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, com o grau de animação do Cabreira este, que é um caminho fácil, transformou-se em complicadíssimo quebra-cabeça. Vira aqui, vira lá, virá pra cá e pra lá... retorna acolá... que confusão... estava completamente perdido... nem parecia que estava em Tatuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com bastante dificuldade, conseguiu chegar às proximidades da ponte da estrada da Americana. Mas não passou por cima da tal... virou antes e entrou no Jardim Manoel de Abreu. Vira aqui e ali e, de repente, estava na rodovia, perto da Ceagesp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, não era esse o caminho. Deu meia volta, seguiu e... e... e... perdeu-se novamente. Vira aqui e retorna ali... Não sabia que caminho tomar. Pensou em olhar para as placas das ruas para tentar descobrir onde estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, passou por um barracão com alguns letreiros. Esforçou-se um pouco e leu: “Forró do Gessé”. Puxa, sem querer havia encontrado um outro local de forró. Está ótimo! Já que não encontrava o caminho para o Pantanal, este outro forró resolvia seu problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que ainda estava fechado. Mas casa noturna que se preze não abre mesmo muito cedo. Ainda nem eram 9 horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabreira traçou uma estratégia inteligente: esperar bem em frente ao portão de entrada do barracão. Assim, quando abrisse ele seria o primeiro a entrar e poderia forrozear à vontade. A mulherada que se cuidasse!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, em poucos minutos aqueles líquidos que tomou para se animar começaram a reverter o efeito e ele dormiu. Dormiu igual a um bebezinho. Um anjinho. Mas isso não seria problema... quando o tal forró abrisse ele acordaria com a movimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As horas passaram e o dia clareou. Um belo domingo de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na posição em que estava seu carro, o sol da manhã bateu forte em seus olhos, acordando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Puxa! Ninguém me acordou e eu perdi o forró! – resmungou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para o barracão para ver se ainda via alguém e reclamar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora seus olhos não estavam embaçados e leu: “faço forro de gesso”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/gesso1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/gesso1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;"Faço Forro de Gesso" dizia o letreiro.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era forró, mas sim Forro de Gesso!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aiaiaí, Cabreira, que confusão!!! Tinha que ter álcool nessa história!!!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114514385972848511?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114514385972848511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114514385972848511&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114514385972848511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114514385972848511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/04/47-o-forr-do-gess.html' title='47) O forró do Gessé'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114438806442231188</id><published>2006-04-07T02:23:00.000-03:00</published><updated>2006-04-14T19:43:28.616-03:00</updated><title type='text'>46) O caso do leitE quentE</title><content type='html'>Até o final da década de 80, o chefe do Almoxarifado da Prefeitura de Tatuí era o Alcebíades Coelho, mais conhecido como Zorro. Trabalhou muitos anos na Prefeitura, até aposentar-se. Faleceu há algum tempo e deixou muitas histórias… Aqui vai uma delas, contada pelo Antonio Alcebíades Paes, sobrinho do Zorro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa ocasião, uma Caterpillar da Prefeitura quebrou, justamente quando estavam consertando e alargando estradas municipais. Tinham pressa, pois havia chovido e, com o terreno úmido, ficava mais fácil de trabalhar. Além disto, sem esses cuidados, alguns trechos ficavam intransitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a coisa era urgente, os reparos na máquina não poderiam esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, quando havia pressa em qualquer coisa de São Paulo, alguém teria que ir buscar. Não existiam as entregas como sedex e coisas semelhantes, facilidades mais modernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, como havia urgência, o próprio Zorro foi a São Paulo buscar as peças para a Caterpillar. Ele e seu ajudante, conhecido por Nor. Para marcar sua posição, Zorro fez o Nor guiar a Rural Willys da Prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/rural.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/rural.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chegaram no fornecedor habitual da Prefeitura, logo ali no bairro da Lapa, em São Paulo. Mas aconteceu um imprevisto: a loja não tinha todas as peças. Teriam que comprar em outro fornecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria loja encarregou-se de telefonar em seus concorrentes, buscando as peças que faltavam. Encontraram um fornecedor na Moóca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não perder muito tempo, Zorro mandou o Nor ir verificar nessa loja se realmente eram as peças que precisavam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nor, vai até a loja lá da Moóca, mas não vá logo comprando sem ver direito a peça... tem de ser exata! Vai lá e verifique! – ordenou Zorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nor pegou a Rural e foi até o endereço indicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Zorro aproveitava para acertar o resto da compra e tomar um café com os vendedores, conhecidos de longa data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de uma hora depois, ficou em frente à loja, calculando que já estava no tempo do Nor ir e voltar… Esperou um pouco, despreocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempo passava e nada de aparecer o Nor. Aguardou mais uma hora, uma hora e meia, duas horas… começou a preocupar-se… que teria acontecido com o Nor??? Será que foi assaltado? Pensou em ir procurá-lo, mas no mesmo tempo cogitou que poderiam desencontrar… Nessa ocasião nem se sonhava com o celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de passar quase quatro horas, Zorro não teve mais dúvidas, tomou um taxi e foi até a Moóca procurar o companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi imaginando as piores situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao chegar no endereço, na mesma hora viu o Nor parado na esquina, conversando. A Rural estava estacionada logo virando a esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que aconteceu??? – perguntou Zorro, com um misto de alegria por encontrar seu companheiro e zanga pelo tempo perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tava esperando o senhor. – respondou Nor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como? Porque esperar aqui… era pra você ter voltado há horas!!! – retrucou o agora furioso Zorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas fiz o que o senhor mandou: vim na loja, virei e parei. – respondeu Nor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O quê? Eu não mandei nada disso… Mandei você vir aqui verificar se tinha a peça! – gritou Zorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, o senhor falou: vá lá, vire e fique! Foi o que eu fiz! – explicou Nor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que burrada, mas é compreensível. Em Tatuí as pessoas carregam sotaques peculiares. Além dos problemas com “erres” e “esses”, há o da pronúncia. O caboclo fala, por exemplo, leitE quentE, enfatizando a vogal “E”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Cappucino.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/Cappucino.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Uma xícara de leitE quentE&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pessoas da cidade pronunciam algo como “leitCHi quentchi”... Em outras palavras, o som da vogal “E” fica bem semelhante ao “I” !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Zorro mandou o Nor ir verificar, misturou os sotaques tatuianos e disse algo como “virifique” ou “virefique”... quem não ouviu tal palavra pronunciada assim em Tatuí???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, Nor seguiu ao pé da letra: VIRE E FIQUE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Aiaiaí! Essas coisas só acontecem com tatuianos!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114438806442231188?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114438806442231188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114438806442231188&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114438806442231188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114438806442231188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/04/46-o-caso-do-leite-quente.html' title='46) O caso do leitE quentE'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114411944699566509</id><published>2006-04-03T23:53:00.000-03:00</published><updated>2006-04-04T01:42:59.340-03:00</updated><title type='text'>45) Avistamento ufológico</title><content type='html'>Rubinho Mortana: um igual a este não apareceu. Não conseguia abrir a boca sem inventar alguma coisa, sem tentar pregar uma peça em alguém. Mas suas brincadeiras eram inofensivas, ou quase!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer um exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, estava trabalhando no Posto 400, quando entrou para abastecer um Odsmobile Cutlass.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Oldsmobile65.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/Oldsmobile65.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, doutor! – cumprimentou Rubinho ao cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cliente era o Virgilio Montezzo, que corrigiu imediatamente ao Rubinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não sou doutor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os frentistas cuidavam do carrão, Rubinho, muito sério, conversava com o homem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O sr. tá sabendo da grande indústria que está vindo pra Tatuí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Que indústria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É uma grande indústria metalúrgica. Mais de 1.500 funcionários. É uma fábrica de click de bicicleta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, fábrica de bicicletas? – perguntou interessado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não! Vai fabricar só o click que vai dentro da catraca das bicicletas. Aquele que faz click-click-click quando pára de pedalar! – explicou Rubinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montezzo olhou meio desconfiado… nem insistiu. Não sabia se era brincadeira, pois a fisionomia do Rubinho parecia de um homem sério. Sei lá o que pensou sobre isso, porque logo saiu dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saiu, começaram as risadas. Rubinho estava satisfeito, pois era disso que ele gostava: tentar pregar alguma espécie de peça em qualquer pessoa. Esse era o Rubinho Mortana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma determinada ocasião, teve um posto de gasolina ali da Rua Onze de Agosto, próximo ao Clube de Campo. Era o Posto Shell Rugosil (pegou algumas letras iniciais de seu nome Rubens Gomes da Silva e criou essa marca).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia apareceram alguns amigos em seu posto. Entre estes amigos estava o Paulinho Duvirges, que também não deixava passar uma oportunidade para fazer alguém de bobo. Planejaram uma brincadeira para a noite: um disco voador!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compraram do Osório da Telefônica alguns balões cheios com gás helio, papel celofane de diversas cores, fios, velas e alguns potinhos de iogurte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto comiam o iogurte, foram montando o disco voador, ajeitando os balões e amarrando os potinhos de iogurte como se fossem barquinhas. Em cada barquinha colocaram um toco de vela. Tudo enrolado com papel celofane de diversas cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando escureceu, o apetrecho já estava pronto. E querendo voar, “puxado” pelos balões cheios de gás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas oito horas, acenderam as velas para dar os retoques finais. Conferiram a direção do vento. Soprava do sul para o norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ótimo, dá pra soltar aqui do posto. – disse Mortana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim fizeram. Soltaram o “disco voador”, que subiu rapidamente, com as chamas das velas cintilando no papel celofane… brilhos mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que subiu, tomou direção do centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento já havia um monte de amigos no posto. Saíram em 3 carros para acompanhar o disco voador, que lentamente sobrevoava a cidade. Acompanhavam buzinando sem cessar, para chamar a atenção de quem encontrassem pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/baloesufo2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/baloesufo2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;No escuro, as luzes refletidas confundiam todos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto desciam, as pessoas ficavam olhando para o céu, admiradas com aquela coisa luminosa. Quem tinha um carro, ia junto para observar de perto o fenômeno. Em pouco tempo o objeto voador ultrapassou a cidade, indo em direção ao bairro de Americana. Nesse momento, o cortejo que o acompanhava já tinha mais de uma dezena de veículos. Todos buzinando. Os curiosos iam juntando-se para ver o tal disco voador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam quase na metade do caminho do bairro de Americana, quando o vento mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objeto voador fez uma parada e recomeçou a voar mais ou menos para os lados do Morro Grande, desta vez em velocidade maior, porque o vento soprava forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma grande confusão. Todo mundo queria manobrar o carro ao mesmo tempo. Ronca daqui e ronca dali. A estrada não era pavimentada e os carros faziam levantar uma poeira danada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minutos, todos seguiam de volta para a cidade. Em todos os carros tinha gente com a cabeça de fora, para tentar acompanhar o objeto voador não identificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento já havia mais de 30 carros acompanhando o disco voador. Quando passavam perto de alguém, apontavam para cima e, para não exagerar, tinha alguns milhares de pessoas olhando para aquelas luzes que cruzavam o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velocidade do vento aumentava rapidamente, uma chuva forte aproximava-se da cidade. A confusão, o vento, a velocidade que os balões voavam, fez com que não conseguissem alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sumiu! O disco voador sumiu! – disse um dos que por ali estavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pudera, era rápido demais! – completou outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubinho, Paulinho Duvirges e os outros amigos estavam sem fôlego de tanto rir. A brincadeira havia sido um sucesso. Os comentários duraram semanas. &lt;strong&gt;Isso era o que interessava ao Mortana: fazer os outros de bobo. E fez mesmo.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114411944699566509?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114411944699566509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114411944699566509&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114411944699566509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114411944699566509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/04/45-avistamento-ufolgico.html' title='45) Avistamento ufológico'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114411847383072484</id><published>2006-04-03T23:28:00.000-03:00</published><updated>2008-01-15T21:10:36.248-02:00</updated><title type='text'>44) O intrigante caso da fechadura semovente</title><content type='html'>A noite estava agradável. Nem fria e nem quente. Dr. Lanza, como sempre costumava fazer, estava ao portão olhando o movimento da rua. Gostava de ficar conversando ali. Sempre passavam conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certo momento, Julio, seu vizinho, passou em sua frente, tentando firmar seu passo, um tanto trôpego. Estava voltando para casa. Eram famosas suas escapadas para ir ao bar. Sua esposa tentou de tudo, mas ele sempre achava uma saída. Ela escondia suas roupas e ele saía só com o roupão de banho. Era terrível!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite! – disse Dr. Lanza ao vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite! – respondeu Julio, tentando mostrar-se o mais firme possível. Mas não parou. Foi até sua casa, abriu o portão e entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Lanza recomeçou a conversar e em pouco tempo esqueceu de seu vizinho. Uns minutos depois entrou em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava em seu jardim, ouviu uns resmungos que vinham do outro lado do muro. Parou um pouco para escutar melhor e descobrir o que acontecia. Era seu vizinho que resmungava sem parar… e os resmungos eram acompanhados de praguejar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Lanza ficou intrigado. Pensou que ele, que estava um tanto “alto”, poderia ter caído… Parou para escutar melhor. Os resmungos não cessavam. Só que o praguejar aumentava de tom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Lanza não teve dúvidas: acontecia algo com seu vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correu para lá. O portão da casa vizinha estava sem cadeado. Foi entrando e logo viu uma cena inesquecível:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/000ab.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/000ab.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Julio, empunhando a chave da casa, resmungando e praguejando. Tentava abrir sua porta, mas não conseguia acertar a fechadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenta mais para cima. Nada! Pragueja…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenta abaixo. Nada! Resmunga…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fechadura não parava quieta! Subia, descia, virava para um lado, virava para outro. E ele, atordoado, cutucava a porta tentando enfiar a chave. Em cima, em baixo, a esquerda, a direita… Não conseguia colocar a chave na fechadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É coisa relativamente normal que pessoas um tanto embriagadas não acertem o pequeno orifício da fechadura… mas aquilo era demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Lanza chegou mais perto para ajudar ao pobre do seu vizinho abrir a porta. Foi então que entendeu o imbróglio… Não era a fechadura que Julio tentava acertar com a chave. Havia uma barata na porta e ele, com a vista embaçada, pensava ser a fechadura.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/000ac.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/000ac.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A barata simplesmente fugia a cada tentativa em acertá-la… subia, descia, virava… e o Julio corria atrás da barata com a chave, pensando que era a fechadura da porta… cutucando aqui e ali, sem sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aiaiaí!!!! Será que isso só acontece com tatuianos???&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este caso foi contado pelo Bi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114411847383072484?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114411847383072484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114411847383072484&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114411847383072484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114411847383072484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/04/44-o-intrigante-caso-da-fechadura.html' title='44) O intrigante caso da fechadura semovente'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114368166236242489</id><published>2006-03-29T22:02:00.000-03:00</published><updated>2006-04-06T11:56:39.023-03:00</updated><title type='text'>43) Carro versus Bonde</title><content type='html'>Algumas senhoras da sociedade local, preocupadas com as mães trabalhadoras, idealizaram formar uma associação (Associação das Mães) e criar uma creche para atender às mães que precisavam trabalhar e não tinham onde deixar seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levaram adiante esse projeto, tornando realidade essa instituição que, durante muitos anos, tem auxiliado muitas mulheres trabalhadoras. Mas a luta não tem sido pequena. A associação só tem sobrevivido graças à persistência de inúmeras colaboradoras em todas as fases de sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ainda buscavam recursos para construir a creche, na década de 1940, algumas senhoras resolveram ir a São Paulo levar pessoalmente suas reivindicações ao governador paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a uma comitiva de senhoras tatuianas não convinha ir de trem, mesmo porque não conheciam direito a capital. Iriam de automóvel, decidiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Automóveis, nessa época, eram poucos, para não dizer raros. Também as estradas eram terríveis, sem pavimentação e com pouca conservação. Pediram a vovô Ernestino que as levasse em seu Ford. Claro que ele disse sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que minha avó ficou enciumada. Mesmo sabendo da finalidade da viagem, ficou preocupada com seu “galã” e, como não havia um lugar para ela ir junto, fez vovô levar minha mãe, na ocasião ainda uma menina. “Imagine, o Ernestino viajar sozinho com aquela mulherada elegante!!” – pensou vovó. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/attheraces-1930.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/attheraces-1930.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;As senhoras estavam arrumadíssimas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia da viagem apareceram todas na casa de vovô vestindo taillers, belas bolsas, sapatos com salto e com os cabelos arrumados. Elas capricharam porque iriam encontrar o governador em pessoa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada de Tatuí a São Paulo não era pavimentada, como todas as outras nessa época: poeira, lama, buracos em todo o percurso. Qualquer viagem era uma aventura. Aquelas senhoras estavam dispostas a enfrentar para concretizar a associação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro de vovô não era novo e nem muito bom. Também pudera, até para arrancar tocos de árvores no pasto ele usava o pobre veículo. Na verdade, nenhum carro era muito bom, pois o desgaste com as estradas acabava com eles. Além disto, como eram todos importados, não se encontravam peças com a facilidade de hoje e, sendo assim, os mecânicos tinham que ter muita criatividade e improvisação. Consertar algo quebrado era coisa de “artista”. Diferente disso, hoje é só substituir a peça quebrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo saíram em direção à capital. A viagem transcorria bem, até que começou a chover. Em uma baixada o carro encalhou. Não ia nem para frente e nem para trás. Vovô acelerava para tentar fazer o carro sair, mas só roncava e afundava cada vez mais na lama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só havia uma solução: empurrar o carro! Mas quem? Aquelas senhoras elegantemente vestidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperaram um pouco para ver se passava alguém, mas o trânsito era insignificante. Ficaram quase meia hora aguardando e nada. Ninguém apareceu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teve jeito. As senhoras desceram do carro, enfiando seus sapatos chiques na lama grudenta. Empurraram, empurraram enquanto vovô acelerava o carro. O Ford roncava e espalhava lama para todos os lados. Quando conseguiram remover o carro do lamaçal estavam todas enlameadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto percorriam o resto do caminho até São Paulo, as senhoras tentaram limpar suas roupas. Limpa aqui, esfrega ali, molha acolá e conseguiram remover a sujeira aparente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram a São Paulo. Com umas ajeitadas nos cabelos e borrifadas de perfume e estariam novamente prontas para encontrar o governador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas da capital não tinham o movimento atual, mas como eram todas estreitas e quase não havia avenidas, o trânsito na região central era intenso. Além de tudo, havia um ocupante famoso das ruas e que não mais existe: o bonde elétrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/stiel_saopaulo_3_gde.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/stiel_saopaulo_3_gde.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O bonde era o transporte urbano mais utilizado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas centrais eram compartilhadas por pedestres, automóveis, caminhões, ônibus, bicicletas, carroças, animais e, claro, bondes. E bonde anda em trilhos. Com a confusão do trânsito os carros cruzavam os trilhos dos bondes o tempo todo. Quando aparecia o bonde, todos tinham que dar lugar... sair dos trilhos. Em algumas ruas de mão única, apareciam até bondes na contramão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, apesar de vovô já ter estado outras vezes em São Paulo, estava um tanto atrapalhado com o trânsito. Anda, pára, anda, pára... vira, desvira, acelera, freia... de repente, sem perceber, bateu levemente em um bonde que estava parado na sua frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não foi nada. O problema foi que enroscou o pára-choques do Ford no limpa-trilhos traseiro do bonde. Vovô tentou dar uma ré, mas não conseguiu. Quando o bonde começou a andar, arrastou junto o carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As senhoras, apavoradas, começaram a gritar. Só que o motorneiro não percebeu que havia um carro enroscado no bonde. Vovô apertava a buzina, mas parece que todos buzinavam naquele momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bonde arrastou o carro de vovô quase um quarteirão inteiro. A gritaria das senhoras aumentava o nervosismo de vovô, dificultando ainda mais a saída daquela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opa! Conseguiu! Com um movimento brusco do bonde e um tranco no volante, o carro ficou livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ufa! Agora vamos embora! – exclamou satisfeito vovô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi o que aconteceu. Pois não se sabe como, o carro enroscou novamente no bonde. Recomeçou a gritaria e as tentativas para sair daquela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelo amor de Deus, seu Ernestino, faça alguma coisa! – imploraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez o motorneiro percebeu e parou o bonde. Surgiram algumas pessoas que ajudaram a tirar o pára-choques do limpa-trilhos do bonde. Para não correr o risco de engatar novamente, esperaram um pouco, dando certa distância entre eles e o bonde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um pouco de tempo e estavam em frente ao palácio do governador. Antes de sair do carro, arrumaram-se como foi possível. Depois do lamaçal, da chuva, do bonde, estavam no destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/SF35706.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/SF35706.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Faltou pouco para o carro de Ernestino ficar assim!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a coisa ainda não havia terminado. A chuva tinha alagado a rua e elas tiveram que caminhar em um verdadeiro riacho. Quando encontraram com o governador, estavam com os sapatos sujos, os cabelos despenteados, as roupas com respingos de lama... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A missão, no entanto apresentou bons resultados. Com a cooperação do governo, em pouco tempo as mães trabalhadoras de Tatuí tinham um lugar decente para deixar seus filhos, como têm até hoje.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114368166236242489?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114368166236242489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114368166236242489&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114368166236242489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114368166236242489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/03/43-carro-versus-bonde.html' title='43) Carro versus Bonde'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114349018121696153</id><published>2006-03-27T17:04:00.000-03:00</published><updated>2008-01-18T16:10:32.926-02:00</updated><title type='text'>42) Enterro atrasado</title><content type='html'>Padre Murari foi mesmo inesquecível. Alguns tatuianos mais antigos dizem que “foi o melhor padre que passou por Tatuí”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode mesmo até ser verdade, mas não dá para dizer que foi um padre dotado de paciência. O homem resolvia as coisas de seu jeito, não aceitando intromissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia faleceu um morador de um sítio um tanto longe da cidade. O óbito aconteceu ao meio dia em uma propriedade isolada. Junto só estava sua esposa. A mulher saiu de casa toda nervosa para avisar vizinhos e parentes. Como a propriedade era longe dos vizinhos, só retornou quando a noite já estava alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns parentes, amigos e vizinhos passaram a noite toda velando o defunto. O choro dos parentes e das carpideiras atravessou a noite. O bule de café não parava cheio. Uma das vizinhas passou a noite fazendo incontáveis cafés. Enquanto isso, os homens contavam "causos" e tomavam toda pinga que havia por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/carpideiras3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/carpideiras3.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O choro das mulheres atravessou a noite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, formaram um cortejo para levar o corpo a Tatuí, para ser enterrado no Cemitério Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Automóveis ainda eram raros nessa época. O sítio era longe e não tinha estradas, só caminhos. Colocaram o defunto em uma carroça e vieram à cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do caminho ser ruim, faziam questão de passar pelas casas de conhecidos, para avisar do ocorrido. E todos queriam saber o que havia acontecido com o morto. Porque morreu, se estava doente, etcetera e tal. E ia juntando gente acompanhando o enterro. Mas cada parada atrasava mais um pouco a viagem. Quando chegaram à cidade já era bem tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se devido à doença que o matou ou ao tempo transcorrido, quando chegou à cidade o corpo já começava a cheirar mal. A viúva desejava que o padre benzesse o defunto, realizando o último de seus desejos. Não queria enterrar sem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pararam a carroça na funerária, para comprar um caixão. Encontraram lá um que deu certo com o tamanho do defunto. No entanto, era um caixão caro e a viúva gastou todo seu dinheiro para pagá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da funerária, o caixão seguiu carregado pelos parentes e amigos que acompanhavam o cortejo fúnebre desde o sítio. Ao chegar na igreja matriz, como a porta estava aberta, entraram com o caixão, para que o padre desse suas bênçãos ao morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o padre não estava lá. Padre Murari havia saído para visitar alguém e não havia como avisá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperaram quase duas horas. Já era hora de fechar o cemitério. Nada do padre aparecer. Um dos parentes do morto correu ao cemitério para pedir que esperassem um pouco mais, avisando que o defunto já chegaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o defunto cheirava mal cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupado, o João Sacristão mandou um mensageiro até onde o padre estava, pedindo que este voltasse logo, para benzer um defunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre Murari ficou contrariadíssimo. Estava na casa de amigos tomando uma pinga que trouxeram de Minas Gerais especialmente para ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorou um pouco mais, mas veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou pela Casa Paroquial. Foi lá fazer alguma necessidade fisiológica. Logo saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou o padre. Enfim ele estava na sacristia colocando seus paramentos. O pessoal que acompanhava o enterro estava já conversando alto dentro da igreja, o que deixou o padre mais contrariado ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando aproximou-se do defunto, assustou-se com o cheiro. O pobre homem já fedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse instante, João Sacristão avisou que não haviam pago a taxa que se cobrava para benzer defuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, tem que pagar! – determinou o padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viúva veio explicar que não tinha mais dinheiro, que gastou tudo com a compra do caixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/AAFS001219.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/AAFS001219.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As pinturas dos anjinhos distrairam o pessoal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, aquelas pessoas que acompanhavam o enterro sumiram de perto. Uns olhando para as pinturas da parede e outros para o teto. Talvez ficassem obsortos ao apreciar as imagens dos querubins do teto em frente à sacristia. Sabe-se que o pintor inspirou-se na criança mais linda de Tatuí dessa época quanto pintou os tais anjinhos. Ninguém se prontificou a pagar ao padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não adianta, se não pagar não posso dar a bênção. É a norma! – afirmou o padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fedor invadia toda a igreja. Não dava mais para ficar com aquele defunto por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viúva, que desejava cumprir o desejo do falecido, disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vou tirar meu marido daqui enquanto o padre não benzer! Que fique aqui o corpo - disse a viúva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema estava agravando-se. O cheiro estava terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não havia outra saída, padre Murari aproximou-se do caixão para dar suas bênçãos ao morto. Ih, mas quando abriram o caixão o cheiro aumentou! A situação estava muito ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proferiu rapidamente as palavras sacramentadas recomendando o defunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu logo em seguida, ainda mais contrariado do que quando entrou e, tapando suas narinas com uma das mãos e gesticulando com a outra, ordenou a todos que retirassem o quanto antes aquele caixão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Pronto, pronto! Agora tratem de levar esse defunto... Que vá feder lá nos quintos dos infernos! – resmungou padre Murari.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114349018121696153?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114349018121696153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114349018121696153&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114349018121696153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114349018121696153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/03/42-enterro-atrasado.html' title='42) Enterro atrasado'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114334332652102628</id><published>2006-03-26T00:14:00.000-03:00</published><updated>2006-04-06T11:55:59.486-03:00</updated><title type='text'>41) Desempate animal</title><content type='html'>Este caso, lembrado pelo historiador Antonio Alcebíades Paes, ocorreu em uma ocasião em que a Quadra ainda não tinha sido emancipada, fazia parte do município de Tatuí. Era o Distrito de Quadra, hoje Município de Quadra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia certa rixa entre os moradores do atual município para com moradores da sede, decorrente de inúmeras razões, incluindo o descaso que algumas administrações de Tatuí mantiveram em relação ao distrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia marcou-se um espetacular jogo de futebol entre o glorioso Palmeiras de Quadra e a Seleção de Tatuí. O jogo, que aconteceria em um campo de futebol do distrito, foi ansiosamente aguardado pelos entusiastas. O time quadrense já possuía uma torcida respeitável e, como era contra um selecionado tatuiano, praticamente a população inteira de lá torcia contra os visitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo aconteceu em um domingo. Coincidentemente foi um lindo dia. Desde o amanhecer o dia prometia ser bom... e foi mesmo. O sol brilhava em um céu todo azul. Uma brisa suave e refrescante soprava de quando em quando, sem esfriar e deixando um clima agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Churrascos, cervejas, chopes e batidinhas foram consumidos desde cedo. O dia começou com desafios de cururu, entre tatuianos e quadrenses. Na parte da manhã também teve um torneio de truco movimentando o centro de Quadra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/cururu.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/cururu.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Desafio de Cururu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da movimentação, a expectativa era a partida de futebol, marcada para as 4 horas da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas estavam alegres e não havia clima para brigas, muito comuns nesse tipo de festa. Os comerciantes de Quadra estavam satisfeitos, pois muita gente estava visitando o lugar, consumindo bebidas, refrigerantes, sorvetes, refeições... “Ah, se isso acontecesse sempre!!!” – pensavam as pessoas mais esclarecidas – “Poderia movimentar a economia da região!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia transcorreu alegre. Logo depois do almoço, as pessoas já iam encaminhando-se para o local do jogo. Até mesmo a partida preliminar foi assistida por uma multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um belo cenário. Belo e colorido. Belo, colorido e alegre!!! Crianças, jovens, adultos e velhos, homens e mulheres, lotavam os arredores do campo. O campo, no entanto, era improvisado, não tinha nem mesmo cerca. Sem fazer trocadilho, o campo era só um descampado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não diminuiu o brilho da ocasião. As redondezas estavam cheias de vendedores de caldo de cana, pastéis, salgadinhos, latinhas de cerveja... e incontáveis sorveteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a hora do jogo principal. Um dos jogadores era o Formigão Soares que, apesar de morar em Tatuí, jogou para o time do Palmeiras de Quadra. Era o seu time do coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partida estava difícil para ambas as equipes. A multidão assistia sem avançar no campo. Mesmo sem qualquer cerca, havia uma marcação feita com cal no chão, que as pessoas respeitaram todo o tempo. Ninguém invadiu o campo. Não aconteceu nenhuma ocorrência negativa. O policiamento, reforçado nessa ocasião, praticamente não teve trabalho. Uma bela festa, sob todos os aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GOOOOOL! – o Palmeiras de Quadra marcou o primeiro gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vibração dos torcedores era intensa, mas durou pouco. Menos de um minuto depois a seleção tatuiana marcava o seu gol: GOOOL!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi o jogo: 1 x 1 até quase o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último minuto, o time de Quadra foi cobrar um escanteio. Todos os olhares estavam voltados para o jogador que ia chutar. Pumm! Chutou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/AXR001301.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/AXR001301.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Escanteio!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse instante, sem que ninguém percebesse, uma vaca entrou no campo. Não havia cerca e a grama lhe pareceu apetitosa!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bumm! A bola acertou bem na testa da vaca, desviou-se e, pasmem, entrou no gol!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GOOOL! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/42-15215871.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/42-15215871.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Móóóóóóóóó!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hei juiz, tem que anular! – gritaram os jogadores da seleção tatuiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, tem que marcar! – rebateram os quadrenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não! Sim! Não! Sim! – a paz que reinara até aquele instante estava ameaçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O juiz não sabia o que fazer. A multidão já estava entrando em campo. Os policiais, que não haviam tido qualquer problema, eram insuficientes para conter a multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discute-se aqui. Discute-se ali. Foi gol! Não foi gol!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém trouxe a solução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escutem aqui: a vaca é de Tatuí ou da Quadra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Da Quadra! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então é gol da Quadra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O juiz então resolveu que o gol seria mesmo validado. A vaca era da Quadra e o gol ficou para o Palmeiras de Quadra. &lt;strong&gt;Aiaiaí, Alcebíades! Será verdade isso?&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114334332652102628?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114334332652102628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114334332652102628&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114334332652102628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114334332652102628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/03/41-desempate-animal.html' title='41) Desempate animal'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114299855339461888</id><published>2006-03-22T00:20:00.000-03:00</published><updated>2008-01-15T20:49:11.404-02:00</updated><title type='text'>40) É boi, é?</title><content type='html'>Quando passo por uma rua, às vezes fico pensando em quem deu seu nome para ela. Umas são fáceis de descobrir: Sete de Setembro, Onze de Agosto, Duque de Caxias, Cruzeiro… mas outras podem ter uma história por trás, uma homenagem aos ilustres personagens da sociedade tatuiana e nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/42-16421097.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/42-16421097.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;É boi, é?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando é, por exemplo, Rua Professor Fulano de Tal, já dá para ter uma idéia do motivo pelo qual essa pessoa foi homenageada… era um professor. Outro foi prefeito, capitão, coronel, etc, e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que estava intrigando no momento em que passei pela rua foi o “título” dado ao homenageado: Avenida Cientista José de Barros Magaldi. A homenagem dada foi merecida, pois ele havia sido um cientista… Mas que pesquisa havia feito? Foi cientista em que área? Não conseguia encontrar ninguém para esclarecer.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/cientista.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/cientista.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Descobri, no entanto, uma versão não-oficial contada pelo Julio Vieira, da Livraria Vieira (ficava onde é hoje a FarmaPonte). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de prosseguir tenho que registrar que o Julio Vieira merece não apenas ser citado aqui. Ele vale um capítulo inteiro, só para contar suas artimanhas para escapar de dona Irma, sua esposa, e ir aos bares tomar as suas… Fica para uma outra ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julio Vieira contou ao Bi que o cientista José de Barros Magaldi estava desenvolvendo importantes estudos na área biológica, mais especificamente envolvendo a bovinocultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o Brasil é o maior produtor mundial nessa atividade, mas não era muito desenvolvida na década de 50, mesmo tendo o país um importante rebanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que o aproveitamento da carcaça do boi é quase total: carne, couro, ossos, chifres… aproveita-se tudo. Ou melhor, segundo Julio Vieira, aproveitava-se quase tudo. E isto é o que o cientista desejava mudar… desejava aproveitamento de 100%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/berrante.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/berrante.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Só assim para escutar o berro do boi!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: de acordo com essa versão, José de Barros Magaldi realizava estudos para aproveitar o berro do boi no matadouro, a única coisa não aproveitada do animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, se fosse mesmo isso, não houve sucesso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/abate1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/abate1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Um bife é muito bom, mas o abate é uma judiação!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este caso todo não passa de uma brincadeira do Julio Vieira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O cientista José de Barros Magaldi desenvolveu estudos na área de hipertensão arterial e função renal no Hospital das Clínicas (1950 a 1977)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/coma_mais_frango.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/coma_mais_frango.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Aproveitando o momento, alguns bovinos fazem a campanha que mais lhes interessa!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114299855339461888?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114299855339461888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114299855339461888&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114299855339461888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114299855339461888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/03/40-boi.html' title='40) É boi, é?'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114299443208333135</id><published>2006-03-21T23:23:00.000-03:00</published><updated>2006-06-28T19:00:30.196-03:00</updated><title type='text'>39) Caipirices ao extremo</title><content type='html'>Quando escrevi o caso da prótese ocular, lembrei-me da mansão dos Salles Gomes, ali na Praça Paulo Setúbal, na época em que lá residia o Pingo (Carlos Eduardo Vieira de Morais). A gente brincava no quintal da casa, que ocupava o quarteirão todo. Frutas de todo tipo. Era um lugar onde moleques tinham muitas coisas para fazer sem ter que sair na rua. Hoje é a casa do Birdinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época em que morava lá, seu Rubens, pai do Pingo, negociava automóveis de luxo. Os carrões que apareciam por lá eram todos estupendos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas havia um especial: o Chevrolet Impala! O carro que fazia mais sucesso nesses anos. Lembro-me de um branco, ano 1964, conversível, uma verdadeira maravilha sobre rodas. Um sábado à noite o Pingo deu um jeito de tirar o carro sorrateiramente de sua casa e saímos dar umas bandas... Nós, nesse tempo, éramos todos menores de idade... 14, 15 ou 16 anos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquele carrão era muito para as ruas tatuianas, que então não tinham pavimentação em sua maioria. Além disso, a cidade começava na Rua São Bento e acabava ali na rua Cel. Guilherme. De outro lado, iniciava na Avenida das Mangueiras e findava no Marapé. A cidade era muito menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o carro pedia asfalto, fomos, nessa noite, até Capela do Alto, viagem que o Pingo aproveitou para acelerar... acelerar... acelerar... A estrada era nova, o asfalto lisinho, dava gosto andar nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/impalao.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/impalao.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Chevrolet Impala conversível 1964&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Capela do Alto passamos rapidamente pelo centro, onde estavam as pessoas. Para esnobar, no momento em que passávamos na praça da cidade, o Pingo apertou o botão que baixava a capota conversível. O carro lotado de moleques: Pingo, eu, Tadeu Lourenço, Fred Lorenzetti... viramos na primeira esquina e passamos novamente na pracinha, desta vez o Pingo havia apertado o botão para recolher a capota... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caipiras de Tatuí tentando impressionar o pessoal de Capela!!! E vai e volta, e ergue a capota e baixa a capota... Seja como for, parou tudo em Capela do Alto para ver o Impala conversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intenção era chamar a atenção das meninas, mas o que aconteceu, de verdade, foi que os caras ficaram queimados com a gente e estavam já se organizando para dar uma surra em nós. Por nossa sorte um pouco antes disso o Pingo resolveu vir embora e, na estrada, ninguém alcançava um Impala. Disto, que as pessoas estavam tentando bater na gente soubemos uns dois ou três anos depois, quando um desses capelenses veio estudar em Tatuí e foi meu colega. Ele quem contou, quando comentei a respeito de nossa viagem de conversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a  href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/1964_Chevrolet_Impala_Rear_DSCF3571-B.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/1964_Chevrolet_Impala_Rear_DSCF3571-B.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O Impala conversível era uma maravilha&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como é hoje, mas há 30 ou 40 anos, eram comuns essas rixas entre cidades. Dá para citar, por exemplo, a relação entre Tatuí e Itapetininga: tatuianos não podiam ir a Itapetininga que logo apanhavam do pessoal. Da mesma forma, os itapetininganos não podiam vir a Tatuí sem apanhar. Conta-se de uma vez que o Zé Turco, o Munir, o Turcão do Bar 80 e mais dois amigos foram até Itapetininga em um Gordini. Nesse carro mal cabiam 5 pessoas um tanto apertadas (ainda mais uns passageiros do tamanho destes). Mas eles apanharam tanto por lá que só couberam 4 pessoas para voltar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escapamos por pouco de apanhar em Capela do Alto. Mas imagine só, isto é caipirismo ao extremo... ergue capota, baixa capota, ergue capota, baixa capota!!!! &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Acho que algo assim merecia mesmo uma surra! Que coisa!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114299443208333135?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114299443208333135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114299443208333135&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114299443208333135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114299443208333135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/03/39-caipirices-ao-extremo.html' title='39) Caipirices ao extremo'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114273802346084018</id><published>2006-03-19T00:10:00.000-03:00</published><updated>2006-03-21T07:46:31.953-03:00</updated><title type='text'>38) Meio século de encrenca</title><content type='html'>Motivo para brigar não é difícil encontrar. Concursos constituem sempre uma fonte de controvérsias. Raramente as decisões são unânimes e, contando com interpretações pessoais disto ou daquilo, pontos de vista podem ser diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, muitos problemas graves são logo esquecidos, outros nem tão graves, podem ser sempre motivos de discórdia, como o grande impasse ocorrido na eleição da “criança mais linda de Tatuí”, em 1951.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/bebes_lutando.1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/bebes_lutando.1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A eleição da criança mais linda de Tatuí provocou grande impasse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concorreram, dentre outros bebês, o bebê Mário Pavanelli e o bebê Mário Luís “Caresia”. As controvérsias arrastaram-se por toda a segunda metade do século XX, chegando até os dias de hoje, sem solução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato contestado merece ser relembrado. A eleição da criança mais linda, promovida foi vencida pelo bebê Marinho Pavanelli, um resultado contestado pelo avô materno do bebê Caresia, que tinha convicção de que seu neto foi o vencedor...  o bebê Caresia tinha pernas roliças, bochechudo, pele cor-de-rosa... sem dúvidas, poderia mesmo ser o vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/42-15120763.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/42-15120763.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Apesar das brigas dos mais velhos, os bebês não estavam nem aí para a encrenca&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, os juízes do concurso escolheram o bebê Pavanelli, fato que nunca foi aceito pelos familiares do bebê Caresia, que suspeitavam de alguma espécie de lobby no Posto de Puericultura, influenciando a comissão julgadora e alterando o resultado final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/reizinho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/reizinho.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Marinho Pavanelli foi escolhido como a criança mais linda de Tatuí&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insatisfação do velho Caresia foi tão intensa que acabou por desentender-se com o organizador e juiz presidente do tal concurso, o saudoso Dr. Almiro, que foi, inclusive, meu pediatra. Uns dias após a divulgação do resultado do concurso, o Dr. Almiro passou em frente ao antigo Bar e Restaurante 80, na Praça da Matriz e, quando o velho Caresia percebeu a presença do médico, chamou e disse: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô Dr. Almiro, vai entender de robustez infantil na pqp...! Proferiu o tal palavrão, um dos muitos de seu imenso repertório. Claro que o Dr. Almiro, homem educado e elegante, não respondeu e afastou-se do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o velho Caresia, estava todo satisfeito e completou: - Ah, dei uma indireta no Dr. Almiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indireta? Uau, imagine só como seria a direta!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como conseqüência desses acontecimentos e devido a grande capacidade do Caresia em dar "indiretas" criou-se até mesmo uma coluna no jornal “O Progresso de Tatuí”, chamada de “As diretas do Caresia”, onde ele destilava seus comentários a respeito dos assuntos tatuianos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucos meses, “provoquei” todos os personagens deste caso, incluindo a mãe do bebê Caresia, que reafirmou sua opinião, de que a eleição teve seu resultado alterado por forças ocultas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em todo caso, Marinho Pavanelli ainda guarda, orgulhoso, seu diploma de “O Bebê Mais Lindo de Tatuí”.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114273802346084018?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114273802346084018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114273802346084018&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114273802346084018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114273802346084018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/03/38-meio-sculo-de-encrenca.html' title='38) Meio século de encrenca'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114209951050126866</id><published>2006-03-11T14:39:00.000-03:00</published><updated>2008-01-18T15:12:00.892-02:00</updated><title type='text'>37) Maquiavel andou por aqui</title><content type='html'>Quem mandava na cidade até a década de 60? Em última análise, o padre! Passaram muitos por aqui, mas alguns deixaram suas marcas na história de Tatuí, como padre Carvalho, padre Canto... padre Murari. Este último é mais uma vez enfocado aqui. Em uma época em que o mundo já havia mudado radicalmente, com o centro de decisões mundiais passando da Europa para os Estados Unidos, principal resultado da divisão planetária resultante da Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A separação entre Estado e Igreja havia ocorrido há muitos anos, mas não “de fato”, pois a influência dos membros eclesiásticos era contundente. As mudanças não eram tão rápidas como na atualidade. Sendo assim, se as coisas em Tatuí contrariassem ao padre Murari, ele ficava furioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/confessionario.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/confessionario.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Confessionário&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o homem era bravo mesmo. Por qualquer coisa. Certa vez, logo depois de eu ter feito a primeira comunhão, fui ao confessionário para me preparar para o domingo. A primeira pergunta do Padre Murari foi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando foi que você veio à missa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não me lembro direito! – respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então vai lembrar e volte depois – falou o bravo padre, batendo na minha cara a portinhola do confessionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustado, fui até um banco da igreja, pensei, pensei e voltei ao confessionário. Com muito medo inventei uma data qualquer para deixar o homem contente. Acho que ele percebeu algo, pois me castigou com uma penitência representada por um monte de ave-marias e padre-nossos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até pensei: “Da próxima vez eu digo que vim no último domingo que ele não me dá tantas ave-marias e padre-nossos...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, esta passagem já ocorre nos últimos tempos desse sacerdote em Tatuí. Pouco tempo depois é removido pelo bispo para Cerquilho, se não me engano, com a desculpa que, como já estava velho, precisava de uma paróquia menor... Mas depois de alguns anos, quando foi jubilado, voltou a Tatuí, onde faleceu. Este padre viveu seus anos finais com dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre Murari participava intensamente da vida religiosa, social e política de Tatuí. Eu, quando menino, morava na Travessa Pracinhas de Tatuí, ao lado da Casa Paroquial. Entre a casa paroquial e a igreja, perto do portão lateral, ao lado da casa S. Pio X. Explicando melhor, minha casa ficava mesmo era em frente ao poleiro da danada araponga do padre. Uma ave barulhenta que não perdoava os ouvidos de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me quando estavam construindo a Casa S. Pio X. A construção desse prédio, conforme relato de uma das pessoas mais bem informadas de Tatuí - segundo sua própria avaliação - fazia parte de um plano para tornar Tatuí sede de diocese. A igreja matriz foi construída para ser uma catedral e a Casa S. Pio X faria parte do palácio do bispo. Como a cidade era bastante progressista no início do século XX, parecia que seu crescimento seria constante, o que não ocorreu. A diocese está em Itapetininga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época da construção da Casa S. Pio X, eu ficava na janela de casa olhando os atiradores do Tiro de Guerra recolhendo tijolos... formavam uma corrente de pessoas, um jogando para outro, que passava adiante, recolhendo, desta maneira, todos os tijolos em pouco tempo. Era bonito ver aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, assistir outros trabalhando é esporte nacional do Brasil. Acho que o mais popular depois do futebol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos voltar ao nosso padre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem qualquer dúvida, dá para afirmar que o padre era um poderoso chefe político em Tatuí. Era totalmente envolvido com os assuntos da paróquia. Com aquilo que lhe cabia por força de suas atividades e com aquilo que sua consciência ordenava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/06ult02.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/06ult02.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Urna eleitoral utilizada na década de 1950&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma eleição concorriam Camilo Vanni e Antonio Tricta Junior. O Tricta não tinha chances. Camilo Vanni tinha “papado” a eleição antecipadamente. Costumava-se cercar uma área destinada a um candidato... chamavam de curral. Lá tinha comes e bebes para os correligionários e para quem por lá passasse... O curralzinho do Camilo Vanni estava todo dia lotado... animação total... não havia chance de perder a eleição. A prefeitura de Tatuí já estava em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curralzinho do Tricta assemelhava-se a um deserto. Não tinha ninguém! Era o candidato antecipadamente derrotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que – aqui entra o padre Murari – Camilo Vanni era espírita! Isto, até a metade do século passado era um pecado horroroso. Não só isso, mas ser protestante também era coisa terrível. Minha avó Maria, contava que, quando era menina, ela e suas irmãs, mudavam de calçada quando passavam em frente à igreja presbiteriana, que nessa ocasião era a única igreja não católica de Tatuí!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, uns dias antes das eleições, padre Murari começou a “doutrinar” as beatas de Tatuí. No confessionário, nas conversas, nos aconselhamentos, ele não deixava de dizer, com seu sotaque italiano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vote em Camilo Vanni! Ele é &lt;em&gt;expíritaa&lt;/em&gt;! – ordenava padre Murari a todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/machiavelli.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/machiavelli.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Maquiavel sempre esteve na moda em Tatuí&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querem saber o que aconteceu? O vencedor foi justamente quem não tinha chance: Antonio Tricta Jr. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre Murari conseguiu reverter um fato dado como definitivo, com o poder que exercia sobre os cidadãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Até parece que liam, como hoje, o Príncipe, de Maquiavel.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114209951050126866?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114209951050126866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114209951050126866&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114209951050126866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114209951050126866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/03/37-maquiavel-andou-por-aqui.html' title='37) Maquiavel andou por aqui'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114141272618796144</id><published>2006-03-03T15:58:00.000-03:00</published><updated>2006-03-04T22:44:37.930-03:00</updated><title type='text'>36) Caso macabro</title><content type='html'>Este caso macabro e escabroso foi contado pelo Zezinho Malaquias, que ouviu do Darci Quinteiro. Vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A subida do Morro Grande era muito mais íngreme que hoje. Há alguns anos foi rebaixada um pouco, aumentando em comprimento, mas reduzindo seu ângulo. Esse acesso foi chamado de Morro Grande Velho, depois que foi rasgada a “estrada de Porangaba”, atualmente denominada de Avenida Pompeu Reali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A subida do Morro Grande Velho era terrível. Mas tinha sua serventia extra, mesmo depois da nova estrada de Porangaba, que desviava do tope, subindo mais devagar. Não havia negócio de mulas ou cavalos em Tatuí sem que o animal fosse experimentado nessa subida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode &lt;em&gt;exprimentá&lt;/em&gt;! O &lt;em&gt;animar&lt;/em&gt; sobe o Morro Grande &lt;em&gt;co&lt;/em&gt; arreio &lt;em&gt;compreto&lt;/em&gt;! – diziam os negociantes de eqüinos e muares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/AX018245.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/AX018245.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Só os melhores animais conseguiam subir o Morro Grande Velho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como via de acesso a subida do Morro Grande Velho havia sido substituída pela atual Avenida Pompeu Reali, mas ainda residiam algumas famílias nessa região. Atualmente há até mesmo condomínio para a classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este caso que conto aqui ocorreu há mais de trinta anos, ocasião em que o Darci Quinteiro tinha um bar logo no início da Rua Capitão Lisboa. O acesso pela avenida já era todo asfaltado, mas a velha subida do morro continuava do mesmo jeito... uma lama terrível, visto que ali o barro é grudento, terra piçarra ótima para olarias e péssima para o trânsito de veículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia faleceu um morador do alto do morro, quase lá no bairro da Guardinha. Estava desenganado, passou mal desde a noite e faleceu pouco antes do meio-dia... Como os recursos eram poucos, o cunhado do morto desceu na cidade para avisar a funerária e acertar a arrumação do defunto em sua última viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/42-15243400.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/42-15243400.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O homem cobriu o corpo do morto e foi buscar ajuda&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolveu parar no bar do Darci Quinteiro para limpar os sapatos do barro do morro, antes de prosseguir em sua caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrando no bar, contou ao Darci o que havia acontecido, que seu cunhado faleceu e que estava indo acertar a funerária e alguém para limpar e arrumar o defunto. Uns fregueses que lá estavam ficaram condoídos com o homem. Sabendo de sua triste situação, ofereceram uma bebida para que este pudesse continuar com um pouco mais de ânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que ele aceitou aquela oferta! Era justamente o que mais precisava naquele momento, um pouco de álcool para reduzir suas preocupações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tomava a bebida, chegaram mais alguns freqüentadores que, sabendo da história do falecimento do tal sujeito, ofereceram mais uns tragos. Queriam amenizar a infelicidade do cunhado do defunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra freguês e sai freguês e cada um pagava uma bebida... qualquer coisa que ele desejasse... daí ele percebeu que essa história de defunto estava lhe rendendo bebida de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/MEN-03-KOR001.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/MEN-03-KOR001.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Com uma história tão triste não faltou bebida e nem cigarros.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo, foi juntando gente no bar. Chegaram alguns chapas que tinham acabado de receber por uma descarga ali na Indústria Marapé. Acharam que até conheciam o defunto, não tinham certeza, mas isso não importava. Aqueles homens, com dinheiro no bolso e um motivo para beber, passaram a tomar todas... o pobre homem, que nem precisava mais fazer cara de dó, pois já estava de dar dó, não parava de tomar... Brahma, Antarctica, quebra-gelo, Brahma, Antarctica, tira gosto... já tinha esquecido o que deveria fazer... estava “miando”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/0000373026-001.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/0000373026-001.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;As homenagens etílicas ao defunto não cessavam&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas tristes homenagens ao defunto, as horas foram passando. Ele que tinha saído pouco depois do meio-dia, não percebia que a tarde estava no fim. Não estava com fome, porque havia saboreado uns tira-gostos... mortadela... queijo provolone com óleo de oliva... coxinhas... almôndegas... tudo acompanhado de molho de pimenta e muita bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando caiu em si percebeu que já era quase noite:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai, eu preciso buscar alguém para limpar o defunto!!! – exclamou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros fregueses já estavam a “mil por hora”, mas um deles falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fica &lt;em&gt;sussegado&lt;/em&gt; que &lt;em&gt;nóis vai lavá&lt;/em&gt; o defunto pra você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto deixou o homem tranqüilo, que aceitou mais uma cerveja oferecida por outro freqüentador do bar. Um pouco mais de tempo e o Darci avisou que ia fechar o bar. Assim, saiu o homem acompanhado de mais quatro “paus d’água” e dirigiram-se para o morro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente que a tarefa a ser realizada não era coisa para todos. A maioria das pessoas não se sentem confortáveis em lidar com defuntos. Sabedores disto, tiveram o cuidado de levar umas garrafas de cachaça para dar ânimo durante a limpeza do morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram os cinco depois de muita dificuldade para subir o morro. Pudera, estava tudo escuro e, para completar, bebiam há horas! A viúva estava desesperada. Não era para menos, seu irmão saiu muitas horas atrás para buscar ajuda para enterrar seu esposo e só agora retornou. Resta lembrar que, nessa época, eram raras as residências nesse bairro. Uma isolada da outra. A viúva não saiu de casa para não deixar o defunto sozinho, esperando, de um momento para outro, a chegada da funerária. Isto não aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/42-15303030.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/42-15303030.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O defunto ficou o dia todo estirado na cama&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vieram apenas os pinguços que passaram a tarde bebendo em homenagem ao falecido. Na casa, de pau-e-barro, só tinha um pequeno lampião a querosene. A escuridão era quase total. Mas resolveram assim mesmo lavar o defunto para ajeitar em sua roupa, para a viagem final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/CB012648.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/CB012648.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Para realizar aquela tarefa desagradável, continuaram a beber enquanto ensaboavam o defunto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encheram de água uma bacia e, com bastante dificuldade, carregaram o morto. Estava já enrijecido... colocaram seu corpo sobre a bacia. Não conseguiam dobrar o corpo para colocar as nádegas na água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É só forçar um pouco que dobra! – disse um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim fizeram. Forçaram para que o corpo do defunto mergulhasse na água, para que fosse possível lavar adequadamente as suas partes íntimas. Mas ao forçar o morto, alguns gases foram expelidos, por todos seus orifícios. O processo de decomposição já estava em andamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na limpeza, enquanto um deles jogava água com uma caneca, outro esfregava o sabão no defunto. A luz não clareava direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, o pinguço que ensaboava deixou cair o sabão na água. Como estava quase totalmente escuro, enfiou a mão na água e, tateando, encontrou algo quee pegou para continuar a esfregar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esfrega aqui e esfrega ali e o morto começou a cheirar mal. Muito mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda bem que nós viemos lavar o amigo. Ele já está fedendo muito! – disse um dos prestimosos limpadores de defunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o cheiro não saía, pelo contrário, aumentava cada vez mais. Aquele que ensaboava o defunto foi cheirar sua própria mão, pois não agüentava mais o fedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai! Cadê o sabão? – exclamou surpreso - Meu Deus! O que foi que aconteceu? Parece que virou merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E realmente o que estava em sua mão não era nenhum sabão. Era um cocô do defunto... Quando dobraram o corpo do morto sobre a bacia, foram expelidos gases e um pouco de fezes. É coisa normal em defuntos que, mesmo algum tempo depois de mortos, ainda possam expelir fezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu que nesse momento em que o fizeram dobrar, o defunto obrou. Quando caiu o sabonete, o pau d’água que pegou a coisa dentro da bacia não conseguiu identificar direito e pegou um cocô do defunto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/90173-24.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/90173-24.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;A viúva desandou a chorar quando percebeu o que estava acontecendo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estavam espalhando merda no defunto. A limpeza estava dando resultados opostos. Em vez de limpar, sujaram o morto. Ficou tão sujo como se tivesse caído em uma fossa negra. Arre, que situação!!!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114141272618796144?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114141272618796144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114141272618796144&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114141272618796144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114141272618796144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/03/36-caso-macabro.html' title='36) Caso macabro'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114139570693922603</id><published>2006-03-03T11:17:00.000-03:00</published><updated>2008-01-22T19:22:23.131-02:00</updated><title type='text'>35) O mistério do lagarto preto</title><content type='html'>Naquele dia vovô Ernestino completava 75 anos. Era fácil saber a idade dele, pois nascera em 1900. Sendo assim, acompanhava o calendário. Esta nossa conversa aconteceu em 1975, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversamos diversos assuntos, ele estava muito bem de saúde e feliz por ser o dia de seu aniversário. Perguntei se os tais setenta e cinco anos demoraram para passar, mas ele respondeu que nem percebeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu fui à escola, depois casei, montei meu armazém, nasceram as crianças, cresceram, foram à escola, casaram, nasceram os netos, cresceram e eu nem percebi o tempo passar! Logo vêm os bisnetos e parece que o tempo não passou!!! (vovô não conheceu todos os bisnetos: são oito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o assunto era sua história de vida, perguntei se ele havia visto, em seus setenta e cinco anos, alguma assombração. Histórias de assombração são contadas como sendo reais, como tendo ocorrido verdadeiramente, ainda mais em uma época que não havia iluminação... Ali estava uma oportunidade para eu tirar dúvidas, saber algo de uma pessoa que viveu na área rural e urbana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunca vi! – afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uns momentos, lembrou-se de um acontecimento em sua juventude, o qual passou a narrar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estava voltando da cidade numa noite... era já bem tarde. Em um ponto da estrada, perto do sítio de meu pai, passamos, eu, o Otávio e o camarada que estava conosco, por um lugar que as pessoas diziam ser mal assombrado – contou. Otávio era um descendente de antigos escravos que morava no sítio de meu bisavô Joaquim dos Santos. Era muito querido de todos. Está enterrado junto de meus bisavós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/42-15264012.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/42-15264012.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;As viagens eram feitas a cavalo, cruzando estradas sem pontes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sítio de meu bisavô ficava no bairro Pederneiras, perto da Fazenda do Paiol, quase no município de Itapetininga. A área do sítio também chegava na Enxovia, que era o local preferido para plantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando passamos pelo tal lugar, que diziam ser mal assombrado – continuou a contar – os cavalos ficaram assustados e escutamos ruídos estranhos no meio do mato fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dei um grito e disse: “Se tiver alguma coisa, que apareça!” – continuou a contar - Pois não é que surgiu uma espécie de lagarto, escuro, que andava apoiado nas patas traseiras. Um bicho que nunca vi igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse lagarto esquisito avançou sobre nós – explicou vovô. Tentava agarrar um dos pés do Otávio, que estava assustadíssimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cavalos já estavam assustados e quiseram empinar. Quase cai, mas dominei e apertei as esporas. Saímos em disparada, rumando para o sítio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando contava isto, vovô tinha um olhar sério. Parecia que ele estava vendo a cena novamente, visão que marcou profundamente, como dava para perceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/chupacabra.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/chupacabra.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Estas ilustrações feitas a partir de relatos de testemunhas, mostram o chupa-cabras com bastante semelhança ao ser que vovô descreveu como sendo um "lagarto preto".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós corremos para o sítio e o tal lagarto, em pé nas patas traseiras, vinha perseguindo e assoprando um terrível assobio estridente – continuou a contar. Eu nunca tinha visto um animal igual. O tal lagarto nos perseguiu até o sítio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vovô disse que entraram quase que em disparada dentro da cocheira, onde havia mais um cavalo, totalmente estressado. Todos estavam assustados: ele, seu companheiro e, principalmente, os três cavalos. Se a escuridão pode assustar um homem, que pensa em mil e uma coisas, o mesmo não acontece com animais. Animais ficam assustados quando percebem, com seu instinto, uma real ameaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entramos na cocheira montados e logo descemos para proteger os cavalos. Inclusive o cavalo que já estava na cocheira e que não tinha visto o bicho, mas que se mostrava bastante assustado com o assobio que vinha de fora – explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O lagarto não ia embora. Ficava dando seus gritos parecidos com assobios e corria pelo campo ao redor da sede do sítio. Não saímos da cocheira, pois tinha uma distância razoável até a casa, mas não dava para arriscar na escuridão e com aquela coisa rondando – narrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O bicho, apoiado nas patas traseiras, media cerca de 1 metro de altura. Naquilo que deu para perceber, sua fisionomia era horrorosa. Coisa igual nunca vi! – completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não encontrou uma explicação e nem tinha alguém que lhe desse uma idéia do que poderia ter sido o tal encontro, em pouco tempo vovô nem mais se lembrava do tal bicho, principalmente porque se casou e veio morar na cidade. Umas poucas vezes contou este fato, para não pensarem que ele teve uma alucinação. O caso lhe veio à memória quando lhe perguntei sobre assombrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora quem fica pensativo sobre o tal bicho sou eu... O tal lagarto preto. Como hoje temos muito mais recursos de pesquisa, como a Internet, procurei achar alguma coisa semelhante para buscar fundamentação à história de vovô. A coisa que mais se assemelha ao tal lagarto preto é uma aparição denominada de “chupa-cabras”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeros relatos afirmam ter encontrado ou avistado o tal chupa-cabras. Isto existe em todo o planeta. As descrições apontam para um ser de feia aparência e com forma física diferente de qualquer outro animal conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muita semelhança entre o chupa-cabras e o bicho que vovô encontrou. Ele não mentiu quando disse ter avistado o tal lagarto preto. Foi assim que ele definiu aquele vulto que o perseguir naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns corpos expostos como sendo o chupa-cabras apresentam semelhança com um lagarto. E qual será a origem desse ser estranho? Terrestre? Extraterrestre? São inúmeras as teorias, mas não há explicação plausível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/AAAH001005.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/AAAH001005.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Será que extraterrestres visitaram o bairro de Pederneiras naquela noite de 1920?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, vamos supor que a origem seja extraterrestre, como afirmam alguns estudiosos desses eventos. Sendo assim, o ET de Varginha é muito posterior a este acontecimento aqui narrado, visto que aconteceu aproximadamente em 1920.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, temos que colocar o ET de Tatuí nos anais dos avistamentos e contatos imediatos. O lagarto preto do bairro de Pederneiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não duvide, pois o que fez o bicho aparecer foi justamente a atitude cética de meu avô, que praticamente chamou o bicho. Quem quer se arriscar?&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114139570693922603?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114139570693922603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114139570693922603&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114139570693922603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114139570693922603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/03/35-o-mistrio-do-lagarto-preto.html' title='35) O mistério do lagarto preto'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114122608542471653</id><published>2006-03-01T11:48:00.000-03:00</published><updated>2006-03-13T18:25:43.403-03:00</updated><title type='text'>34) A seita do Combate Fluídico</title><content type='html'>Dochino Carnielli tinha uma bela chácara dentro da cidade. Logo ali, encostada na Escola Industrial. Há bem pouco tempo essa região era praticamente rural. Tinha a chácara do Junqueira, sítios dos Ramos... a cidade era bem menor que hoje. Menor mas muito mais progressista. O progresso sempre foi a marca típica de Tatuí, algo que também ficou sepultado no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este nosso caso está também no passado, quando Tatuí quase se transformou no berço de uma nova religião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo nome teve essa religião, mas era baseada em um suposto combate fluídico, um exercício mental que deveria evitar enfermidades e até mesmo a própria morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sabendo disso em uma ocasião em que fui conversar com o Dochino, em sua chácara. O lugar era realmente muito agradável. As árvores eram frondosas e, em alguns lugares, foram improvisados bancos de madeira, sempre nas sombras mais frescas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele havia sido amigo de meu avô Tonico. Parece que, durante certo tempo, trabalhou lá na serraria de vovô e continuaram sendo amigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conversava com Dochino, quando ele me disse que, um certo dia, estava discutindo com o espírito de meu avô naquele mesmo lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/42-15923738.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/42-15923738.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Dochino via espíritos em seu quintal&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O espírito disse para mim que a coisa era de uma forma, mas eu falei para o espírito: “Não, de jeito nenhum... é da forma que eu estou falando” – de repente Dochino contou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas como é essa história de falar com espírito? É espírito de morto? – perguntei curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! É espírito de vivo. Quando morre acaba tudo! – afirmou para mim o Dochino. - Este fato, da discussão que tive com o espírito do Tonico Luciano, seu avô, ocorreu há mais de 15 anos. Depois que ele morreu nunca mais seu espírito voltou para fazer a viagem &lt;em&gt;fruídica&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim? – indaguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O espírito de cada pessoa sai do corpo e vai fazer viagens pelos &lt;em&gt;fruídos &lt;/em&gt;da mente. Esses &lt;em&gt;fruídos&lt;/em&gt; entram nas outras pessoas e podem ajudar ou prejudicar. – explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensativo. Achei melhor nem tentar entender aquele homem. Mas mesmo assim ele continuou a explicar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O mundo tem uma grande guerra &lt;em&gt;fruídica,&lt;/em&gt; com os espíritos lutando entre si. Os espíritos das pessoas que têm inveja de outros, saem do corpo dessa pessoa e vão, através dos &lt;em&gt;fruídos &lt;/em&gt;perturbar o espírito de quem ela não gosta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Também aqueles que querem bem outras pessoas podem ajudar com &lt;em&gt;fruídos&lt;/em&gt; positivos, &lt;em&gt;fruídos&lt;/em&gt; benéficos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua teoria era baseada em complicados fluxos de fluidos mentais repletos de espíritos, que iam e vinham fazendo maldades e/ou bondades. Lutava contra as hostes espirituais que navegavam nos fluidos com sua própria mente, naquilo que denominava de "combate fluídico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Espiritos1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/Espiritos1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Mentalmente, ele lutava contra os espíritos carregados de fluídos negativos, naquilo que chamava de "Combate Fluídico".&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dochino, como todo tatuiano, trocava a letra “ele” pelo “erre” em algumas frases, mudando “fluido” e “fluídico” para o seus especiais “fruído” ou “fruídico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com esse ataque &lt;em&gt;fruídico&lt;/em&gt;, as pessoas sofrem doenças e acabam morrendo. – continuou a explicar sua teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu descobri esse fato e passei a fazer o “combate fruídico”. Eu fico concentrado e vejo os espíritos de quem quer me prejudicar e, &lt;em&gt;mentarmente,&lt;/em&gt; passo a combater os &lt;em&gt;fruídos&lt;/em&gt; negativos com meus &lt;em&gt;fruídos&lt;/em&gt; positivos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu percebi que ele acreditava realmente em sua teoria, pois o homem falava e ficava empolgadíssimo. Aí se eu demonstrasse não acreditar. Provavelmente ele iria achar que o meu espírito ainda voltaria para prejudicá-lo. Sendo assim, continuei a escutar seus argumentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tenho praticado o combate &lt;em&gt;fruídico&lt;/em&gt; já há algum tempo. Não tenho nem mesmo ficado doente. – continuou a explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/80144-174.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/80144-174.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;A batalha contra os espíritos era intensa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Descobri que a própria morte é resultado do ataque &lt;em&gt;fruídico&lt;/em&gt;! – continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim? – perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O ser humano não foi feito para morrer! – afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acontece que os &lt;em&gt;fruídos&lt;/em&gt; negativos atacam as pessoas e elas acabam ficando doentes e morrem. – continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só que eu percebi isso a tempo e estou fazendo meu combate &lt;em&gt;fruídico&lt;/em&gt;. Estou afastando a morte. – empolgadíssimo Dochino explicava tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com esse combate &lt;em&gt;fruídico&lt;/em&gt; eu vou ficar &lt;em&gt;imortár&lt;/em&gt;! – completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/101751-30.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/101751-30.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;A luta do Dochino era só através de sua mente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não morre mais? – perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Fica &lt;em&gt;imortár&lt;/em&gt;! – finalizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em seguida fui embora. Nesse momento chegavam algumas pessoas para conversar com o Dochino. Entraram muito contentes e foram debaixo da sombra que eu estava há pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram discípulos do Combate Fluídico. Sim, as teorias do Dochino já tinham arrebanhado alguns fiéis discípulos, que corriam até seu mestre para receber ensinamentos da forma de proceder ao tal combate e ficar imortal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, uns poucos meses depois, Dochino faleceu. Ele deve ter perdido seu combate fluídico... deixou de ser imortal. &lt;strong&gt;Logicamente que os discípulos ficaram decepcionados com a morte do mestre, justo aquele que dizia ter encontrado a fórmula da imortalidade. Assim, em pouco tempo acabou a seita do combate fluídico...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114122608542471653?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114122608542471653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114122608542471653&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114122608542471653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114122608542471653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/03/34-seita-do-combate-fludico.html' title='34) A seita do Combate Fluídico'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114117781479649734</id><published>2006-02-28T22:39:00.000-03:00</published><updated>2006-03-19T03:34:43.173-03:00</updated><title type='text'>33) Ondas telegráficas e telepáticas</title><content type='html'>Algumas profissões, ao mesmo tempo em que trazem sustento à pessoa, provocam uma série de enfermidades... há muitos exemplos, principalmente as mais recentes, conhecidas como LER ou DORT, compreendendo lesões por movimentos repetitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Cunto foi ferroviário, tendo passado por diversas funções, iniciando como guarda-cancela. Nessa função tinha que passar noites e mais noites sozinho, aguardando o trem chegar, para mudar a linha ao sinalizar na cancela. Às vezes, ia cair no sono e acordava assustado pensando que o trem estava chegando: “O trem chegou! O trem chegou!” – gritava uma voz dentro de sua cabeça, impedindo-o de dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/AX048568.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/AX048568.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;"&lt;em&gt;Aí vem o trem! Lá vem o trem!" Uma voz soando dentro da cabeça impedia que Rafael dormisse. Tinha que mudar a chave da linha.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era um sujeito inteligente e esforçado, aprendeu a telegrafar e logo mudou de serviço, passando a telegrafista. O telégrafo foi o e-mail do passado. O mundo começou a ficar menor com a invenção de Samuel Morse, transmitindo e recebendo mensagens, ligando os lugares mais isolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando, Rafael trabalhou durante anos, até que se aposentou. Havia juntado algum dinheiro, que passou a emprestar a juros. Ele era um homem bom, desde que as coisas não envolvessem o seu dinheiro. Quando seu dinheirinho estava “em perigo”, ficava furioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa ocasião, precisei de algum dinheiro e recorri ao Rafael, que prontamente me atendeu. Foi então que o conheci mais de perto, conforme conto aqui. Ele me chamava de Chicão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/71031-13.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/71031-13.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Algumas pessoas contam carneirinhos para tentar dormir&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como havia sido guarda-cancela, Rafael teve seu sono prejudicado por toda sua vida: assim que começava dormir, acordava assustado com a danada voz em sua cabeça, gritando: “O trem chegou! O trem chegou!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isto, seu sono resumia-se a uns poucos minutos em cada noite. Cinco minutos dormindo e uma hora acordado. À insônia somava-se sua incontinência urinária. Ou levantava-se a noite toda, ou urinava na cama. Urina solta e uma voz gritando na cabeça... não dá mesmo para dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/S1337-37.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/S1337-37.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O sono costumava fugir do Rafael.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas noites mais frias, enjoado de levantar-se, Rafael enrolava-se em alguns sacos de linhagem, improvisando um fraldão. Assim conseguia dormir sem molhar a cama. Descobri isto indo em uma manhã em sua casa, quando me deparei com uns sacos pendurados no varal, exalando um forte odor de urina. Foi então que ele me contou esse seu problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Saco.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/Saco.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Rafael improvisava um fraldão com saco de linhagem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas noites mais quentes, ele ficava sentado na cozinha de sua casa, passando as horas brincando de telegrafista. Tinha arrumado uma antiga chave de telégrafo, com a qual ficava relembrando seu tempo de telegrafista: ponto, traço, ponto, traço... e Rafael ia compondo frases, pensamentos, expressando suas preocupações ou extravasando sua raiva:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu fico a noite inteira telegrafando! – disse Rafael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que as noites insones dele eram assim. Só não imaginava o poder do telégrafo do Rafael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele havia emprestado um capital significativo para uma determinada pessoa, que estava dando trabalho para pagar tanto os juros quanto o próprio capital. Se o sono nunca havia sido fácil, com estas preocupações a insônia instalou-se por completo. Agora Rafael enrolava-se nas fraldas e amanhecia sentado na cozinha, “telegrafando” sem parar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não consigo dormir, então fico telegrafando: Fulano de Tal, caipora, lazarento, não me paga!!! – explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/CB068233.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/CB068233.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Fulano e Cicrano, lazarentos, não me pagam!" - esbravejava Rafael no telégrafo a noite inteirinha.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando na birra dele, o dia todo andando atrás de seu cliente e a noite toda “telegrafando”. Fiquei pensando que aquelas ondas imaginárias do telégrafo dele poderiam até mesmo perturbar o sono daquele seu cliente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era sempre assim, quando ele ficava preocupado em receber algum dinheiro, quando tinha alguma dificuldade, perdia por completo o seu escasso sono e passava noites inteiras travando neuróticos monólogos com seu telégrafo a respeito de seus clientes mais problemáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns meses depois, eu tive dificuldades em cumprir os compromissos com o Rafael. Passei a ter insônia. Ficava lembrando do danado a noite toda. Só então me recordei do telégrafo do Rafael, que deveria estar teclando a noite inteira: “Caipora do Chicão... não devolve meu dinheiro!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/BE029979.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/200/BE029979.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Ele "telegrafava" de sua cozinha. Tinha apenas o teclado, a chave do telégrafo...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela intensidade da minha insônia, creio que estive na ponta dos dedos do telegrafista noturno Rafael durante um bom tempo, até que, finalmente, consegui cumprir com nosso negócio. &lt;strong&gt;Arre! Cada louco com sua mania!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114117781479649734?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114117781479649734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114117781479649734&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114117781479649734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114117781479649734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/02/33-ondas-telegrficas-e-telepticas.html' title='33) Ondas telegráficas e telepáticas'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114108302291288759</id><published>2006-02-27T20:11:00.000-03:00</published><updated>2007-09-16T01:34:26.379-03:00</updated><title type='text'>32) Um caso complicado pra xuxu!</title><content type='html'>Xuxu ou chuchu? O vegetal “chuchu” é escrito é escrito com “ch”, mas “xuxu” é uma gíria e significa “grande quantidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Le Petit Écolier&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maintenant, je vais à  l'école:&lt;br /&gt;J'apprends chaque jour ma leçon.&lt;br /&gt;Le sac qui pend à mon épaule&lt;br /&gt;Dit que je suis un grand garçon.&lt;br /&gt;Quand le maître parle, j'écoute.&lt;br /&gt;Et je retiens ce qu'il me dit,&lt;br /&gt;Il est content de moi, sans doute,&lt;br /&gt;Car je vois bien qu'il me sourit.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;No Brasil as coisas mudam o tempo todo. Sempre aparece um político querendo modificar as coisas e impor sua marca. O ginásio de Tatuí teve um monte de nomes... o “sobrenome”, Barão de Suruí não mudou, mas o “nome”... Ginásio do Estado, Instituto de Educação, Instituto de Educação Estadual, Escola Estadual de Primeiro e Segundo Graus... nem sei quantas vezes e nem vou tentar acertar todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as mudanças de nome não são o pior. As mudanças nos sistemas educacionais, na massificação forçada do ensino, nas estratégias anti-evasão escolar e na política da progressão... alguns saem da escola sem aprender coisa alguma, mesmo tendo freqüentado todo o ensino fundamental (anteriormente denominado primeiro-grau, englobando o antigo grupo escolar e curso ginasial). Sabem até ler, mas não interpretam o texto... ou seja, lêem mas não sabem o que significa aquilo que leram. São analfabetos funcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ex-aluno do antigo “Barão de Suruí”, por exemplo, saía do Científico, Clássico ou Normal para entrar nas melhores faculdades sem fazer cursinho. USP, ITA, UNICAMP... tudo era possível para os ex-alunos do "Barão". Nunca precisariam do tal "sistema de cotas" para alunos de escolas públicas... Alunos de escola pública eram os melhores!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Petit_Nicolas_groupe.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/Petit_Nicolas_groupe.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;A escola era "puxada", mas sobrava tempo para brincadeiras&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disciplina era rígida e faziam muitas exigências aos alunos, desde uniformes, cabelos, freqüência, aplicação nos estudos... não era fácil, mas aprendiam mais que nas escolas particulares de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos professores que deixaram sua marca bem forte foi o seu Ciriaco, professor de francês. Seu Ciriaco, era, como todos os demais professores, exigente. Só que ele era especial, pois além de exigente era ranzinza e neurastênico. Ele era espanhol, nascido lá pelos lados dos Pirineus, quase na França e, com isto, embrulhava tudo para falar, misturando português, francês e o espanhol... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa do professor ficava sobre um tablado, cerca de 20 cm mais alto que a classe, colocando-o em uma posição privilegiada, sendo possível observar aos alunos com mais facilidade. Parecia que o homem tinha um olho de lince... via tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Qu'est que ceci? - Qu'est que cela? - Zero pela leçon e arretire-se da classe!&lt;/em&gt; - seu Ciriaco passava a aula toda resmungando e distribuindo zeros pela "leçon"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um homem bravo, mas bom. Ele tinha sido padre (ou quase foi padre) e largou tudo para casar. Ihhh! Como ele era exigente!!!! Eu tive que decorar essa poesia que está aí em cima para sua aula, isto no ano de 1964. Tinha porque tinha que saber “de cor”... taí, mais de quarenta anos e ainda não esqueci!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Arrepito&lt;/em&gt; pela última vez, &lt;em&gt;en français, le verbe avoir tiene la función auxiliaire&lt;/em&gt;! – dizia, mais ou menos assim, o seu Ciriaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia, na aula, ele me chamou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Luciano, &lt;em&gt;trazê votre cahier&lt;/em&gt;! – me chamava por uma parte do sobrenome, misturando francês com português. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/pirata1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/pirata1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu havia desenhado uma caveira com ossos cruzados na capa do caderno de francês, como o símbolo de piratas. O homem, quando viu aquilo, quase enlouqueceu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Qu’est que ceci?&lt;/em&gt; Zero pela &lt;em&gt;leçon&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;arretire-se&lt;/em&gt; da classe! – determinou seu Ciriaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto saía da classe, cheguei a escutar o professor chamando o João Augusto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Trazê votre leçon&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/Ciriaco.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/Ciriaco.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Seu Ciriaco intimidava a criançada com seu falar enrolado e os pêlos nas narinas e nas orelhas. Parecia que tinha uma pequena aranha em cada orelha&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucos minutos João, que não havia feito a lição de casa, estava comigo fora da classe. Estávamos um pouco assustados, porque se o Juca Pato, o diretor, nos visse ali... aiaiai, suspensão na certa e problemas em casa. O diretor era ainda mais bravo que o professor... tão bravo que hoje, mais de quarenta anos depois, fiquei pensando se deveria ou não colocar seu apelido aqui (ai de quem o chamasse de Juca Pato!!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pátio ficou animado, a cada um que seu Ciriaco chamava, dava um zero “pela leçon” e mandava sair... parece que não fomos apenas nós dois que não fizemos a coisa do jeito que ele queria. No meu caso, o problema tinha sido a capa do caderno, mas se pedisse minha lição, o resultado seria o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, no final das aulas, fomos embora bravos com o professor, que implicava com tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô Jão, vamos dar um jeito no seu Ciriaco? – perguntei ao João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/616-I-013-P1031.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/616-I-013-P1031.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Meu sonho era um canivete suíço, como este. Tanto o meu quanto o do João eram canivetes simples&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e ele tivemos uma idéia para castigar seu Ciriaco: pegamos nossos canivetes, colhemos alguns chuchus e fomos “picar” chuchu na entrada da casa do professor, imaginando que ele escorregaria naquilo e ficaríamos uns dias sem sermos perturbados por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/32037s.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/32037s.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Vegetal colhido para fazer o professor escorregar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que coisa! Fiquei bastante indeciso em confessar isto. Não devido �  possibilidade de machucar o professor, mas pela vergonha em admitir que tivemos essa idéia: picar chuchu para o professor escorregar... picar chuchu na porta do professor, que vergonha!!! Será que não havia alguma outra coisa um pouco melhor que esta para fazer??? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/eh_xuxu.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/eh_xuxu.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Elementary, my dear Watson... It's pricked chayote!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também não deve ter sido fácil para seu Ciriaco descobrir o que havia acontecido nos degraus de sua casa. Descobrir o que era aquela coisa toda picadinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Picadinho de chuchu!!! Ainda se fosse quiabo poderia ter uma pequena chance de derrubar o homem, mas chuchu!?!?!?&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas mãos no fogo... Será que não é verdade? Acontecem coisas que ultrapassam o possível e o impossível!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14896337-114108302291288759?l=casostti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casostti.blogspot.com/feeds/114108302291288759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14896337&amp;postID=114108302291288759&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114108302291288759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14896337/posts/default/114108302291288759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casostti.blogspot.com/2006/02/32-um-caso-complicado-pra-xuxu.html' title='32) Um caso complicado pra xuxu!'/><author><name>Francisco Campos (Fran)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13216716716683949663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/_sPBsNFbAOQs/STV10wES2XI/AAAAAAAABjc/Pj8inLIT-n0/S220/Fran.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14896337.post-114075840194495681</id><published>2006-02-24T02:18:00.000-03:00</published><updated>2006-02-28T10:26:39.103-03:00</updated><title type='text'>31) Cidade maravilhosa, viagem horrorosa</title><content type='html'>Quem me contou este caso foi o próprio protagonista, meu amigo Euchário Holtz - cujos comentários sobre a realidade estão fazendo bastante falta com o besteirol nacional. Ele adorava ir ao Rio de Janeiro. Sempre que possível passava lá uma temporada. Não ia lá apenas para ver as cariocas nas praias. Ia para relaxar olhando para o mar ou simplesmente indo a bares e restaurantes. Sentia-se rico, mais que rico, sentia-se milionário, principalmente quando tomava umas e outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/RioEucario.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:left;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/RioEucario.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele costumava relatar que, em um bar que freqüentava nas proximidades da praia de Copacabana, o barman fazia uma maravilhosa batida com whisky e sorvete de coco. Sabia que tinha uns outros ingredientes, mas desconhecia quais eram estes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É um frappé, mas um frappé que enlouquece! - costumava lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, durante alguns anos, dava seus passeios por lá. Ia de ônibus, pois não viajava de avião. Não por medo de voar, já havia experimentado alguns vôos, mas temia sentir-se mal dentro do avião em uma manifestação da sua claustrofobia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos anos, aumentavam as dificuldades para caminhar e, além disto, mantinha-se gordo e tinha algumas hérnias quase estrangulando. O remédio para as hérnias era a cirurgia, coisa que sempre tentou evitar e assim, para que não acontecesse algo inesperado, mandou fazer uns cintos especiais que lhe seguravam a barriga. Na verdade era mais um “suporte” ou “amparo” para aquela enorme protuberância abdominal, evitando que, ao andar ou apenas se movimentar, as hérnias não estrangulassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os movimentos ficaram difíceis, a vontade de ir ao Rio de Janeiro continuava firme e ia regularmente. Enfrentava o cansaço e o incômodo da viagem com bom humor, lembrando do tal frappé enlouquecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua última viagem, no entanto, foi problemática, acontecendo um fato inusitado que merece ser registrado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a São Paulo e lá tomou um ônibus para o Rio. Seis horas de viagem! É um tempo razoavelmente grande para acomodar aquele corpanzil na pequena poltrona do ônibus. &lt;br /&gt;&lt;a ref="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/cometa_dinossauro1991_001.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/320/cometa_dinossauro1991_001.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ônibus que fazia a viagem São Paulo - Rio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a recompensa o aguardava no Rio: o tal frappé de whisky que enlouquecia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, porém, o destino não estava de brincadeira, pois logo depois da partida começaram uns movimentos estranhos em seu ventre. Movimentos internos, não era manifestação da hérnia, mas o que se movimentava lá queria sair... e tinha pressa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu para agüentar e foi ao toalete do ônibus para descarregar aquilo tudo! Mas havia um problema: o tamanho da porta do toalete!!! Não dava para passar naquele vão diminuto com aquela barriga enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a situação interna não podia esperar: ou entrava para evacuar no sanitário ou "aconteceria" nas calças! Para explicar bem como estava a situação, mais uns poucos minutos e a coisa iria acontecer ali mesmo, do lado de fora, na porta do toalete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenta aqui, geme ali, aperta acolá... nada! Não conseguia entrar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Força um pouco, geme e, de repente, o ônibus fez um movimento brusco para desviar de alguma coisa na estrada e vumpt... apesar de esfregar a barriga no batente da porta, conseguiu entrar. Machucou os locais que estavam rompidos pela hérnia. Mas estava lá dentro e isso é o que importava naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ufa! - resmungou enquanto usava o vaso sanitário. Depois de alguns longos minutos, terminou seu “serviço”, limpou-se e foi sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai! Ai! Ai! Que sair o quê! Os locais com hérnia estavam doloridos e e toda aquela região abdominal inchou. Ui! Ui! Ui! Não dava para passar na porta novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem alternativa, chamou o passageiro do último banco para que o ajudasse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô rapaz, ô rapaz, por favor, dá uma mãozinha aqui! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passageiro veio lhe ajudar, tentando puxá-lo para fora.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pare, pare, pare! - gritou. - Está machucando minha hérnia.... pare! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dava para passar por aquela porta minúscula com a barriga machucada, inchada, e a hérnia parecendo que já ia estrangular.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/1600/toalete.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7133/1356/400/toalete.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sanitários de ônibus requerem muito jogo de corpo para entrar e sair&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns passageiros viram a situação e foram tentar ajudar. Só que não dava para fazer nada naquela hora. Todos olhavam para a parte traseira do ônibus... Logo o motorista percebeu a movimentação no fundo do veículo e resolveu parar no acostamento. Veio também para ajudar, mas não foi possível resolver o impasse da miniporta do toalete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns minutos de tentativas, seguiram viagem até Resende. Ele seguiu viagem dentro do toalete até que, nessa cidade, entraram na oficina da empresa de ônibus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi somente lá que conseguiram resolver a situação: os mecânicos desmontaram o toalete do ônibus para retirar o infeliz (mas aliviado) passageiro e então prosseguir viagem ao destino: o frappé enlouquecedor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de "escapar" da cirurgia durante anos, um dia foi obrigado a fazer... se tivesse feito antes, provavelmente este caso não teria acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum comentário dele? Claro, nem um pouco preocupado e sentado à beira mar, tomando seu esperado frappé de whisky, exclamou filosoficamente: &lt;strong&gt;- Enquanto a caravana passa, é só pena que voa! Ahahahahah!&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Os casos tatuianos são histórias e estórias contadas pelos habitantes da cidade de Tatuí-SP, que 'juram' tratar-se da mais absoluta verdade, porém, ninguém coloca suas m
